“O nosso alojamento não pode ser 50% mais barato para que o produto final seja mais competitivo”

“O nosso alojamento não pode ser 50% mais barato para que o produto final seja mais competitivo”

Lisboa ainda é competitiva a nível ibérico: as características que existiam antes da crise provocada pela pandemia da Covid-19 não se perderam mas é necessário que as ligações aéreas sejam retomadas o mais brevemente possível. Essa é uma das conclusões que se podem retirar das palavras de Vítor Costa, presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT Lisboa), que falava no webinar “Lisboa no Horizonte”, promovido pela Ambitur e que contou com o apoio daquela instituição. 

O responsável considera que a força do turismo em Lisboa ou no Porto só é possível através do “sistema dual” do transporte aéreo, ou seja, da “coexistência de companhias de bandeira com companhias com outro tipo de negócio”. Além de permitir uma “diversidade muito maior”, o sistema fez com que houvesse uma “redução do custo” que, para Portugal, que “depende de 95% do transporte aéreo, é absolutamente decisivo”. Nestas matérias, o dirigente recorda que “já fizemos duas vezes, com espaçamento de cinco anos, uma comparação do que seria um city-break em Lisboa, Barcelona e em Madrid a partir de Londres no mesmo fim de semana” e o “preço não era muito diferente na altura”, refere, sublinhando que era a “hotelaria que subsidiava este custo”. 

Neste momento, em que a “rentabilidade” no turismo está no centro das atenções, Vítor Costa defende que o caminho de corte nos custos para o cliente não é o mais acertado: “O nosso alojamento não pode ser 50% mais barato para que o produto final seja mais competitivo” com os outros destinos, sustenta.