INE: Viagens de residentes diminuem 84,8% para o estrangeiro e 18,5% em Portugal no 3.º trimestre de 2020

O INE divulga hoje que no 3.º trimestre de 2020 os residentes em Portugal realizaram 6,4 milhões de viagens, o que correspondeu a um decréscimo de 26,7% face ao período homólogo (-64,9% no 2.ºT 2020). O impacto da pandemia Covid-19 continuou a fazer-se sentir no número de viagens realizadas, no entanto com menos expressão que nos meses anteriores. Em julho, agosto e setembro os decréscimos registados foram de 30,8%, 23,5% e 27,9%, respetivamente (-89,2%, -60,5% e -43,2%, pela mesma ordem, nos meses de abril, maio e junho).

As viagens em território nacional corresponderam a 97,5% das deslocações efetuadas, registando-se um decréscimo de 18,5% (-59,1% no 2.ºT 2020) face ao período homólogo (variações de -23,4% em julho, -14,3% em agosto e -20,8% em setembro). As viagens turísticas com destino ao estrangeiro, representaram apenas 2,5% do total (0,6% no 2ºT 2020), correspondendo a 161,9 mil viagens (-84,8% face ao período homólogo, -98,5% no 2ºT 2020) com os meses de julho, agosto e setembro a registarem decréscimos de 87,3%, 85,9% e 79%, respetivamente.

O “lazer, recreio ou férias” continuou a ser a principal motivação para viajar (4,4 milhões de viagens, -22,5%), tendo a sua representatividade aumentado 3,8 p.p. (70% do total, face a 66,2% no 3.ºT 2019). O motivo “visita a familiares ou amigos” motivou a realização de 1,6 milhões de viagens (24,4% do total, -2,2 p.p.), correspondendo a um decréscimo de 32,6%. As viagens por motivos “profissionais ou de negócios” (171,6 mil, -50,7%) diminuíram o seu
peso relativo em 1,3 p.p. (representando 2,7% do total).

“Visita a familiares ou amigos” reforçou o seu peso nas viagens ao estrangeiro

“Lazer, recreio ou férias” constituiu o principal motivo para viajar no 3.º trimestre de 2020, quer nas deslocações
nacionais, quer nas deslocações ao estrangeiro, concentrando, respetivamente, 70,8% (+6,3 p.p.) e 39,8% (-38,8 p.p.) das viagens. A “visita a familiares ou amigos” foi o segundo principal motivo das deslocações efetuadas, correspondendo a 24,1% (-4,8 p.p.) em território nacional e a 36,4% (+26,6 p.p.) ao estrangeiro.

Recurso à internet com ligeiro reforço de expressão na organização de viagens

No 3.º trimestre de 2020, 39% das viagens foram efetuadas recorrendo à marcação prévia de serviços (-1,6 p.p.),
proporção que atingiu 76,8% (-10,3 p.p.) no caso de deslocações com destino ao estrangeiro. Nas viagens em território nacional, a reserva antecipada de serviços esteve associada a 38,1% das viagens (+3,9 p.p.). A internet foi utilizada no processo de organização de 24,7% das deslocações (+0,8 p.p.), tendo este recurso sido opção em 60,5% (+4,4 p.p.) das viagens para o estrangeiro e 23,8% (+4,4 p.p.) das viagens domésticas.

Aumento do “Alojamento particular gratuito” e diminuição dos “hotéis e similares”

Nas deslocações realizadas no 3.º trimestre de 2020, diminuiu o peso relativo das dormidas em “hotéis e similares” em 2,4 p.p. para 25% do total. O “alojamento particular gratuito” manteve-se como a principal opção de alojamento
(61% das dormidas), aumentando o seu peso no total (+4,4 p.p.).

Número médio de noites por turista aumentou

No 3.º trimestre de 2020, registou-se uma média de 8,41 dormidas nas viagens de cada turista residente, evidenciando um acréscimo de 7,8% face ao mesmo período do ano anterior (7,80 dormidas no 3.ºT 2019).

Proporção de turistas no conjunto da população diminuiu significativamente

No 3.º trimestre de 2020, 32,8% da população residente realizou pelo menos uma deslocação turística (-9,5 p.p.). Neste trimestre, e similarmente ao ocorrido no 2.º trimestre de 2020, todos os meses registaram decréscimos homólogos em termos da percentagem de residentes que viajaram (-5,9 p.p., -5,7 p.p. e -4,2 p.p., nos meses de julho, agosto e setembro, respetivamente).