Notícias do Brasil… Por Cristina Lira

Notícias do Brasil… Por Cristina Lira

Categoria Advisor, Opinião

Por Cristina Lira

Setor hoteleiro do Rio Grande do Norte será um dos últimos a se recuperar, pós coronavírus, apontam estudos

Alguns estudos económicos estão prevê que a retoma da demanda em setores como hotelaria, restaurantes e viagens e turismo só irá ser significativo no final deste ano. O fator “medo”, tempo para planear férias e a retoma das malhas aéreas contarão como incentivos para essa demora na recuperação.

Praia Ponta Negra

O turismo, a exemplo, foi um dos primeiros a sentir o impacto da crise causada pela pandemia da Covid-19 (novo coronavírus) e será um dos últimos a recuperar, pois viagens de férias demoram mais a serem decididas, principalmente em situações de medo, contenção de gastos e recuperação da economia. Além diiso, as companhias aéreas também demorarão a regularizar suas rotas, deixando à indústria hoteleira e turística um desafio bem maior no momento pós-crise do país.

Para José Odécio, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio Grande do Norte (ABIH-RN), o que parecia ser um período promissor, 2020 tornou-se tornou “um ano perdido: a gente depende muito do turista de fora, e ele não vai começar a viajar tão cedo. O varejo, por exemplo, está com os estoques cheios, quando o retorno for autorizado, já passarão a vender sem delongas. Já o Turismo ainda vai depender da programação das férias”.

Estudos realizados por instituições como o Banco Central do Brasil, STR, Monitor Deloitte, McKinsey r Bain & Company, mostram que as prioridades da população irão mudar, em um cenário em que o medo deve predominar, a tendência é que segmentos que dependam de concentração de pessoas enfrentem desafios de longo prazo.

Os mesmos estudos não são baseados apenas em previsões, como informa a ABIH-RN, onde esse comportamento já podia ser observado duas semanas anteriores à determinação da quarentena, o percentual de cancelamento de reservas já chegava a 60%, totalizando 90% na metade de março. E o mês de abril, com apenas 10% da malha hoteleira ainda funcionando, não há indícios de novas reservas significativas sendo realizadas.

De acordo com Odécio, por mais que ainda não estivesse em estado ideal, as perspetivas para o ano de 2020 eram positivas, graças ao número de feriados, além do crescimento de voos para o Rio Grande do Norte. Com a pandemia, as campanhas que vinham sendo feitas foram perdidas. “Agora é um ano perdido”, pontua.

Impacto do coronavírus no Mercado de Eventos no Rio Grande do Norte 

Com a suspensão de festivais, espetáculos, congressos, eventos, feiras de turismo e negócios cancelados e com a determinação de distanciamento social em razão do novo coronavirus – Covid -19, o setor de eventos tem enfrentado a pior das crises. Cristina Lira, ouviu dois players do setor de eventos, para falar do impacto do coronavírus no setor.

Eliezer Andrade, diretor da Msom – locadora de equipamentos e assessoria para eventos.

“Queremos Voltar Mais fortes”

Eventos, é uma das atividades económicas mais importantes do Brasil, representando 13% do PIB e movimentando cerca de R$ 936 bilhões na economia anualmente, além de gerar cerca de 25 milhões de empregos diretos e indiretos.

A UFI, (The Global Association of the Exhibition Industry), lançou um comunicado a informar que até o dia 10 de março mais de 500 feiras de negócios tinham sido canceladas ou adiadas no mundo, resultando numa perda econômica de aproximadamente 16 bilhões de dólares.

Evento na sua génese, vive da “aglomeração” de pessoas, é um vetor a promover o encontro, a soma de energias e informações que movimentam o mercado, as relações de trabalho e abre novas frentes de lançamento de produtos, avanço em pesquisas, inovação e investimentos em novas tecnologias.

A ordem de evitar aglomeração, é uma flecha direto no coração do setor que sobrevive equilibrando em corda bamba em virtude de sua própria natureza sazonal e efeito do alto risco mediante variáveis inúmeras para o alcance do sucesso.

