Novo plano estratégico de Lisboa prevê atingir os 10 milhões de turistas por ano

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O próximo Plano Regional de Turismo de Lisboa, que entrará em vigor no próximo ano, e que será colocado em discussão pública brevemente, tem, segundo&Vítor&Costa, presidente da Entidade Regional de Turismo de Lisboa, objectivos bastante exigentes. Procurando mostrar a diversidade deste destino português e apostando na segmentação dos principais mercados emissores, o novo plano estratégico prevê atingir os 10 milhões de dormidas de estrangeiros e os 800 milhões de receitas por ano.“Em 2015 vamos continuar a crescer. Nós temos para o próximo plano estratégico a perspectiva de atingir os 10 milhões de dormidas de estrangeiros por ano, neste momento temos aproximadamente sete milhões, este ano devemos chegar aos oito, e portanto, subir até aos 10 e ter 800 milhões de euros por ano de receitas da hotelaria”, afirmou ao Ambitur.pt o responsável, à margem da ABAV, que decorre até Domingo, em São Paulo. No próximo ano, a Entidade Regional de Lisboa pretende trabalhar a diversidade do destino: “vamos mostrar que o destino Lisboa é a capital da Europa com maior diversidade, vamos alargar o leque de produtos onde vamos intervir, sem deixar de considerar os nossos produtos core e os nossos produtos prioritários, além dos city short breaks e do MI, por exemplo, o golfe, os cruzeiros, e vamos apostar muito em produtos novos e em produtos de nicho, porque o conjunto disto é que faz de facto a atractividade e o crescimento potencial do turismo”, explicou o responsável. Este plano estratégico prevê também a aposta em três dos mercados emissores prioritários, como são a Alemanha, a Espanha e o Brasil. “Vamos escolher três (mercados)como mercados a aprofundar, no sentido de os conhecer melhor, segmentá-los e intervir mais profundamente a nível regional”, afirmou Vítor Costa, explicando que” falamos da Alemanha, obviamente, por ser o principal mercado emissor a nível mundial e nós só temos 2% de quota deste mercado que tem muito boas ligações aéreas que se têm vindo a reforçar e é um mercado que está em crescimento;& estamos a falar de Espanha pela proximidade; e do Brasil pelo potencial de ligações das rotas aéreas da TAP e pelo trabalho que já tem vindo a ser desenvolvido nos últimos tempos, portanto, vamos segmentar, vamos conhecer melhor o mercado brasileiro a nível das regiões, dos seus segmentos e vamos especializar a nossa promoção e vamos investir mais nos próximos anos”. O presidente da Entidade Regional de Turismo de Lisboa não esconde que “estes são objectivos difíceis” e que só se se atingirão “pela nova estratégia que temos da diversidade, da aposta na região no seu conjunto e nas suas& centralidades. Falamos na centralidade principal que é Lisboa, mas também Cascais, Sintra e também a Arrábida, portanto, vamos apostar nesta nova estratégia para conseguir atingir esses objectivos de crescimento, a nível económico, a nível do grau de satisfação, a nível da rentabilidade e até do tempo de permanência médio dos turistas”.Por Raquel Pedrosa Loureiro, em São Paulo, a convite da TAP