O setor do alojamento turístico em Portugal registou 2,9 milhões de hóspedes e 7,2 milhões de dormidas em abril de 2026, traduzindo aumentos homólogos de 2,4% e 0,6%, respetivamente, segundo as Estatísticas Rápidas da Atividade Turística divulgadas pelo INE. Apesar do crescimento global, o mês ficou marcado por nova quebra nas dormidas de residentes.
De acordo com o Instituto Nacional de Estatística, as dormidas de residentes recuaram 1,0%, para 2,0 milhões, prolongando a tendência negativa já observada em março. Em sentido contrário, as dormidas de não residentes aumentaram 1,2%, totalizando 5,2 milhões, o que significa que o crescimento do setor foi sustentado exclusivamente pelo mercado externo.
Os proveitos mantiveram uma evolução positiva, embora com sinais de abrandamento. Em abril, os estabelecimentos de alojamento turístico alcançaram 600,7 milhões de euros em proveitos totais, mais 5,2% do que no mesmo mês do ano anterior. Já os proveitos de aposento atingiram 453,1 milhões de euros, correspondendo a uma subida de 4,0%.
Entre os principais mercados emissores, o Reino Unido manteve a liderança, com uma quota de 17,8% das dormidas de não residentes, apesar de uma ligeira descida de 0,5%. A Alemanha ocupou a segunda posição, com 11,9% do total e um crescimento de 4,5%, seguindo-se os Estados Unidos, com uma quota de 9,7% e uma subida de 6,5%. Os maiores aumentos entre os dez principais mercados vieram do Canadá e dos Países Baixos, com crescimentos de 12,0% e 9,9%, respetivamente. Já o mercado italiano registou a maior quebra, com uma descida de 9,7%.
A nível regional, o Alentejo e o Norte destacaram-se com os maiores crescimentos nas dormidas, de 8,4% e 4,1%, respetivamente. Em contrapartida, o Centro e a Região Autónoma dos Açores apresentaram as maiores descidas, com quebras de 8,7% e 7,5%. O Algarve, a Grande Lisboa e o Norte concentraram, em conjunto, 69,2% do total de dormidas registadas no país.
A estada média nos estabelecimentos de alojamento turístico situou-se em 2,46 noites, menos 1,8% face a abril de 2025. A Região Autónoma da Madeira manteve a estada média mais elevada, com 4,19 noites, seguida do Algarve, com 3,60 noites, e dos Açores, com 3,04 noites.
Também os indicadores de ocupação revelaram algum arrefecimento. A taxa líquida de ocupação-cama fixou-se em 49,3%, menos 1,0 pontos percentuais do que no mesmo mês do ano anterior, enquanto a taxa líquida de ocupação-quarto se situou em 59,2%, igualmente com uma descida de 1,0 pontos percentuais. Segundo o INE, este foi o nono mês consecutivo de queda nestes indicadores.
Ainda assim, os indicadores de rendimento por quarto continuaram a crescer. O RevPAR atingiu 69,8 euros, mais 0,6%, enquanto o ADR chegou aos 118,0 euros, uma subida de 2,3%. Os valores mais elevados foram registados na Grande Lisboa, com um RevPAR de 109,6 euros e um ADR de 149,1 euros, seguida pela Madeira.
Entre os municípios, Lisboa concentrou 20,3% do total de dormidas, com 1,5 milhões e um crescimento de 2,1%. Albufeira foi o segundo município com maior peso, registando 729,3 mil dormidas e uma subida expressiva de 8,5%, enquanto o Porto totalizou 615,7 mil dormidas, mais 3,6%.
Considerando a generalidade dos meios de alojamento — incluindo alojamento turístico, campismo, colónias de férias e pousadas da juventude — abril fechou com 3,1 milhões de hóspedes e 7,6 milhões de dormidas, correspondendo a crescimentos de 2,1% e 0,2%, respetivamente. O INE assinala, contudo, que os resultados do mês poderão ter sido influenciados pela estrutura móvel do calendário, nomeadamente pelos efeitos associados ao período da Páscoa.




















































