Num momento de “tempestade perfeita”, a Madeira é o Destino Preferido da APAVT para 2020

Num momento de “tempestade perfeita”, a Madeira é o Destino Preferido da APAVT para 2020

O destino preferido da APAVT para 2020, iniciativa anual que “visa dinamizar os fluxos turísticos para determinado destino”, é a Madeira. Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT, diz que o projeto surge num momento de “tempestade perfeita” na medida em o destino turístico enfrenta um período “delicado” com a inoperacionalidade do aeroporto e a falência de companhias aéreas.

O protocolo hoje celebrado entre Pedro Costa Ferreira e Eduardo Jesus, secretário Regional do Turismo e Cultura da Madeira, procura dinamizar os fluxos turísticos para a região assim como “criar um espaço de crescimento para os próximos anos”, através do marketing e de um “trabalho técnico” junto dos operadores turísticos e dos agentes de viagens que trabalham o destino.

O presidente da APAVT recorda que o destino passou por “falências importantes de companhias aéreas”, sendo dos mais prejudicados, “ferindo o seu principal mercado” ao “anular rotas de cidades importantes apesar de secundárias”. Outro desafio é a “cada vez maior visibilidade da operacionalidade do aeroporto” que, segundo Pedro Costa Ferreira, já diminuiu cerca de metade entre 2018 e o ano passado. No entanto, “a perceção que se tem do problema é maior do que o problema”, defende.

Assim, este parece ser o “momento ideal” para consagrar a região como destino preferido de forma a aumentar o crescimento do fluxo turístico continental para a Madeira e Porto Santo, diminuir a sazonalidade e “lançar as bases de uma alteração estrutural desta relação, inovando a Madeira”.

Pedro Costa Ferreira afirma que “o que nós gostávamos de ver na Madeira era mais companhias aéreas e mais rotas” na medida em que, na sua opinião, em termos de acessibilidade aérea o destino precisa de “mais concorrência” para “baixar o preço e aumentar a qualidade”.

“Promover a superação”

Eduardo Jesus, por sua vez, garante que os constrangimentos colocados à Madeira “não são mais do que dádivas porque constituem, naturalmente, grandes oportunidades”, nomeadamente, o facto de nos últimos dois anos se ter registado a falência de 14 companhias a afetar os aeroportos geridos pela ANA, das quais nove afetaram a Madeira.

“É com essa postura de inovação e desenvolvimento que eu vejo esta parceria com a APAVT e que encontro nela mais um momento e espaço de provarmos que somos capazes de promover a superação. Em encontrar novos caminhos e soluções e afirmar aquele destino que é muito mais do que aquilo que se perceciona”, acrescenta.

O secretário regional do Turismo comenta ainda a “relação que é já antiga, duradoura e saudável” entre a Região Autónoma da Madeira e a APAVT. Aliás, o destino foi já o preferido da Associação em 2016 e, desde então, “não deixámos de crescer no mercado nacional”. Além disso, a Madeira recebeu já por cinco vezes o Congresso Nacional da APAVT e a última vez foi o ano passado reunindo mais de 700 congressistas.

Rita Inácio