Presidente da República: “A hotelaria encontrou forças para prosseguir os seus compromissos de responsabilidade social”

by Rita Inácio | 16 Outubro 2020 14:55

O programa de responsabilidade social e sustentabilidade ambiental da AHP – Associação da Hotelaria de Portugal, Programa HOSPES, recebeu desde o começo o apoio de Marcelo Rebelo Sousa, muito antes de se tornar Presidente da República. O responsável marcou, ontem, presença no lançamento da Plataforma Digital HOSPES e na atribuição dos selos We Care e We Share 2019. Marcelo Rebelo Sousa considera “extraordinário” o apoio solidário da hotelaria num momento em que passa a sua maior crise.

O presidente da República conta que, antes de assumir o cargo, teve conhecimento em 2012 de uma iniciativa da AHP que dava pelo nome de “Um Colchão e um Coração”, vinda “de um setor chave na nossa economia” numa altura em que “o país vivia de forma muito profunda uma crise económica e social”. O intuito era promover uma “ponte” entre a hotelaria e as necessidades sociais de várias entidades. O projeto iniciou com poucos contribuintes e beneficiários mas “a estrutura estava montada”, explica Marcelo Rebelo Sousa.

Entre 2013 e 2015, dá-se um “salto qualitativo”, com muitos mais hotéis aderentes e IPSS beneficiárias, que marca a entrada no que é hoje conhecido como o Programa HOSPES e a registar “várias expressões”. O presidente da República recorda que em 2017 o projeto deu o seu contributo às vítimas dos incêndios e que, mais tarde, adicionou na sua luta o desperdício. Até chegar a pandemia.

“Pensem que partiram do zero”

Marcelo Rebelo Sousa sublinha que: “O que é excecional é que a hotelaria, mesmo quando enfrentava uma paragem e uma crise profundíssima, encontrava forças para prosseguir os seus compromissos de responsabilidade social. Encontrando forças onde, em muitos casos, havia fragilidades, angústias, incertezas e o peso da imprevisibilidade para o futuro. Não se sabia o que era o dia seguinte.”

O Presidente da República não tem dúvidas de que “se não fosse a sociedade civil não se tinha conseguido salvaguardar mínimos nas ruturas do tecido económico e social português” e relembra que “a pandemia não terminou”. Antes pelo contrário, “apela a um equilíbrio dificílimo entre a salvaguarda da vida e da saúde e a não paragem da economia e da sociedade”. Para qualquer país mas, sobretudo, para Portugal, pelas “desigualdades e assimetrias” que tem.

Este foi um “ano para esquecer em termos de sacrifícios do turismo”, reflete, deixando um conselho aos profissionais do setor: “Pensem que partiram do zero e que aquilo que é atingido, sendo muito insuficiente e imperfeito, cheio de avanços e recuos, não está a ser comparado permanentemente com uma realidade que já não existe e que não volta a existir; haverá outras e esperamos que, em muitos aspetos, diferentes e para melhor. Por aí, os pés estão na Terra.”

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