Guimarães envolve a comunidade na estratégia de Turismo para a próxima década

Guimarães envolve a comunidade na estratégia de Turismo para a próxima década

A Câmara Municipal de Guimarães adotou uma nova estratégia, entre 2019-2029, para a promoção e captação de Turismo: a “Garra Vimaranense”, com o apoio da Bloom Consulting. O objetivo é “humanizar” a experiência turística aproximando moradores e turistas. A Ambitur.pt conversou com Sofia Ferreira, vereadora do Turismo do município, para saber o que oferece o destino, aquilo que o distingue e como pretende atrair mais visitantes.

Sofia Ferreira afirma que “Portugal é hoje um destino turístico de referência a nível mundial e Guimarães tem vindo a acompanhar esta tendência de crescimento”, nomeadamente através do Turismo Cultural. O “Berço de Portugal”, como é conhecido, foi elevado a Património Mundial da UNESCO (2001) e foi já Capital Europeia da Cultura (2012), marcos importantes para a sua “afirmação enquanto destino turístico”.

No entanto, o município procura que Guimarães “seja visto não apenas como o fantástico destino histórico que todos conhecemos, mas como uma experiência turística muito mais vasta”, através da consagração de Destino Turístico Sustentável e da diversificação da oferta, revela a vereadora. “Guimarães tem hoje condições para se afirmar e ser competitiva em segmentos tão importantes como o Turismo de Natureza, de Saúde e Bem-Estar, Short Breaks, Gastronomia e Vinhos ou Negócios”, acrescenta.

É certo que há desafios e os principais constrangimentos a ultrapassar em Guimarães, ao crescimento do Turismo, são “a curta estadia, a sazonalidade da atividade turística, a concentração no centro da cidade, alguma perda de notoriedade junto dos mais jovens bem, como, algum desconhecimento fora de Portugal”.

Garra Vimaranense

Para Sofia Ferreira, o que distingue Guimarães de outros destinos “são as pessoas”, os vimaranenses, “pela sua forma de estar e bem receber, pelo convívio que proporcionam, como defendem as suas origens” e que resulta numa “garra muito própria das gentes de Guimarães”.

Apesar da “humanização da experiência turística ser considerada uma batalha perdida por muitos destinos modernos”, reflete a vereadora, a nova estratégia turística de Guimarães passa então por um maior envolvimento dos seus habitantes: “Queremos que seja manifestada a vontade da população em ser parte do destino, em mostrar, ajudar e participar.”

Numa primeira fase, os vimaranenses foram “ouvidos” para traçar a nova estratégia de promoção e a sua comunicação começará agora por eles. “É fundamental colocar os vimaranenses a contar histórias, todas aquelas que mostram que somos um território cheio de pessoas com personalidade e identidade única”, explica Sofia Ferreira.

O que visitar

O Castelo de Guimarães e o Paço dos Duques de Bragança são “dos locais mais visitados em Portugal” mas, além deles, os visitantes podem encontrar na cidade o Museu de Alberto Sampaio, o Centro Cultural Vila Flor, a Casa da Memória e, numa vertente mais contemporânea, o Centro Internacional de Artes José de Guimarães.

Mas Guimarães não se resume apenas à história e cultura, com destaque para as Termas das Taipas e para o “riquíssimo património natural” da Montanha da Penha, que pode ser descoberto por teleférico e/ou percursos pedestres como a Rota da Penha, Rota da Citânia e Rota de São Torcado. Futuramente, pretende-se implementar a Rota da Biodiversidade, ligando o local ao Parque da Cidade. Outro projeto em “marcha” é o Enoturismo na região, com a oportunidade de visitar adegas com prova de vinhos, participar nas atividades agrícolas e nas vindimas ou dormir em algumas quintas vinícolas.

Rita Inácio