Notícias do Brasil… Por Cristina Lira

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Categoria Advisor, Opinião

Por Cristina Lira

ABAV anuncia novo evento virtual e colaborativo

ABAV Collab será realizada em setembro, com a dinâmica de gameficação em uma jornada virtual

A presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV Nacional), Magda Nassar, anunciou esta quarta-feira a data da 48ª edição da ABAV Expo para 2021 em decorrência da pandemia da Covid-19. Em contrapartida, foi anunciado o ABAV Collab, um evento virtual que chega ao mercado para marcar a retoma dos negócios do setor turístico ainda em 2020.

Magda Nassar, presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens

O evento tem por objetivo fortalecer toda a cadeia turística e acontecerá entre os dias 27 de setembro e 2 de outubro. “Adiamos a ABAV Expo presencial, conhecida por todos, para 2021. No entanto, sabemos da importância que a maior feira de turismo da América Latina tem para a realização dos negócios do setor. Por isso procuramos uma alternativa que não só fortaleça esse momento de retoma, mas também impulsione as vendas neste ano. Foi assim que nasceu o ABAV Collab, que contará com a contribuição da Braztoa, Abracorp, Clia e tantas outras entidades. Juntos colocaremos o turismo no lugar de destaque merecido”, explica a presidente da ABAV.

A programação terá início no Dia Mundial do Turismo e trará dinâmicas virtuais com ênfase tecnológico e colaborativo, promovendo novos olhares sobre as formas de fazer o turismo por meio de capacitações, geração de negócios e relacionamento entre os players da cadeia turística. Assim, diversos recursos permitirão o diálogo entre os profissionais do turismo de todo o mundo, possibilitando a projeção das marcas em ampla escala. O evento terá ainda uma versão virtual da Black Friday de Viagens, com vendas diretas ao público final através de agências de viagens associadas à ABAV.

“O ABAV Collab contará com capacitações, networking e muitos negócios por meio das dinâmicas inovadoras que um evento online viabiliza. Vamos, ainda, ampliar virtualmente o sucesso que foi a Black Friday de Viagens. Temos certeza de que o ABAV Collab marcará a virada do turismo esse ano”, concluiu Magda.

Rio Grande do Norte é o primeiro destino do Brasil a receber selo de turismo seguro internacional

Selo Safe Travels do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC) foi concedido ao RN devido às suas medidas de segurança sanitária

Empenhada em atender as melhores formas de se adaptar ao novo normal do turismo e dedicada a atingir os mais atuais protocolos de segurança sanitária de destinos turísticos, a Empresa Potiguar de Promoção Turística – EMPROTUR foi ao encontro do reconhecimento do WTTC – Conselho Mundial de Viagens e Turismo, com a requisição do selo de viagem segura criado pela entidade (Travel Safety Stamp).

O Rio Grande do Norte passou a ser o primeiro estado brasileiro a receber o selo que tem o respaldo da Organização Mundial do Turismo e de mais de 200 CEOs das principais empresas de turismo do mundo, tais como: Hilton, Radisson Hospitality, Marriott International, Expedia, InterContinental Hotels Group, Grupo Accor, Grupo Trip.com, Hyatt, Booking.com, entre outros.

O presidente da EMPROTUR, Bruno Reis, contou que o objetivo da ação é posicionar o Rio Grande do Norte como a melhor e mais segura opção de viagem. “É importante que o trade tenha confiança e credibilidade na venda do nosso destino para os turistas terem a melhor experiência de viagem por aqui”.

Para a secretária de turismo do RN, Aninha Costa, a referência do selo internacional traduz o trabalho que vem sendo realizado de forma profissional e participativa. “Para obtenção deste importante reconhecimento, contamos com a participação ativa do Sistema Fecomercio por meio do SENAC, Sebrae, Secretaria Estadual de Saúde do RN, todas as entidades do trade turístico potiguar e o conselho dos cinco polos turísticos do estado. Um trabalho realizado de forma conjunta para procurar gerar os benefícios reais aos turistas e transformar o RN num destino que planeia a atividade com seriedade e profissionalismo para colaborar com a retoma da economia no nosso estado”.

Importante destacar que para o selo ser validado, os protocolos precisam atender a requisitos que equilibrem segurança e viabilidade. Nesse sentido, são aceitos somente aqueles que propõem as devidas regras sanitárias, de saúde, desinfecção, distanciamento e segurança em equilíbrio com a viabilidade dos negócios de todos os tamanhos, de forma que possam ser realisticamente executadas.

BRAZTOA divulga pesquisa de impacto da Covid-19 nas operadoras de turismo no mês de maio 

Comercialização de viagens para embarques futuros cresce 14 pontos e chega a 60% das empresas.

Sinais positivos começam a ser esboçados no setor de Turismo. A maior parte (60%) das associadas BRAZTOA realizou vendas em maio, sempre para embarques futuros, o que mostra uma recuperação de 14% em relação ao total de operadoras que comercializaram viagens em abril (apenas 46%). É o que aponta a terceira pesquisa realizada pela Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (BRAZTOA) em parceria com o Laboratório de Estudos em Sustentabilidade e Turismo da Universidade de Brasília (LETS/UnB). O levantamento mostra a evolução dos impactos da pandemia do Covid-19 no negócio das operadoras de turismo e traz dados referentes ao mês de maio.

