O Rock in Rio Lisboa é hoje muito mais do que um festival de música. Ao longo das últimas edições, afirmou-se como uma plataforma global de entretenimento com forte impacto cultural, mediático e turístico. Em entrevista, Luís Soares, diretor de Marketing do evento, explica como o festival contribui para posicionar Lisboa como destino internacional, atrai públicos de todo o mundo e gera um impacto económico significativo na cidade — ao mesmo tempo que reforça o seu papel enquanto agente de transformação social e ambiental.
O Rock in Rio é hoje muito mais do que um festival de música: é uma marca global de entretenimento. Como é que essa dimensão internacional contribui para posicionar Lisboa como destino turístico?
O Rock in Rio Lisboa tem hoje uma dimensão internacional que vai muito além do evento em si. Ao longo das suas várias edições, tornou-se uma plataforma global de entretenimento com enorme capacidade de projeção mediática e cultural.
Essa dimensão permite posicionar Lisboa como um destino internacional associado à música, à criatividade e aos grandes eventos. Sempre que comunicamos o festival em diferentes mercados, estamos também a promover a cidade e o país.
Na prática, o Rock in Rio Lisboa funciona como uma porta de entrada para Portugal. Muitas pessoas viajam para assistir ao festival e acabam por prolongar a estadia para descobrir Lisboa e outras regiões do país, transformando a experiência musical numa experiência turística completa.
Qual tem sido a evolução do público internacional do Rock in Rio Lisboa ao longo das diferentes edições? De que mercados chegam mais visitantes?
O público internacional tem vindo a crescer de forma consistente ao longo das diferentes edições do festival.
Na última edição recebemos mais de 300 mil pessoas de 106 nacionalidades, o que demonstra bem a dimensão global do evento. Os principais mercados emissores continuam a ser Espanha e o Reino Unido, mas temos assistido também a um crescimento significativo de visitantes provenientes de França, Alemanha, Suíça e Brasil.
Este crescimento reflete não apenas a notoriedade do festival, mas também a atratividade crescente de Lisboa enquanto destino turístico e cultural.
Que impacto sente que o evento tem na cidade e na economia local, nomeadamente na hotelaria, restauração e transportes?
O impacto do Rock in Rio Lisboa na economia local é bastante significativo e demonstra bem a dimensão que o festival atingiu ao longo dos anos, afirmando-se hoje como um dos principais eventos de música e entretenimento da Europa.
Na última edição, o festival gerou um impacto económico estimado em cerca de 120 milhões de euros, beneficiando diferentes setores da economia da cidade e da região, como a hotelaria, a restauração, os transportes e o comércio local.
Durante os dias do festival Lisboa recebe milhares de visitantes adicionais, muitos deles internacionais, o que se traduz num aumento relevante da atividade económica e numa maior visibilidade da cidade enquanto destino de grandes eventos.
Ao mesmo tempo, esta dimensão contribui para posicionar Lisboa no mapa europeu dos grandes eventos culturais, reforçando a sua capacidade de atrair visitantes e investimento ligado à economia do turismo e do entretenimento.
O festival tem vindo a afirmar-se também como um evento com preocupações sociais e ambientais. De que forma essa vertente faz parte da identidade do Rock in Rio?
Desde a sua origem, o Rock in Rio tem uma forte componente de responsabilidade social e ambiental.
O festival procura ser uma plataforma de impacto positivo, desenvolvendo iniciativas ligadas à sustentabilidade, inclusão social e consciencialização ambiental. Estas ações fazem parte do ADN da marca e refletem a ideia de que grandes eventos culturais também têm um papel a desempenhar na construção de um futuro mais sustentável.
Ao longo das várias edições temos vindo a implementar diferentes projetos nesta área, envolvendo parceiros, artistas e o próprio público numa lógica de participação coletiva.
De que forma trabalham em articulação com entidades de turismo e com a cidade de Lisboa para promover o evento e o destino no exterior?
O trabalho com entidades de turismo é absolutamente fundamental para a projeção internacional do festival.
Colaboramos regularmente com entidades nacionais e locais ligadas ao turismo, bem como com parceiros estratégicos que ajudam a promover Portugal e Lisboa enquanto destino internacional. Ao mesmo tempo, trabalhamos também com marcas globais que amplificam a comunicação do festival em diferentes mercados.
