IATA: procura dos passageiros em sólido crescimento em abril

IATA: procura dos passageiros em sólido crescimento em abril

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) anunciou os resultados globais do movimento de passageiros no mês de abril de 2019, revelando que a procura (RPK’s) aumentou em 4,3% quando comparado com abril de 2018. A capacidade em abril (ASK’s) subiu 3,6% e o load factor cresceu 0,6 pontos percentuais para 82,8%, um recorde para o mês de abril, superando o recorde de 82,2% do ano passado. Regionalmente, África, Europa e América Latina registaram recordes no load factor. As comparações entre os dois meses são distorcidas devido ao período das férias da Páscoa, refere a IATA.

“Sentimos um aumento sólido mas não excecional da procura de ligações aéreas em abril. Isto em parte deve-se ao período da Páscoa, mas também reflete o abrandamento da economia global. O comércio mundial está em quebra, impulsionado pelas disputas de tarifas e comerciais, e como resultado não estamos a assistir a um crescimento do tráfego aos mesmos níveis do ano passado. No entanto, as companhias aéreas estão a fazer um tabalho muito bom de gestão da utilização das aeronaves, levando a recordes de load factors”, refere Alexandre de Juniac, diretor geral e CEO da IATA.

Mercados Internacionais de Passageiros
A procura de passageiros internacionals em abril aumentou 5,1% face a abril do ano passado. Todas as regiões registaram aumentos homólogos no tráfego, lideradas pelas companhias na Europa. A capacidade global disparou 3,8% e o load factor subiu 1,1 pontos percentuais para 82,5%.

O tráfego das companhias europeias em abril cresceu 8% em termos homólogos, subindo do crescimento anual de 4,9% em março. Embora tenha representado o maior crescimento mensal desde dezembro, os RPK’s apenas subiram 1% desde novembro de 2018, sugerindo que a queda comercial e económica global – juntamente com a incerteza em torno do Brexit – está a ter um impacto na procura. A capacidade aumentou 6,6% e o load factor 1,1 pontos percentuais para 85,7%, o mais elevado entre todas as regiões.

As transportadoras da região da Ásia Pacífico tiveram um aumento de 2,9% no tráfego em abril, subindo do crescimento de 2% em março mas muito abaixo da média a longo prazo. A capacidade disparou 3,7% e o load factor caiu 0,6 pontos percentuais para 80,8%. A Ásia Pacífico foi a única região a revelar um declínio no load factor comparado com igual mês do ano passado. Os resultados refletem o abrandamento do comércio mundial, incluindo o impacto das tensões comerciais China-EUA na região, que continuam a pesar sobre a procura de passageiros.

As companhias aéreas do Médio Oriente viram a procura subir 2,9% em abril, uma recuperação da descida de 3% do tráfego em março. Mas apesar desta recuperação, a tendência de declínio do crescimento do tráfego prossegue, refletindo as mudanças estruturais que afetam a indústria na região. A capacidade diminuiu 1,6% e o load factor subiu 3,5 pontos percentuais para 80,5%.

As transportadoras norte-americanas registaram um aumento da procura de 5,5% face a abril de 2018, o que significa um aumento do crescimento homólogo de 3,2% em março. Uma economia interna forte, baixo desemprego e um dólar forte estão a compensar quaisquer impactos das atuais tensões comerciais. A capacidade subiu 3,2% e o load factor 1,8 pontos percentuais para 82,2%.

As companhias da América Latina sentiram um aumento de 5,2% na procura de abril, subindo ligeiramente do crescimento de 4,9% em março. A capacidade aumentou 4% e o load factor 0,9 pontos percentuais para 82,8%.

As companhias aéreas africanas tiveram um aumento de 1,1% no tráfego em abril, descendo do crescimento de 1,6% em março e foi o crescimento regional mais lento desde início de 2015. Tal como a América Latina, a África está a ter alguma incerteza económica e política nos principais mercados. A capacidade subiu 0,1& e o load factor 0,7 pontos percentuais para 72,6%.

Mercados internos de passageiros
A procura de viagens domésticas subiu 2,8% em abril face a abril de 2018, descendo do crescimento de 4,1% em março. A tendência de declínio está a ser sobretudo impulsionada por situações na China e na Índia. a capacidade aumentou 3,2% e o load factor deslizou 0,3 pontos percentuais para 83,2%.

O tráfego interno da China subiu 3,4% em abril, dos 2,8% de março, mas ainda muito abaixo do período de 2016-2018 quando a média de crescimento era de 12%.