No setor das viagens “uma reclamação não é uma ruptura entre o cliente e o fornecedor”

Categoria Business, Ot's Av's

Ainda que faltem cerca de dois meses para o final do ano, já é possível afirmar que 2015 registará resultados superiores aos do ano passado. Ao Ambitur.pt, à margem da XI Convenção da GEA, Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT, afirma que, este ano, “os dados voltam a ser positivos nos vários subsetores” . “No lazer, continuamos a recuperar, não vou dizer que estamos a crescer porque se formos aos níveis antes da crise, provavelmente, ainda estaremos aquém  dos níveis que tinham de ser alcançados, mas o ano passado recuperámos, este ano continuamos, e isso é muito positivo”. No que diz respeito ao segmento corporate, Pedro Costa Ferreira destaca que se registou um “pequeno crescimento”. No global, “acho que estamos muito próximos dos 10%” a mais que em 2014, acrescenta.

Quanto ao aumento de reclamações, Pedro Costa Ferreira afirma que, “quando há crescimento, é natural que haja um aumento de reclamações”. “Não é uma surpresa”, afirma. De acordo com o responsável,  a evolução do consumidor  faz com que este “esteja mais atento aos seus direitos e seja mais capaz de os exercer. Quando as coisas correm menos bem tem existido uma reclamação, mas uma reclamação não é, na maior parte das vezes, uma ruptura entre o cliente e o fornecedor, a maior parte das vezes é uma aproximação, porque geralmente as reclamações são bem resolvidas”, explica o responsável, acrescentando que “a maioria esmagadora dos casos fica resolvida no provedor do cliente”.

“Falta de oferta” para o Fim de Ano

Questionado sobre as expetativas para o Fim de Ano, o presidente da APAVT afirmou que “há mais oferta e registamos que, havendo mais oferta, ela está vendida mais cedo, e portanto, a um melhor preço”. “As dificuldades que sentimos em relação ao Fim do Ano é que não há produto para alguns destinos importantes”, nomeadamente, Madeira e Cabo Verde, acrescentou.

Raquel Pedrosa Loureiro