A hotelaria portuguesa arrancou 2026 em trajetória positiva, sustentada pela forte procura turística e pelo reforço da oferta em várias regiões do país. No primeiro trimestre do ano, foram inaugurados 15 novos hotéis, que acrescentaram cerca de 758 quartos ao stock nacional, , estando prevista a entrada de mais 4.500 quartos até ao final do ano, o que confirma o atual ciclo de expansão. Em pipeline encontram-se 89 novos hotéis..
De acordo com o mais recente Dils Recap, Portugal registou cerca de 82 milhões de dormidas nos últimos 12 meses, o que representa um crescimento de 2% face ao período homólogo. Entre os principais mercados emissores destacaram-se o Reino Unido, a Alemanha e os Estados Unidos, sendo este último o que apresentou a evolução mais expressiva, com uma subida de 5%.
O dinamismo do setor hoteleiro refletiu-se também no investimento imobiliário. No primeiro trimestre de 2026, o mercado português registou um volume de investimento de 892 milhões de euros, mais 37% do que no mesmo período do ano anterior. A hotelaria foi um dos setores em maior destaque, representando 38% do volume transacionado, em linha com o retalho, que teve peso equivalente.
Segundo a Dils, as estratégias core e core plus concentraram mais de 80% do volume investido, sinalizando a preferência dos investidores por ativos estáveis, bem localizados e de elevada qualidade. O investimento estrangeiro representou 56% do total transacionado, enquanto os investidores nacionais aumentaram o seu peso, atingindo 44%.
Para Pedro Lancastre, CEO da Dils Portugal, os resultados do primeiro trimestre confirmam “a resiliência e a atratividade do mercado imobiliário português”, mesmo num contexto de maior incerteza global. O responsável sublinha ainda que Portugal continua a afirmar-se como “um destino seguro e competitivo”, beneficiando de tendências como a procura por ativos de qualidade e a crescente profissionalização do mercado.
Até ao final do ano, está prevista a entrada de mais 4.500 quartos no mercado nacional, confirmando o atual ciclo de expansão da hotelaria. Em termos operacionais, as taxas de ocupação nos principais destinos turísticos mostram sinais de estabilização, enquanto o ADR continua a subir, refletindo a capacidade do setor em sustentar valor.
O Porto e o Algarve destacaram-se com crescimentos próximos de 2% no RevPAR, enquanto Lisboa manteve um desempenho globalmente estável.




















































