IFD esclarece hoteleiros sobre fundos de financiamento

IFD esclarece hoteleiros sobre fundos de financiamento

Categoria Advisor, Inside, Política

O convidado deste mês do almoço da Associação da Hotelaria de Portugal, que se realizou hoje, no Altis Grand Hotel, foi José Figueiredo, presidente executivo da Instituição Financeira e de Desenvolvimento. Aos presentes, o responsável explicou que a “IFD tem como objectivo criar soluções de financiamento de forma a resolver os problemas provenientes das falhas de mercado”. Cabe à IFD, segundo o responsável, “captar recursos no mercado e repassar estes recursos para o sector financeiro, obviamente, com indicações da política pública”.

No terreno desde o inicio deste ano, altura em que tomou posse, a nova equipa da IFD, liderada por José Figueiredo, pretende direccionar o seu trabalho “à área da capitalização das empresas”, uma vez que, “já existem soluções, e que funcionam bem, no que à área da dívida diz respeito”, sendo “as linhas do Turismo de Portugal um bom exemplo disso”.

Assim, e numa primeira fase, a IFD fará a gestão dos instrumentos financeiros, “os chamados fundos comunitários”, no valor de 1,7 mil milhões de euros. Segundo José Figueiredo, irão ser lançados “dois fundos de fundos que vão utilizar estes 1,7 mil milhões”. “Vamos criar um fundo de fundo para dívida e garantias e vamos criar um fundo de fundo para capitais”, que devem estar “fechados” no final de Julho, explicou o responsável, acrescentando que “a nossa expectativa é que até fim de Julho, principio de Agosto, nós possamos ter criado estes fundos e depois o que estes fundos vão fazer é abrir concursos para operadores que criem produtos”.

Adiantando que a IFD continuará, na área do capital, a apoiar as redes de business angel e start ups, José Figueiredo, afirma que vão ser criados também, numa segunda fase do projecto, ainda sujeita a aprovação pela Comissão Europeia, “um fundo especial de capital reversível e um fundo especial de Private Equity para Suporte de Processos de Sucessão nas empresas familiares”. “A nossa ambição é que o Fundo de Capital Reversível comece logo com 500 milhões de euros e o Fundo Especial de Private Equity para Suporte de Processos de Sucessão nas empresas familiares também deverá ter alguma escala”, explica.

Por Raquel Pedrosa Loureiro