Loulé: Património com mais de 350 milhões de anos já pode ser visitado

Loulé: Património com mais de 350 milhões de anos já pode ser visitado

Fonte Benémola

Há um aspirante a Geoparque Mundial da UNESCO no Algarve para descobrir os segredos da região. O aspirante a Geoparque Algarvensis será o único geoparque a sul do rio Tejo e ocupa um total de 1.381km2, cerca de um terço do território algarvio, onde reside um património geológico anterior ao aparecimento dos dinossauros tão singular e tão relevante que permite contar vários capítulos da história do planeta Terra.

Tudo começou com a descoberta do Metoposaurus algarvensis (227 milhões de anos), espécie singular de salamandra gigante com mais de 2 metros de comprimento que dá nome a este geoparque. Para além deste património geológico de referência a nível internacional, o aspirante Geoparque Algarvensis Loulé-Silves-Albufeira possui também um rico património natural, pela sua reconhecida biodiversidade, arqueológico, gastronómico, cultural e social.

Geoparque, Mina de Sal Gema de Loulé. Foto de Vasco Célio/Stills

A descoberta do território pode fazer-se de muitas e variadas formas. Subir à Rocha da Pena, descobrir os mistérios da Mina de Sal-Gema na cidade de Loulé, observar a Formação do “Grés de Silves”, que percorre o Vale Fuzeiros, fazer uma caminhada até à Fonte Benémola ou visitar o Planalto do Escarpão são apenas algumas das atividades que poderá fazer ao longo deste território.

Hoje já é possível visitar alguns dos geossítios e ainda descobrir a cultura, a natureza, as gentes e a gastronomia que os envolvem, numa viagem imersiva ao interior deste Algarve onde reside o ADN de toda a região. Este é um território de diversidade pensado para várias gerações e pode ser visitado pelos amantes do turismo de natureza e curiosos da história e do território nacional.

Conheça a história, a cultura, as gentes e a gastronomia que envolvem este património geológico. Saiba mais em www.geoparquealgarvensis.pt.

Este artigo foi publicado na edição 338 da Ambitur.