INE: Atividade turística continua a crescer em maio mas com menor densidade

INE: Atividade turística continua a crescer em maio mas com menor densidade

O Instituto Nacional de Estatísticas (INE) acaba de divulgar os dados da atividade turística relativamente ao mês de maio. Segundo o INE, o setor do alojamento turístico registou 2,6 milhões de hóspedes e 6,5 milhões de dormidas em maio de 2019, correspondendo a variações de +7,7% e +3,9%, respetivamente (+10,0% e +10,5% em abril, pela mesma ordem). As dormidas de residentes cresceram 8,6% (+16,1% em abril) e as de não residentes aumentaram 2,5% (+8,5% no mês anterior).

Em maio de 2019, a estada média (2,51 noites) reduziu-se 3,5% (+1,0% nos residentes e -5,0% nos não residentes). A taxa líquida de ocupação-cama (50,4%) recuou 1,1 p.p. (+1,8 p.p. em abril). Os proveitos totais aumentaram 6,2% (+10,1% em abril; +6,7% no período acumulado até maio), atingindo 398,9 milhões de euros. Os proveitos de aposento (295,7 milhões de euros) cresceram 5,9% (+11,0% em abril; +6,2% de janeiro a maio).

Mercados interno e externo com acréscimos

De acordo com a instituição, o mercado interno contribuiu com 1,6 milhões de dormidas, registando um crescimento de 8,6% (+16,1% em abril). As dormidas dos mercados externos (peso de 75,1% em maio) aumentaram 2,5% (+8,5% em abril) e corresponderam a 4,9 milhões. Nos primeiros cinco meses do ano, registou-se um aumento de 4,1% nas dormidas totais, com contributos positivos quer dos residentes (+7,1%), quer dos não residentes (+3,0%).

Mercado espanhol destacou-se

Os dezasseis principais mercados emissores representaram 86,9% das dormidas de não residentes nos estabelecimentos de alojamento turístico em maio. O mercado britânico (21,1% do total das dormidas de não residentes em maio) cresceu 1,4% neste mês e 2,5% no conjunto dos cinco primeiros meses do ano. As dormidas de hóspedes alemães (12,1% do total) diminuíram 12,4% em maio e 7,3% desde o início do ano. O mercado francês (11,2% do total) registou um decréscimo de 4,8% em maio. Desde o início do ano, este mercado recuou 2,4%. Quanto a Espanha (7,4% do total), evidenciou-se com um crescimento de 24,5% em maio. No conjunto dos cinco primeiros meses do ano, este mercado cresceu 9,4%. O mercado brasileiro (5,9% do total) cresceu 10,5% em maio e 9,0% desde o início do ano. São também de salientar os aumentos em maio nos mercados polaco (+15,5%), norte-americano (+15,3%), canadiano (+14,9%) e chinês (+14,1%).

Desde o início do ano, destacaram-se os crescimentos verificados nos mercados norte-americano (+20,8%), chinês (+17,1%) e canadiano (+16,8%).

Dormidas de residentes cresceram em todas as regiões

Em maio, registaram-se aumentos das dormidas em todas as regiões com exceção da RA Madeira (-3,8%). O Alentejo e o Norte destacaram-se com crescimentos de 10,5% e 9,9%, respetivamente. O Algarve concentrou 30,8% das dormidas registadas no país neste mês, secundado pela AM Lisboa (quota de 26,6%).

Neste mês houve um incremento de 245,1 mil dormidas (face a igual mês do ano anterior), do qual 41,5% foi registado na AM Lisboa (101,7 mil dormidas adicionais) e 36,5% no Norte (mais 89,4 mil dormidas). No conjunto dos cinco primeiros meses do ano salientaram-se o Alentejo (+12,5%) e o Norte (+8,2%).

As dormidas de residentes registaram aumentos em todas as regiões, destacando-se o Alentejo (+19,1%), a RA Madeira (+14,4%) e a RA Açores (+14,2%). Relativamente a dormidas de residentes entre janeiro e maio, o realce vai para o Alentejo (+19,0%), RA Açores (+13,7%) e Algarve (+11,1%).

Por sua vez, nas variações de dormidas de não residentes, sobressaíram os crescimentos no Norte (+11,3%) e Centro (+8,0%). Desde o início do ano, o realce vai para as mesmas regiões (+9,3% e +5,8%, respetivamente).

Dormidas por município

Dos municípios que concentram 75% das dormidas nos estabelecimentos de alojamento turístico de todo o país, a Lisboa corresponderam 19,9% do total das dormidas em maio, quota que sobe para 22,3% no período de janeiro a maio. Neste período acumulado, em Lisboa, as dormidas de não residentes representaram 83,6% do total de dormidas registadas no município, tendo concentrado 26,0% do total de dormidas de não residentes do país.

O município de Albufeira apresentou pesos de 12,8% do total das dormidas em maio e de 11,0% desde o início do ano. Neste período, as dormidas de não residentes representaram 84,4% do total neste município, tendo registado 12,9% da totalidade das dormidas de não residentes.

Por sua vez, o Funchal representou 7,0% das dormidas totais em maio e 8,7% desde o início do ano. Neste município, 90,0% das dormidas registadas desde o início do ano foram relativas a não residentes.