Os vários segmentos da atividade como shows, entretenimento, congressos, turismo, esporte e até gastronomia, é um mercado que inclui além dos técnicos e locadoras de equipamentos de som, luz, etc., toda a cadeia do turismo, operadoras, agências de viagem, companhias aéreas, aeroportos, profissionais das mais variadas áreas correlatas como carregadores, transporte, profissionais de limpeza, segurança, produtores culturais, designers, arquitetos, etc. gente das mais variadas profissões que atua de forma permanente ou temporária em eventos. É uma verdadeira indústria. Muitas empresas são enxutas, com poucos colaboradores fixos, mas em geral movimentam pequeno exército de trabalhadores terceirizados a cada evento.

Três meses de impacto direto e outros seis de recuperação – para que a situação se estabilize

Inicialmente haverá necessidade de linhas de crédito, possibilitando que as empresas que ainda tiverem chance respirem por aparelhos, até sua recuperação- sem dúvidas na maioria dos casos haverá sequelas irreparáveis. Muitos profissionais importantes e chaves serão perdidos para outros setores, e será preciso uma reacomodação de estratégias, formação de novos profissionais, e readequação de toda a operação do sistema.

As linhas de crédito são importantes para salvar empregos, mas o planeamento tem de focar a retoma. Somos um dos setores mais impactados, mas também podemos ser aquele que mais rápido sairá dessa situação, comprovadamente não há nada mais efetivo para alavancar vendas do que participar de eventos e tamanha retração não poderá durar muito tempo.

A agenda do segundo semestre de 2020 ficará congestionada pela procura de datas estratégicas, será pouco para todos os eventos do ano, a estratégia terá que prevalecer, estabelecer prioridades em função do bem comum e dentro de uma visão mais global para o mercado.

Hoje só podemos falar de especulações, não sabemos o que pode acontecer amanhã e muito menos quando tudo isso acabará. Vivemos num Mundo que se comprova cada vez mais global. O mercado vinha numa ascendência de aquecimento e pegou todo mundo de surpresa, arriscando mais e investindo no futuro promissor. Haverá sem dúvida um encolhimento no setor, numa estimativa de 5 anos para sua total recuperação em função de muitas empresas que hoje estão baixando suas portas e poderão não reabrí-las. As empresas de médio e pequeno porte em sua maioria tende a encolher ainda mais. Haverá mais mercado informal e temporário. Um mercado extremamente flutuante. Muitos profissionais já treinados serão colocados à disposição no mercado, isso pode gerar a migração para outros setores ou esses criarão negócio formais ou informais.

Uma corrente é tão forte como é forte seu elo mais frágil. Está aberta a temporada do bom senso e da responsabilidade social e profissional- pois afinal a cadeia precisa de todos para subsistir.  O setor precisa se unir, entender a importância de boas parcerias e da conexão de ideias e planejamento, caso contrário, as pontas se enfraquecerão e darão espaço para outros nichos ou outros ambientes mais favoráveis. As boas relações humanas são fundamentais, sem abrir mão da entrega de qualidade e dos ajustes necessários. A palavra aqui é competência com flexibilidade.

O mercado de eventos depende de pessoas, grandes profissionais cansados de tamanha oscilação já seguiram para outras vidas profissionais, esse momento de crise será uma deixa para muitos. Para que o mercado não fique menos inteligente é importante uma grande mudança de paradigmas, um olhar que não seja puramente para si, para seus negócios, mas sim para o mercado como um todo. Importante identificar as propostas promissoras, quem está no ramo por vocação e tem experiência para superar os maiores desafios- esses profissionais e empresas deverão receber prioridade – é uma questão de sobrevivência.

Apesar do cenário negativo, essa pode ser uma grande oportunidade de comprovarmos o valor do setor. Até então vínhamos nos dividindo dentro das especialidades com a tendência de enfatizarmos o lado operacional individual, mas nesses momentos precisamos nos comprovar estratégicos, não sobrecarregar parceiros, sermos solidários e pensar em termos de coletividade.

