Opinião: “Sensibilidade e bom senso…”

Opinião: “Sensibilidade e bom senso…”

Por Luís Deus, Business Development Manager ASSA ABLOY Global Solutions

Em outubro de 2019, num outro artigo, mencionava que o crescimento ou encolhimento de uma empresa, dependia em grande medida de aspetos macroeconómicos e de clima/ambiente económico. Potenciar crescimento ou mitigar o encolhimento, era então uma tarefa dessa mesma empresa. Chega então o 2020, com a pandemia do Covid-19, que representa um desafio enorme, não para mitigar o encolhimento, mas sim para tentar garantir a sobrevivência e viabilidade das empresas. A redução esperada de receitas no sector hoteleiro para o total de 2020, é absolutamente demolidor, e tem impacto imediato nas empresas que à volta do setor orbitam. Apesar da complexidade da situação, as consequências são de facto simples de calcular, sendo que algumas dessas consequências, foram diferidas para 2021.

O potencial de destruição da economia, esse sim incalculável, variará proporcionalmente ao tempo que a situação leve a ser resolvida. Portanto, cada mês que passa de sobrevivência, é por si só uma vitória…no fundo é sinal que falta menos um mês, e usando um lugar-comum, para ficar tudo bem.

Todos os colaboradores devem esperar medidas de redução de despesa e é obrigação destes, serem solidários e sensíveis para com a empresa. Todas as empresas devem aplicar medidas que garantam a sobrevivência, seguindo o princípio de equidade e bom senso, e aplicar um termo, que parece muitas vezes esquecido: Liderar pelo exemplo. É portanto, um desafio a quem lidera organizações, e onde o seu método de liderança vai ser posto à prova. O nível de aceitação dessas medidas, dependerá em grande medida da confiança que se sente em quem lidera. Será certamente um exercício muito difícil, que acarretará sempre medidas dolorosas, e que só um fundamento honesto das mesmas, pode permitir que sejam aceites, para então atravessar a tempestade.

É portanto, e usando outro lugar-comum, hora de cerrar fileiras, para que no final, na tão desejada reentrada, possamos dizer…ficou mesmo tudo bem.

Este artigo foi publicado na edição 332 da Ambitur.