INE: Ocupação, proveitos e estada média recuam em março

INE: Ocupação, proveitos e estada média recuam em março

O setor do alojamento turístico registou 1,8 milhões de hóspedes e 4,5 milhões de dormidas em março de 2019, correspondendo a variações de +3,5% e -0,2%, respetivamente (+2,5% e -1,5% em fevereiro, pela mesma ordem). As dormidas de residentes cresceram 4,8% (-3,8% em fevereiro) e as de não residentes recuaram 2,2% (-0,5% no mês anterior). Estes resultados estão condicionados pelos diferentes meses das épocas festivas face ao ano anterior, por um lado beneficiando do Carnaval em março de 2019 (no ano anterior em fevereiro), mas, por outro, sujeitos ao efeito base desfavorável da Páscoa em março de 2018 (no corrente ano celebrada em abril).

Em março de 2019, a estada média (2,48 noites) reduziu-se 3,6% (-3,0% nos residentes e -2,5% nos não residentes). A taxa líquida de ocupação-cama (38,8%) recuou 1,8 p.p. em março (-1,5 p.p. em fevereiro). Os proveitos abrandaram, tendo no total apresentado um crescimento de 3,1% (+4,2% em fevereiro), atingindo 246,8 milhões de euros. Os proveitos de aposento (176,2 milhões de euros) cresceram 1,4% (+2,3% em fevereiro).

Hóspedes com crescimento
Em março de 2019, o setor do alojamento turístico registou 1,8 milhões de hóspedes, que proporcionaram 4,5 milhões de dormidas, refletindo-se em variações de +3,5% e -0,2%, respetivamente (+2,5% e -1,5% em fevereiro, pela mesma ordem).

É de salientar que os resultados estão condicionados pelos diferentes meses das épocas festivas face ao ano anterior, por um lado beneficiando do Carnaval em março de 2019 (no ano anterior em fevereiro), mas, por outro, sujeitos ao efeito base desfavorável da Páscoa em março de 2018 (no corrente ano celebrada em abril).
As dormidas na hotelaria (85,4% do total) registaram uma diminuição de 0,7% em março. As dormidas nos
estabelecimentos de alojamento local (12,5% do total) cresceram 3,1% e as de turismo no espaço rural e de
habitação (2,0% do total) aumentaram 2,1%.

Mercado interno com crescimento
Em março, o mercado interno contribuiu com 1,3 milhões de dormidas, que representaram um crescimento de 4,8%, em contraste com a variação de -3,8% no mês precedente.

Os mercados externos (peso de 70,4% em março) recuaram 2,2% (-0,5% em fevereiro) e corresponderam a 3,2
milhões de dormidas. No primeiro trimestre do ano, registou-se um aumento de 0,7% nas dormidas totais, impulsionado pelo contributo positivo apenas dos residentes (+2,3%), dado que os não residentes pouco variaram (-0,1%).

Mercado brasileiro com crescimento significativo
Os 16 principais mercados emissores representaram 86,6% das dormidas de não residentes nos estabelecimentos de alojamento turístico em março. O mercado britânico (17,6% do total das dormidas de não residentes em março) cresceu 1,6% neste mês e 2,4% no primeiro trimestre do ano. As dormidas de hóspedes alemães (15,5% do total) decresceram 8,4% em março e 7,5% nos primeiros três meses de 2019. O mercado espanhol (9,6% do total), tradicionalmente sensível ao ‘efeito Páscoa’, apresentou uma redução expressiva de 28,6%. No primeiro trimestre, este mercado evidenciou uma diminuição de 15,6%.

Quanto a França (8,2% do total), registaram-se reduções de 4,3% em março e de 3,2% desde o início do ano.
O mercado brasileiro (6,2% do total de dormidas) apresentou um crescimento significativo de 28,6% em março. No primeiro trimestre, este mercado aumentou 7,3%. São também de salientar os aumentos em março nos mercados chinês (+22,2%) e norte americano (+20,4%), os quais se destacaram igualmente no primeiro trimestre do ano (+20,3% e +24,8%, respetivamente).

Dormidas com evoluções díspares entre regiões
Em março, Norte e Alentejo evidenciaram aumento de dormidas (+4,1% e +2,7%, respetivamente), Algarve e Centro registaram variações negativas (-3,8% e -2,7%, respetivamente). No conjunto do primeiro trimestre, realçaram-se os crescimentos no Alentejo (+5,4%) e no Norte (+4,1%).

As dormidas de residentes, em março, aumentaram em todas as regiões com exceção do Algarve (-1,5%). Destacaram-se os crescimentos registados na RA Açores (+12,8%), no Norte (+10,1%) e no Alentejo (+8,9%). Desde o início do ano, RA Açores e Alentejo registaram os crescimentos acumulados mais elevados (+11,8% em ambas as regiões).

