INE, Turismo de Portugal e APEL assinam protocolo para o desenvolvimento de estatísticas do Alojamento Local

INE, Turismo de Portugal e APEL assinam protocolo para o desenvolvimento de estatísticas do Alojamento Local

O Instituto Nacional de Estatística (INE), o Turismo de Portugal e a ALEP – Associação do Alojamento Local em Portugal assinaram, ontem, um Protocolo de Colaboração Técnica que permitirá a disponibilização de estatísticas sobre o Alojamento Local (AL), pela 1.ª vez em Portugal e na Europa. Este é assim, um “marco histórico” para o setor turístico e para a estatística.

Para Francisco Lima, presidente do Conselho Diretivo do INE, este protocolo “representa um passo importante no desenvolvimento da estatística do Turismo”, na medida em que o AL é “um segmento que, todos sabemos, ser de importância significativa e que importa incluir nas estatísticas da oferta de alojamento turístico”.

Esta é a 1.ª vez que um Instituto Nacional de Estatística europeu incorpora tais dados, pelo que “resultará numa inovação no sistema estatístico europeu e, seguramente, um exemplo a seguir para outros Países”.

As novas estatísticas oficiais sobre a oferta e ocupação do AL em Portugal — que o INE passará a disponibilizar — serão obtidas através do Registo Nacional de Alojamento Local (RNAL) assim como do LOCALL, plataforma digital criada pela ALEP, em conjunto com o Turismo de Portugal, que reúne toda a informação sobre este tipo de alojamento no País.

Rita Marques, secretária de Estado do Turismo, presidiu à assinatura do Protocolo garantindo que “só se gere aquilo que se conhece” e felicitando o Turismo de Portugal pela boa relação com o INE que vai ao encontro desta “vontade de sabermos mais para gerirmos melhor”.

Em adição, Rita Marques deixou três desafios ao INE para “fazer mais e melhor”: simplificar “ainda mais” o processo de recolha de informação estatística, utilizar as novas tendências de Big Data e aproveitar o mobile para a monitorização de dados e, finalmente, aprofundar a Conta Satélite do Turismo no sentido de “abraçar” a regionalização, ou seja, ter maiores e melhores dados relativos às economias regionais e globais.

Rita Inácio