Chegou a hora de compreender eventos como uma ciência e não apenas uma agenda estafante de tarefas a serem cumpridas e resultados a serem alcançados. Pensamos que “estamos no Turismo” quando na minha opinião somos fomentadores desse setor, locomotivas – eventos desenvolvem países, estados, cidades e regiões, geram mercados, oportunidades, emprego e renda.

“É hora de refletir e dialogar. Pensar de forma corporativa”, finalizou Eliezer Andrade.

Já para o executivo da  Trading Montadora, Leonardo Nunes, ” o impacto do coronavirus no mercado de eventos  foi um duro golpe e que tivemos  pouco tempo para negociar com os clientes a não cancelarem e sim adiarem para novas datas. Essa indecisão quanto ao retorno e sem uma clareza do direcionamento do poder público quanto as ações voltadas ao nosso segmento. Muito tenso, mas servirá para um grande aprendizado e muitas reflexões sobre o futuro dos eventos no mundo”. momentos especiais em casa. As entregas estão disponíveis em diversos bairros de Natal/RN e devem ser feitos via iFood. Os preços especiais são válidos por tempo limitado e de acordo com o estoque de cada restaurante. 

Clube de Turismo Bancorbrás celebra 60 anos de Brasília com uma promoção

No dia 21 de abril será celebrado o aniversário de 60 anos de Brasília. Para comemorar a data, a Bancorbrás, empresa genuinamente brasiliense com mais de 36 anos de história, preparou uma promoção exclusiva do Clube de Turismo Bancorbrás.

“Sabemos que nesse momento o nosso melhor destino é a nossa casa, mas que é também o momento de nos reinventarmos e de começar a planejar a próxima viagem, porque sabemos que isso vai passar”, comenta Carlos Eduardo Pereira, Diretor Executivo do Clube de Turismo Bancorbrás.

Até o dia 30 de abril, os interessados em adquirir um título do Clube ganharão descontos de até 100% na taxa de adesão. Além disso, os clientes brasilienses que adquirirem um título receberão um crédito de R$ 200,00 para utilizar em produtos ou serviços da Agência de Viagens Bancorbrás. Para aproveitar a promoção basta aceder ao site.

Os clientes do Clube de Turismo Bancorbrás podem desfrutar o que há de melhor e mais econômico em termos de hospedagem e viagem nacional e internacional. A empresa possui mais de 10 mil hotéis conveniados no Brasil e exterior. Além disso, podem converter as diárias em cruzeiros marítimos, aproveitar descontos de até 30% nos preços de passagens em todo território nacional, taxas mais baixas para reserva de veículos e contratação de passeios no destino selecionado.

Para mais informações basta aceder ao site ou ligar para 3004-1516 (capitais e regiões metropolitanas) ou 0800 814 1516 (demais localidades).

Bancorbrás

A Bancorbrás atua nos segmentos de Consórcio, Seguro e Turismo, com sede no Distrito Federal e filiais em Belo Horizonte, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Porto Alegre, Ribeirão Preto e Rio de Janeiro. Na área de Turismo, conta com o Clube de Turismo Bancorbrás (presente em todas as regiões do país e com mais de 10 mil hotéis conveniados no Brasil e no exterior) e com a Operadora de Turismo e a Agência de Viagens Bancorbrás (especialista em formatação de pacotes turísticos nacionais e internacionais, e em grupos como maior idade, adolescentes, escolares, corporativos, esportivos, etc).

A empresa também atua como Administradora de Consórcios (automóveis, imóveis, entre outros) e como Corretora de Seguros (vida, auto, residencial, empresarial e viagem). Para fomentar as iniciativas de desenvolvimento educacional, cultural, esportivo e social voltadas para a população em situação de vulnerabilidade social, a Empresa mantém o Instituto Bancorbrás, uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) que promove ações de cidadania.