Em março, as dormidas de não residentes aumentaram apenas na AM Lisboa (+0,3%), registando-se as maiores reduções na RA Açores (-12,3%), no Centro (-8,5%) e no Alentejo (-7,8%). Nos primeiros três meses do ano, em termos de dormidas de não residentes, observaram-se crescimentos no Norte (+3,6%) e no Centro (+2,1%).

Dormidas por município
Dos municípios que concentram 75% das dormidas nos estabelecimentos de alojamento turístico de todo o país, a Lisboa corresponderam 23,9% do total das dormidas em março, quota que sobe para 24,7% quando se considera o primeiro trimestre do ano. Neste período acumulado, as dormidas de não residentes representaram 81,7% do total de dormidas registadas no município, tendo Lisboa absorvido 29,1% do total de dormidas de não residentes no país.

No Funchal concentraram-se 9,5% do total das dormidas registadas em março e 10,7% desde o início do ano. No primeiro trimestre, as dormidas de não residentes apresentaram uma quota de 90,9% neste município e representaram 14,0% da totalidade das dormidas no país por parte de não residentes.

Albufeira apresentou quotas nas dormidas de 10,1% em março e 8,6% desde o início do ano. Os não residentes corresponderam a 85,9% das dormidas neste município nos primeiros três meses do ano.
O município do Porto representou 7,0% das dormidas totais em março e 7,1% no 1º trimestre; o peso relativo dos não residentes foi menos expressivo (76,0% de janeiro a março) que nos municípios acima referidos.

Estada média reduziu-se
Em março, a estada média nos estabelecimentos de alojamento turístico reduziu-se 3,6%. A estada média dos
residentes diminuiu 3,0%, um pouco mais que a redução de 2,5% observada nos não residentes. Neste mês, a
estada média apenas cresceu na RA Açores (+3,4%). As reduções mais acentuadas verificaram-se no Algarve (-5,2%) e Norte (-3,7%). Na RA Madeira e no Algarve as estadas médias atingiram os valores mais elevados: 4,96 e 4,01 noites, respetivamente.

Taxa de ocupação recuou
A taxa líquida de ocupação-cama nos estabelecimentos de alojamento turístico (38,8%) recuou 1,8 p.p. em março (-1,5 p.p. em fevereiro). Salientaram-se as taxas de ocupação na RA Madeira (57,9%) e AM Lisboa (52,7%), ainda que com decréscimos (-2,6 p.p. e -3,2 p.p., respetivamente).

Proveitos abrandaram
Os proveitos registados nos estabelecimentos de alojamento turístico atingiram 246,8 milhões de euros no total e 176,2 milhões de euros relativamente a aposento, traduzindo-se em crescimentos de 3,1% e 1,4%, respetivamente (+4,2% e +2,3% em fevereiro, pela mesma ordem).

Entre as várias regiões, em março sobressaíram os crescimentos registados no Norte (+8,4% nos proveitos totais e +5,2% nos de aposento) e Alentejo (+6,9% e +3,8%, respetivamente), sendo ainda de referir a AM Lisboa (+6,0% e +4,7%, pela mesma ordem) e a RA Açores (+5,6% e +5,2%).

Nos estabelecimentos de alojamento turístico, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) situou-se em 34,1 euros em março, o que se traduziu numa diminuição de 1,8%. A AM Lisboa registou o RevPAR mais elevado (61,9 euros). Neste indicador é de destacar o crescimento no Alentejo (+2,7%).

A variação do RevPAR foi maioritariamente negativa entre as diversas tipologias e respetivas categorias, tendo sido de -2,2% na hotelaria, -0,7% no alojamento local mas +11,3% no turismo no espaço rural. Salienta-se ainda a evolução positiva registada pelo conjunto constituído pelas pousadas e quintas da Madeira (+2,0%).

Parques de campismo e colónias de férias
Em março de 2019, os parques de campismo receberam 76,4 mil campistas (+19,6%) que proporcionaram 277,2 mil dormidas (+12,4%). Para o aumento das dormidas contribuiu apenas o mercado interno (+34,0%), dado que os mercados externos apresentaram um decréscimo de 1,9%. Os mercados externos predominaram, representando 52,4% do total das dormidas. A estada média (3,63 noites) recuou 6,0%.

As colónias de férias e pousadas da juventude registaram 27,3 mil hóspedes (+17,7%) e 49,2 mil dormidas (+6,9%). O mercado interno representou 75,0% das dormidas e cresceu 13,7%. Os mercados externos recuaram 9,3%. A estada média (1,80 noites) diminuiu 9,2%.