HotelShop+SocialShop prevê fechar 2019 com crescimento de dois dígitos

HotelShop+SocialShop prevê fechar 2019 com crescimento de dois dígitos

Categoria Alojamento, Business

A VI Convenção da HotelShop+SocialShop decorreu esta terça-feira, dia 26 de novembro, no Altis Grand Hotel, em Lisboa. Sob o tema “Gestão de Compras”, esta sexta edição contou com 430 pessoas inscritas e com um vasto painel de oradores focado na otimização e gestão de custos para a hotelaria, turismo e economia.

Atualmente, a HotelSop+SocialShop agrega mais de 500 associados (hotéis e associações) e tem como finalidade “ajudar a otimizar as suas compras”, explica o presidente Miguel Paredes Alves, acrescentando que esta ajuda se faz através do “poder comercial” e do “know-how”, sendo as “duas mais-valias que apresentamos aos nossos associados”. O facto de já terem uma dimensão sólida no mercado torna mais “fácil conseguir negociar condições” junto dos fornecedores sobre qualquer produto que um hotel ou IPSS precise, sejam “alimentos, bebidas, produtos de higiene e limpeza ou serviços de manutenção”, exemplifica o responsável. Embora o “poder comercial” seja uma “peça fundamental”, o dirigente considera que isso “não basta”, sendo preciso ter o “conhecimento” sobre os fornecedores e os seus “canais de distribuição” e “os produtos ou matéria-primas” que, normalmente, “não estão ao alcance de pequenos e médios hotéis individuais”. Já sobre os grandes grupos hoteleiros, Miguel Alves refere que esses “já têm  poder comercial e de conhecimento”, optando por “trabalhar de uma forma mais independente”, preferindo “ter a sua central interna de compras”. Na visão do responsável, um pequeno hotel independente “tem muito mais a ganhar” em termos de percentagem, quando comparado com cadeias hoteleiras.

No 13.º ano de atividade, a HotelShop+SocialShop vai fechar o ano com um crescimento de dois dígitos. “Crescemos em todos os indicadores, quer em número de associados (hotéis e IPSS) quer em volume de compras processadas”, afirma o responsável, acreditando que este aumento foi “beneficiado” pelo turismo. No entanto, foi na área social que “notámos maior crescimento”, o que significa um maior reconhecimento por parte das instituições e dos hotéis que “acreditam no nosso trabalho”.

“Gestão de Compras é vista ainda com algum amadorismo”

Todos os anos, a HotelShop+SocialShop realiza um evento, sendo que a Convenção se realiza no “ano ímpar e é sempre em Lisboa”, explica o responsável, acrescentando que, nos “anos pares”, o evento se designa por “Seminários”, realizando-se alternadamente entre o “Porto e o Algarve”. Para o próximo ano, será no Porto.

Sobre o tema escolhido, “Gestão de Compras”, Miguel Alves afirma que esta “área” é vista com “algum amadorismo” tanto pela indústria hoteleira como pela área social. “Os hotéis e as instituições estão muito focados em aumentar receitas”, acabando por “não dar tanta importância aos custos”, explica o responsável, destacando que, “às vezes, é muito mais fácil obter resultados” considerados “mais fáceis e diretos” através de uma “boa gestão de custos” e “não de receitas”. Dirigido a um público-alvo dos setores da hotelaria e responsabilidade social, o grande objetivo deste encontro é “permitir ter um leque de oradores o mais diversificado possível”, cobrindo várias áreas. Desta forma, o evento tenta “misturar aspetos mais técnicos de gestão”, abarcando também a “sustentabilidade ambiental”, explica o responsável, dando como exemplos temas ligados a “técnicas de negociação, responsabilidade social, alimentação ou técnicas de encomenda”. 

Com esta “diversidade” de temas, a HotelsShop+SocialShop ambiciona “transmitir formação auxiliada com informação” para toda a comunidade. “Não temos apenas associados: convidamos outros hotéis e instituições”, no sentido de “não sermos apenas uma central de compras exclusiva aos associados”, remata.

Cristiana Macedo