Opinião: “Smart Tourism: As novas tendências de um setor em mutação”

Opinião: “Smart Tourism: As novas tendências de um setor em mutação”

Por Professora Doutora Elvira Pacheco Vieira, Diretora Geral do ISAG – European Business School

A transformação digital e o desenvolvimento sustentável do Turismo são questões fundamentais para os decisores políticos. A sua importância tornou-se ainda mais evidente no atual contexto que atravessamos, sobretudo com a tecnologia a afirmar-se como um forte aliado na readaptação do setor à nova realidade e aos novos hábitos e exigências dos consumidores, essencialmente relacionadas com a segurança e conforto individual.

Em resposta, a Inteligência Artificial tem sido apontada como uma das principais tendências-chave para os próximos anos no setor do Turismo. Na prática, esta novidade sugere melhorias na experiência integrada dos visitantes ao mesmo tempo que permite otimizar as operações e a eficiência dos recursos disponíveis, reduzindo drasticamente os custos associados. A criação de chats em tempo real, check-in e concierges online, pagamentos conctactless ou disponibilização de assistentes de voz são alguns dos exemplos reais das mudanças que estão já em vigor.

Em simultâneo, aguarda-se com expectativa a chegada da rede 5G a Portugal, prevista ainda para este ano. Entre as várias novidades da quinta geração, destaque evidente para a introdução da Internet das Coisas no nosso quotidiano, capaz de gerar enormes oportunidades para toda a indústria da hospitalidade. A plena interoperabilidade dos aparelhos eletrónicos, com os smartphones a orquestrar o processo, vai possibilitar, por exemplo, abrir um quarto de hotel sem chave, regular a temperatura do ar-condicionado sem usar nenhum botão ou ligar a televisão sem comando.

Não obstante as vantagens da acelerada revolução tecnológica, esta requer um investimento urgente na formação especializada dos profissionais do Turismo. A aquisição e atualização de competências deverá ser uma prioridade individual e coletiva para acompanhar a mudança e antecipar os desafios que o setor vai enfrentar nos próximos anos.

Este artigo foi publicado na edição 329 da Ambitur.