Este trabalho conjunto permite posicionar o Rock in Rio Lisboa não apenas como um grande evento musical, mas também como uma ferramenta de promoção internacional da cidade e do país.
Que papel podem ter os grandes festivais internacionais na construção da imagem de um destino junto de novos públicos?
Os grandes festivais têm hoje um papel decisivo na forma como as cidades se posicionam no panorama internacional. Mais do que eventos culturais, são plataformas globais capazes de projetar destinos, gerar visibilidade mediática e atrair novos públicos.
No caso do Rock in Rio Lisboa, essa dimensão é particularmente evidente. O festival não é apenas um evento de música, mas uma marca global de entretenimento com uma enorme capacidade de comunicação, influência cultural e projeção internacional. Ao longo das suas diferentes edições e geografias, o Rock in Rio construiu uma comunidade global e uma presença mediática que ultrapassa largamente os dias do festival.
Essa força da marca permite projetar Lisboa e Portugal para o mundo através da música, da cultura e das experiências que criamos. Sempre que o Rock in Rio comunica em diferentes mercados, está também a promover o destino e a reforçar a sua atratividade junto de novos públicos.
É essa combinação entre escala internacional, relevância cultural e capacidade de gerar experiências memoráveis que faz com que o Rock in Rio Lisboa se destaque no panorama dos grandes festivais europeus, funcionando como uma verdadeira plataforma global de projeção do destino.
O que distingue o Rock in Rio Lisboa de outros grandes festivais europeus, tanto do ponto de vista da experiência do público como do impacto no destino?
O Rock in Rio Lisboa distingue-se pela sua escala e pela diversidade da experiência que oferece. Mais do que um festival de música, é um verdadeiro ecossistema global de entretenimento, cultura e comunicação.
Na Cidade do Rock criamos uma verdadeira cidade de entretenimento onde diferentes públicos, gerações e estilos musicais se encontram. O line-up reflete essa diversidade, reunindo artistas de diferentes géneros e gerações desde grandes nomes do pop e do rock até novas tendências da música urbana. Nesta edição, por exemplo, temos artistas como Katy Perry, Linkin Park, Rod Stewart, Cyndi Lauper ou 21 Savage, Central Cee ou Matuê, o que mostra bem a capacidade do festival de reunir diferentes universos musicais e culturais.
Mas a experiência vai muito além da música. A Cidade do Rock é desenhada como um grande parque de entretenimento cultural, com atrações, experiências imersivas, espetáculos, áreas temáticas e ativações de marca. Muitas vezes descrevemos o festival como uma espécie de “Disneyland da música”, porque é um espaço onde o público encontra muito mais do que concertos: encontra experiências, histórias e momentos que tornam cada visita única.
Ao mesmo tempo, o festival funciona como uma plataforma cultural e mediática com enorme capacidade de projeção internacional, ajudando a posicionar Lisboa no mapa europeu dos grandes eventos culturais e turísticos.
É essa combinação entre escala internacional, diversidade artística, experiências únicas e projeção mediática que faz com que o Rock in Rio Lisboa seja hoje muito mais do que um festival seja uma plataforma global capaz de atrair visitantes de todo o mundo e reforçar a imagem de Lisboa como destino internacional de cultura e entretenimento.
Olhando para o futuro, como imagina a evolução dos grandes eventos musicais enquanto motores de turismo e experiências culturais?
No futuro, os grandes eventos culturais vão desempenhar um papel cada vez mais importante na atratividade turística das cidades.
As pessoas procuram cada vez mais experiências únicas e memoráveis, e os festivais têm uma enorme capacidade de criar esses momentos. Ao mesmo tempo, estes eventos tendem a integrar cada vez mais tecnologia, sustentabilidade e experiências imersivas.
Nesse contexto, os festivais deixam de ser apenas eventos de entretenimento e passam a funcionar como verdadeiras plataformas culturais e turísticas, capazes de atrair visitantes de todo o mundo.
Por Inês Gromicho, publicado na edição 358 da Ambitur.




















































