Mais hóspedes, dormidas e proveitos em janeiro de 2019

Mais hóspedes, dormidas e proveitos em janeiro de 2019

O setor do alojamento turístico registou 1,3 milhões de hóspedes e 3,0 milhões de dormidas em janeiro de 2019, correspondendo a variações de +7,2% e +4,7%, respetivamente (+4,6% e +3,2% em dezembro de 2018, pela mesma ordem), revelam os dados do INE, divulgados hoje. As dormidas de residentes cresceram 8,2% (+0,9% em dezembro) e as de não residentes aumentaram 3,1% (+4,6% em dezembro).

Em janeiro, a estada média (2,38 noites) reduziu-se 2,3% (-0,6% nos residentes e -2,5% nos não residentes).
A taxa líquida de ocupação-cama (28,4%) aumentou 0,2 p.p. em janeiro (-0,5 p.p. em dezembro).

Os proveitos aceleraram, tendo no total apresentado um crescimento de 8,7% (+7,7% em dezembro) e atingiram 162,7 milhões de euros. Os proveitos de aposento (114,3 milhões de euros) cresceram 8,2% (+6,3% em dezembro).

Hóspedes e dormidas em crescimento
Em janeiro de 2019, o setor do alojamento turístico registou 1,3 milhões de hóspedes, que proporcionaram 3,0 milhões de dormidas, refletindo-se em variações de +7,2% e +4,7% (+4,6% e +3,2% em dezembro, respetivamente).

As dormidas na hotelaria (84,7% do total) registaram um crescimento de 4,7% em janeiro. As dormidas nos
estabelecimentos de alojamento local (13,5% do total) e de turismo no espaço rural e de habitação (1,7% do total) cresceram 4,4% e 8,9%, respetivamente. Os aldeamentos turísticos destacaram-se com um acréscimo de 10,2%.

Mercado interno com crescimento mais notório
Em janeiro, o mercado interno contribuiu com 963,1 mil dormidas, que representaram um crescimento de 8,2%
(+0,9% em dezembro). Os mercados externos desaceleraram para um crescimento de 3,1% (+4,6% no mês anterior), atingindo 2,0 milhões de dormidas.

Mercados chinês e norte-americano destacaram-se
Os 16 principais mercados emissores representaram 83,7% das dormidas de não residentes nos estabelecimentos de alojamento turístico em janeiro. O mercado britânico (16,8% do total das dormidas de não residentes em janeiro) cresceu 4,3% em janeiro, dando continuidade aos acréscimos de 9,7% em dezembro e 8,7% em novembro (sucedendo a reduções desde outubro de 2017). As dormidas de hóspedes alemães (12,6% do total) apresentaram um decréscimo de 1,5% em janeiro (+5,0% em dezembro).

O mercado brasileiro (representatividade de 10,5% em janeiro) cresceu 4,5%, abrandando face aos crescimentos significativos verificados em dezembro (14,4%) e em novembro (13,5%). No mercado espanhol (8,4% do total) verificou-se um aumento de 5,1% em janeiro, que contrasta com o decréscimo apresentado em dezembro (-5,8%). Relativamente a hóspedes franceses (quota de 7,7%), continuou a verificar-se redução nas dormidas (-5,6% em janeiro, após -2,4% no mês precedente).

Em janeiro, assinalam-se ainda os crescimentos registados pelos mercados chinês (+30,4%), norte-americano (+23,9%), canadiano (+14,7%) e irlandês (+11,3%).

Dormidas em crescimento na maioria das regiões
Em janeiro, as diferentes regiões apresentaram resultados maioritariamente positivos em termos de evoluções de dormidas nos estabelecimentos de alojamento turístico, com realce para os aumentos no Alentejo (+18,3%) e Norte (+10,5%). Em sentido contrário, assinala-se o decréscimo na RA Madeira (-2,5%). Neste mês houve um incremento de 134,5 mil dormidas (face a igual mês do ano anterior), do qual 35,1% foi proveniente do Norte (47,2 mil dormidas adicionais) e 30,0% do Algarve (acréscimo de 40,4 mil dormidas).

As dormidas de residentes registaram, em janeiro, crescimentos em todas as regiões, destacando-se as evoluções no Alentejo (+22,8%), RA Açores (+17,2%) e RA Madeira (+16,0%).

Em janeiro, em termos de dormidas de não residentes, o realce vai para a evolução ocorrida no Centro (+13,7%), sendo também de referir as regiões Norte (+9,9%), Alentejo (+8,0%) e Algarve (+7,4%). Em ambas as Regiões Autónomas verificou-se redução de dormidas de não residentes.

Estada média reduziu-se
Em janeiro, a estada média nos estabelecimentos de alojamento turístico (2,38 noites) reduziu-se 2,3%, por efeito das reduções quer dos residentes (-0,6%) quer dos não residentes (-2,5%). O maior decréscimo registou-se no Algarve (-5,4%), em contraste com o aumento de 9,7% no Alentejo. Este indicador apresentou os valores mais elevados, como habitualmente, na RA Madeira (5,40 noites) e Algarve (3,97 noites).

Taxa de ocupação com ligeiro aumento
A taxa líquida de ocupação-cama nos estabelecimentos de alojamento turístico (28,4%) aumentou 0,2 p.p. em
janeiro (-0,5 p.p. no mês anterior). As taxas de ocupação mais elevadas ocorreram na RA Madeira (47,3%) e AM Lisboa (37,9%). No Alentejo ocorreu o maior aumento da taxa de ocupação (+3,2 p.p.).

Proveitos em aceleração
Os proveitos registados nos estabelecimentos de alojamento turístico atingiram 162,7 milhões de euros no total e 114,3 milhões de euros relativamente a aposento, traduzindo-se em crescimentos de 8,7% e 8,2%, respetivamente (+7,7% e +6,3% em dezembro, pela mesma ordem).

Entre as várias regiões, em janeiro sobressaíram os crescimentos registados no Algarve (+23,0% nos proveitos totais e +14,7% nos de aposento) e no Alentejo (+15,5% e 19,9%, respetivamente). Em dezembro, o Algarve tinha-se igualmente evidenciado em termos de evolução dos proveitos totais e de aposento (+18,4% e +17,2%, pela mesma ordem).

Nos estabelecimentos de alojamento turístico, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) situou-se em 24,4 euros em janeiro, o que se traduziu num aumento de 4,9% (+1,6% em dezembro). A AM Lisboa registou o RevPAR mais elevado (41,3 euros). Neste indicador são de destacar os crescimentos no Alentejo (+18,6%) e Algarve (+12,7%).

A evolução do RevPAR foi maioritariamente positiva entre as diversas tipologias e respetivas categorias. Destacaram-se os crescimentos ocorridos no turismo no espaço rural e de habitação (+15,4%), hotéis-apartamentos (+14,4%), apartamentos (+12,5%) e aldeamentos turísticos (+11,5%). O conjunto das pousadas e quintas da Madeira bem como os hotéis registaram os valores mais elevados neste indicador (42,9 euros e 29,3 euros, respetivamente). No alojamento local, o RevPAR apurado pouco oscilou (-0,1%).