OMT e OMI emitem declaração conjunta de apoio ao retorno seguro das operações de cruzeiro

OMT e OMI emitem declaração conjunta de apoio ao retorno seguro das operações de cruzeiro

Categoria Business, Transportes

Numa declaração conjunta emitida ontem, 5 de novembro, a Organização Marítima Internacional (OMI) e a Organização Mundial do Turismo (OMT) destacam a importância do setor de navios de cruzeiro para a economia global.

Segundo dados da indústria, o setor de cruzeiros mantém 1,2 milhões de postos de trabalho e gera 150.000 milhões de dólares americanos para a economia mundial a cada ano. O turismo é de vital importância para os pequenos Estados insulares, onde fornece sustento para milhões de pessoas e traz benefícios socioeconómicos substanciais.

Os dois organismos das Nações Unidas também reconhecem os esforços feitos pela indústria, países e organizações internacionais para proteger a segurança, saúde e bem-estar de passageiros e tripulantes, bem como a saúde da população dos Estados portuários. Desde que as operações de navios de cruzeiro foram suspensas em todo o mundo devido à pandemia Covid-19, a indústria tem revisado e aprimorado os seus protocolos para determinar maneiras de ir mais longe na proteção da saúde dos passageiros, da tripulação e do público em geral.

A declaração conjunta convida os governos a usarem orientações para a retoma gradual e segura das operações de navios de cruzeiro na União Europeia em relação à pandemia Covid-19, para facilitar a recuperação do setor em condições de segurança, bem como três documentos-quadro (quadro do operador, quadro do passageiro e quadro do marinheiro) que foram elaborados pela Câmara de Transporte Marítimo do Reino Unido em conjunto com a Cruise Lines International Association (CLIA).

A OMT e a OMI enfatizam que a retoma das operações de navios de cruzeiro também beneficiará a comunidade marítima mais ampla, já que os navios de passageiros participam do sistema de Assistência Mútua Automatizada para Resgate de Navios (AMVER) e, frequentemente, os centros de coordenação de resgate pedem que ofereçam assistência aos navios em perigo no mar.