A unidade do Real Hotels Group aposta em espetáculos de cabaret e burlesco, stand-up comedy, DJ sets e experiências que cruzam cultura, gastronomia e entretenimento.

O Maxime Hotel assume a cultura como parte central da sua identidade, recuperando a herança do antigo cabaret que marcou a história do espaço e reinterpretando-a através de uma programação artística regular. Integrada no Real Hotels Group, a unidade procura transformar a estadia numa experiência que vai além do alojamento, cruzando hospitalidade, performance, gastronomia e expressão cultural.
Segundo João Cruz, diretor do Maxime Hotel, esta dimensão cultural faz parte da essência da unidade. “O Maxime Hotel integra a cultura no seu ADN, não como complemento, mas como parte estrutural da experiência”, afirma.
Inspirado no espírito do antigo cabaret que lhe deu origem, o hotel recupera e reinventa essa herança, transportando-a para o presente através de uma programação artística que procura criar uma ligação emocional com a identidade de Lisboa. Para João Cruz, “a estadia não se limita ao alojamento: é uma vivência que cruza hospitalidade, performance e expressão cultural”.
A programação regular do Maxime assenta sobretudo em espetáculos de cabaret e burlesco, complementados por stand-up comedy, DJ sets e eventos temáticos. Muitas destas iniciativas são desenvolvidas em articulação com o restaurante e o bar, criando experiências integradas onde cultura e gastronomia se encontram.
De acordo com o responsável, cada iniciativa procura contribuir para uma narrativa coerente do espaço, reforçando a identidade diferenciadora do hotel. Esta abordagem permite que o Maxime se posicione não apenas como unidade hoteleira, mas também como palco de experiências culturais e de entretenimento no centro de Lisboa.
A programação resulta de uma estratégia curatorial definida, alinhada com o posicionamento do hotel enquanto espaço de entretenimento sofisticado e culturalmente relevante. Esta base é complementada por parcerias com artistas e agentes culturais, que contribuem para manter a agenda dinâmica, atual e em permanente renovação.
“Existe uma estratégia curatorial bem definida, alinhada com o posicionamento do Maxime Hotel enquanto espaço de entretenimento sofisticado e culturalmente relevante”, explica João Cruz, acrescentando que essa estratégia é enriquecida por parcerias que trazem novas leituras à programação.
O impacto desta aposta cultural tem sido particularmente visível na experiência dos hóspedes. Para muitos visitantes, o contacto com a dimensão artística do hotel surge como uma surpresa e acaba por tornar-se num dos momentos mais marcantes da estadia.
“O impacto é muito claro: a estadia torna-se mais envolvente, memorável e diferenciadora”, refere o diretor. Ao mesmo tempo, o Maxime tem vindo a afirmar-se como ponto de encontro na cidade, atraindo também público local e criando uma relação orgânica com a comunidade.
Esta abertura à cidade contribui para que o hotel seja percecionado como um espaço vivo e aberto, onde a programação cultural não se dirige apenas aos hóspedes, mas também a quem vive ou visita Lisboa e procura propostas culturais com identidade própria.
João Cruz considera que os turistas procuram cada vez mais experiências autênticas e ligadas ao destino. “O perfil do viajante evoluiu muito e hoje há uma procura crescente por experiências com identidade, que vão além do convencional”, afirma.
No caso do Maxime, essa resposta passa por oferecer acesso direto a uma programação cultural ligada à história e ao imaginário de Lisboa, mas apresentada através de uma abordagem contemporânea e inesperada. A herança do cabaret surge, assim, não como recriação nostálgica, mas como inspiração para uma experiência atual e sensorial.
Na perspetiva do diretor, a hotelaria tem hoje uma oportunidade clara de assumir um papel mais ativo na promoção da cultura e da identidade local. “Mais do que alojar, pode criar contexto, gerar conteúdo e promover talento local”, defende.
Para João Cruz, os hotéis que conseguirem assumir este papel de forma consistente poderão destacar-se não apenas pela experiência que oferecem, mas também pelo contributo que dão à identidade dos destinos onde estão inseridos.
Em 2026, o Maxime Hotel pretende reforçar a sua programação artística com novos ciclos de espetáculos, colaborações criativas e experiências imersivas que cruzam performance e gastronomia. A ambição passa por continuar a surpreender os hóspedes e visitantes, aprofundando a dimensão sensorial e narrativa da experiência.
Com mais de 75 anos de história, o Maxime deverá continuar a desenvolver uma proposta que cruza diferentes expressões artísticas, incluindo música, dança, comédia, magia e mentalismo, consolidando o seu posicionamento como a mais antiga casa de cabaret em Lisboa.
A programação conta com o apoio institucional da República Portuguesa, através do Ministério da Cultura, numa celebração da diversidade e da identidade cultural. A curadoria e produção artística estão a cargo de Vanity Redfire, também conhecida como Jaya Girão, e do coletivo Voix de Ville.
Com esta estratégia, o Maxime Hotel reforça uma proposta em que cultura, entretenimento e hospitalidade se fundem numa experiência distintiva, procurando afirmar-se como uma referência cultural e performativa na cidade de Lisboa.
Por Inês Gromicho, publicado na edição 358 da Ambitur.
Ler também…
Hotéis como hubs culturais: quando a experiência vai além da estadia




















