No município do Porto registaram-se 6,7% das dormidas totais em maio e 6,9% do total desde o início do ano. O peso relativo dos não residentes situou-se em 80,5%, no período acumulado de janeiro a maio.

Lisboa e Porto representaram cerca de 2/3 das dormidas em hostel no período janeiro-maio 2019

Nos primeiros cinco meses de 2019, as dormidas na hotelaria (84,6% do total) registaram um aumento de 3,0%, inferior aos demais segmentos: +12,1% no alojamento local (quota de 13,2%) e +5,3% no turismo no espaço rural/de habitação (que representou 2,2% do total). Os estabelecimentos designados como hostel representaram 23,1% das dormidas em alojamento local e 3,0% das dormidas totais, no período acumulado até maio.

Relativamente ao segmento da hotelaria, o Algarve representou 29,3% das dormidas nos primeiros cinco meses do ano, seguindo-se a AM Lisboa (quota de 27,7% da hotelaria).

No segmento de alojamento local, desde o início do ano, a AM Lisboa concentrou 41,9% das dormidas, secundada pelo Norte, com uma quota de 22,5%.

No que respeita ao turismo no espaço rural e de habitação, o Norte concentrou 27,9% das dormidas totais, seguindo-se o Alentejo (23,4%) e o Centro (23,3%), no período de janeiro a maio.

Na hotelaria, os municípios de Lisboa, Albufeira e Funchal destacaram-se com quotas, desde o início do ano, de 21,0%, 12,7% e 9,4%, respetivamente.

No caso do alojamento local, Lisboa e Porto representaram 34,4% e 12,7% do total, respetivamente. As dormidas em hostel concentraram-se principalmente nas regiões da AM Lisboa (54,6% do total no país), com destaque para o município de Lisboa (46,3% do total nacional), no Norte (24,2%), com destaque para o município do Porto (17,0% do total global).

Estada média reduziu-se

Em maio, a estada média nos estabelecimentos de alojamento turístico (2,51 noites) reduziu-se 3,5%. A estada média dos residentes cresceu 1,0% enquanto a dos não residentes recuou 5,0%. Neste mês, o Alentejo destacou-se com um crescimento de 2,4% neste indicador. Na RA Madeira e no Algarve as estadas médias atingiram 4, 75 e 3,83 noites, respetivamente, mas com reduções (-3,7% e -6,5%, pela mesma ordem)

Taxa de ocupação com diminuição

A taxa líquida de ocupação-cama nos estabelecimentos de alojamento turístico (50,4%) recuou 1,1 p.p. em maio (+1,8 p.p. em abril). As taxas de ocupação mais elevadas registaram-se na AM Lisboa (63,4%) e RA Madeira (62,2%).

Proveitos aumentaram em todas as regiões

Os proveitos registados nos estabelecimentos de alojamento turístico atingiram 398,9 milhões de euros no total e 295,7 milhões de euros relativamente a aposento, em maio, traduzindo-se em crescimentos de 6,2% e 5,9%, respetivamente (+10,1% e +11,0% em abril, pela mesma ordem). Entre as várias regiões, em maio destacaram-se os acréscimos registados na RA Açores (+14,0% nos proveitos totais e +16,3% nos de aposento), Alentejo (+13,5% e +14,7%, respetivamente) e Norte (+12,2% e +11,8%, pela mesma ordem).

Em maio, a variação dos proveitos foi positiva nos três segmentos de alojamento e na maioria das tipologias.

Na hotelaria, os proveitos totais e de aposento (quotas de 89,1% e 87,6% no total do alojamento turístico, respetivamente) aumentaram 4,6% e 4,1%, pela mesma ordem. Considerando as mesmas variáveis, os estabelecimentos de alojamento local (quotas de 8,4% e 9,9%) evidenciaram-se com aumentos de 25,3% e 24,3%, respetivamente, enquanto no turismo no espaço rural/de habitação (representatividade de 2,5% e 2,6%) se verificaram subidas de 8,4% e 5,1%, pela mesma ordem. No conjunto dos estabelecimentos de alojamento turístico, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) situou-se em 52,5 euros em maio, a que correspondeu um ligeiro aumento de 0,4% (+5,0% em abril). Na AM Lisboa o RevPAR ascendeu a 90,6 euros, apesar de refletir uma redução (-3,1%). Neste indicador, destacaram-se os crescimentos na RA Açores (+12,0%) e no Alentejo (+8,1%). A variação do RevPAR em maio situou-se em +3,0% no alojamento local e +1,2% tanto na hotelaria como no turismo no espaço rural/de habitação.

Parques de campismo e colónias de férias

Em maio de 2019, os parques de campismo receberam 135,0 mil campistas (+5,7%), que proporcionaram 374,9 mil dormidas (+3,6%). Para o aumento das dormidas contribuiu apenas o mercado interno (+9,5%), dado que os mercados externos registaram um decréscimo de 1,2%. As dormidas de não residentes predominaram (52,7%). A estada média (2,78 noites) recuou 2,0%.

As colónias de férias e pousadas da juventude registaram 34,9 mil hóspedes (+20,4%) e 60,6 mil dormidas (+15,1%). O mercado interno representou 68,8% das dormidas e cresceu 22,8%, enquanto os mercados externos registaram um aumento de 1,1%. A estada média (1,74 noites) reduziu-se 4,5%.