“Nós precisamos de voos e de confiança”

“Nós precisamos de voos e de confiança”

Categoria Business, Empresas

A Bike Tours Portugal é uma empresa que trabalha 100% para o mercado externo. Este é talvez o maior desafio com que o operador, focado na aventura e na natureza, se depara. Foi precisamente em torno desta questão que André Martins, gerente da Bike Tours Portugal, no decorrer do terceiro webinar “Alentejo no Horizonte”, promovido na passada quarta-feira pela Ambitur e que contou com o apoio da Entidade Regional do Turismo do Alentejo e Ribatejo, referiu que 2020 é um ano perdido: “Temos tudo cancelado e poucas previsões de ter novas reservas”.

Neste momento, a empresa já está a trabalhar para 2021 “há dois meses” e a “pedir colaboração aos hotéis” no sentido de conseguir “valores atualizados” para o próximo ano, até porque as “nossas reservas funcionam com antecedência”. Nesta altura do ano, a Bike Tours Portugal “teria setembro e outubro completamente esgotados”, diz André Martins que não tem dúvidas quanto à importância de “definir bem o que são produtos estruturantes” do turismo em Portugal. O alojamento, enquanto elemento estruturante, “é normal e é bom que seja o primeiro a recuperar, seguido-se os restaurantes e só depois as atividades”, refere o gerente, prevendo que a retoma da Bike Tours Portugal será mais lenta. E, embora o mercado interno seja um estímulo positivo quer na retoma da empresa quer para Portugal, o responsável alerta que a “componente estrutural” do turismo está “extremamente afetada e não será fácil levantá-la”. Portanto, ao nível de apoios diretos ou de ferramentas, André Martins considera que “existe pouca coisa que possa ser feita”, quer pelas entidades ,quer pelo Turismo de Portugal: “Nós precisamos de voos e de confiança”.

E em termos de protocolos de segurança, a Bike Tours cumpre com os requisitos: “80% são grupos privados e, em média, com sete ou oito pessoas”, diz o gerente, realçando que “poucas alterações tivemos que fazer”, além de que “todos os alojamentos e atividades com quem trabalhamos estão conscientes” para a nova realidade. Num futuro próximo, a esperança de André Martins está na “melhoria da condições internacionais” e que sejam retomados voos do norte da Europa para Portugal.