Entre os fatores que podem ter contribuído para este ligeiro aumento está a série de protocolos de segurança e saúde anunciados por diversos órgãos, entidades e segmentos durante o período pesquisado.

Dessas vendas, 80% das empresas teve a maior parte do seu faturamento a partir de viagens para destinos nacionais, o que confirma a tendência de que as vendas do turismo doméstico serão mais beneficiadas em 2020.

Referente às datas de embarque, para quase 30% das empresas, a maior parte das vendas foram para viagens marcadas para o segundo semestre desse ano. Já para pouco mais de metade das empresas, a maior parte das vendas (entre 51 e 100%) se concentrou em embarques que acontecerão em 2021.

Apesar do pequeno aumento de comercializações, o faturamento registrado no mês de maio teve uma redução entre 75 e 90% em relação ao mesmo período de 2019, segundo 91% das empresas, o que representa uma perda de R$ 900 milhões a R$ 1,08 bilhões em vendas.

Levando para números anuais, a expressiva maioria (85%) apresenta expectativas de redução de faturamento acima de 50% para 2020. É predominante (54%) a espera de redução de faturamento entre 51% e 75%, ou seja: de R$ 7,65 bi a R$ 11,25 bi.

Entre os pedidos de cancelamento, que fizeram parte do cotidiano de 91% das empresas consultadas, uma mudança chama a atenção e indica o início de uma estabilização: a diminuição dos pedidos de cancelamento foi apontada por mais empresas (28%) do que o aumento dessas solicitações (22%). 50% mantiveram essa demanda nos mesmos patamares de abril. As operadoras estimam que os reembolsos praticados até o momento estão na média de meio bilhão de reais.

Linhas de crédito para conter a crise

A dificuldade de acesso às linhas de crédito com condições especiais tem sido um agravante para o setor de turismo. 42% das operadoras de turismo não pretendem buscar crédito junto a instituições financeiras. 29% solicitou e está aguardando resposta e 16% pretende buscar. Entretanto, menos de 2% das empresas obtiveram os recursos financeiros solicitados.

Retoma das viagens

Considerando o cenário atual da pandemia, a maioria das empresas (73%) espera que a retoma na comercialização de viagens nacionais para embarques futuros ocorra entre agosto e dezembro de 2020, enquanto 17% apontam para 2021, o que mostra uma leve melhora da expectativa de retomada ainda para este ano. Já em relação às viagens internacionais, 58% indica o segundo semestre e 38% apontam 2021.

Outro fator que merece destaque são os ajustes e implementação de novas rotas de atuação e operação por parte das empresas. Antes da pandemia, 100% dos operadores atuavam com emissivo internacional e 80% com emissivo nacional (dessas, 41% tinham o nacional como atuação principal).

Se, por um lado, pouco mais de um terço (31%) optou por reduzir ou suspender momentaneamente sua operação internacional, por outro, quase metade (45%) apontou para o fortalecimento e foco na operação do nacional, e 15% indicou que está iniciando sua atuação/operação focada no Brasil.

Os números continuam a indicar que os consumidores tendem a buscar primeiramente as viagens nacionais, que dão maior segurança sanitária, e a retomada do turismo internacional será mais lenta, conforme ocorrerem as aberturas de fronteiras, houver mais estabilidade cambial e protocolos globais para garantir a segurança dos viajantes. “Acreditamos que, a partir do momento em que a sensação de viagem segura se tornar uma realidade palpável e nítida, as pessoas começarão a retomar seus planos de conhecer diversas partes do Brasil e do mundo e, neste cenário, o papel de consultoria especializada das operadoras será ainda mais essencial”, completa Roberto Haro Nedelciu, presidente da BRAZTOA.

Esses mesmos dados vão ao  encontro de diversas ações de valorização, promoção e disseminação de protocolos, atrativos e novidades pós pandemia que estão sendo adotados por diversos destinos nacionais, como por exemplo, a série de conversas semanais via webinars que será lançada pela BRAZTOA e vai debater assuntos que envolvem uma retomada segura e assertiva com diversos executivos e players do mercado.

“Os dados de maio mostram que o momento ainda é bastante delicado para as operadoras de turismo. Há grandes reduções de faturamento em comparação ao mesmo mês em 2019 e ao ano como um todo. Por outro lado, começam a surgir leves indícios positivos: o aumento das empresas que realizaram vendas, a estabilização dos cancelamentos e a melhoria de expectativas para o segundo semestre. Para a retomada, as operadoras indicam o fortalecimento de suas operações de turismo doméstico”, finaliza Helena Costa, Professora Associada do Departamento de Administração da Universidade de Brasília, Doutora em Desenvolvimento Sustentável, Mestre em Turismo e Líder do Laboratório de Estudos de Turismo e Sustentabilidade da UNB.