Programa HOSPES by AHP vence Prémio Nacional de Turismo

Programa HOSPES by AHP vence Prémio Nacional de Turismo

Categoria Advisor, Associativismo

O Programa HOSPES by AHP (Associação da Hotelaria de Portugal) – Programa Corporativo de Responsabilidade Social e Sustentabilidade Ambiental da hotelaria de Portugal – venceu a primeira edição do Prémio Nacional de Turismo na categoria de Turismo Responsável.

A presidente executiva da AHP, Cristina Siza Vieira considera em comunicado que “este Prémio é o reconhecimento de um projeto único em Portugal e no mundo. Contando já com mais de 6 anos de existência, o Programa HOSPES é francamente desconhecido pela maioria dos portugueses. Acreditamos que apesar de já ter sido distinguido pela OMT – Organização Mundial do Turismo e pelo Governo português, com a Menção Honrosa de Mérito Turístico, a notoriedade conferida por esta honrosa distinção permitirá que o Programa alcance maior reconhecimento e relevo através da Comunicação Social contribuindo ainda para o reconhecimento do Turismo como um setor fundamental para Portugal, também na perspetiva da sustentabilidade social e ambiental”. A responsável acrescenta ainda que “o potencial deste programa é enorme, e neste momento sentimos que é muito interessante ver como os hoteleiros, as IPSS e as comunidades que estas servem estão despertas para esta realidade. Queremos chegar mais longe, em número de hotéis envolvidos- e destaco agora a região Norte, de onde os pedidos de ajuda nos chegam com frequência e a resposta tem de ir de outras zonas do país, por falta de resposta dos hotéis desta região e de IPSS apoiadas.”

Este prémio, uma iniciativa conjunta do BPI e do Expresso, que conta com o alto patrocínio do Ministério da Economia, o apoio institucional do Turismo de Portugal e a assessoria técnica da Deloitte, foi atribuído diretamente pelo júri do Prémio Nacional de Turismo e entregue numa cerimónia que decorreu na Escola de Hotelaria e Turismo do Estoril.

Para a AHP, sendo a Hotelaria um “utilizador de recursos” é, simultaneamente, um “setor necessariamente comprometido com a preservação do meio ambiente e da comunidade onde se insere, sem os quais não existiria”. O desenvolvimento sustentável, nos seus 3 pilares – social, ambiental e económico – faz, por isso, parte do “ADN” da Hotelaria e do Programa HOSPES by AHP.

Programa HOSPES by AHP

Entre 2013 e 2018, a AHP entregou, através da vertente de Responsabilidade Social do Programa HOSPES, mais de 87 mil bens e equipamentos a instituições de solidariedade social, como atoalhados, lençóis, colchões, móveis, palamenta, equipamentos industriais e eletrodomésticos. Este número foi alcançado com o empenho e compromisso de apenas 132 unidades hoteleiras, um pequeno número quando o universo é de 1.400, cujos bens a AHP fez chegar a 62 instituições de solidariedade social (IPSS) com quem tem protocolo.

A necessária frequência do processo de renovação de bens e equipamentos dos hotéis gera impactos a nível ambiental. Porque os mesmos podem ser reutilizados, reparados ou reciclados, com a sua doação e reintrodução na economia social dá-se aplicação prática aos princípios da economia verde e circular, que se traduz na redução de consumo de bens novos por parte das IPSS apoiadas pela AHP, devido à reutilização dos recursos da hotelaria.

Apenas em 2018, e considerando exclusivamente entre os bens doados os têxteis (12.380), gerou-se uma economia de água na ordem dos 131.228 000 Litros, o necessário para a produção de novos bens, e eliminou-se um desperdício na ordem das 15.240 Toneladas. A circularização destes bens significou também uma poupança para as instituições recetoras de cerca de 400.000€, valor necessário para a sua aquisição, e aumentou para o dobro o ciclo económico médio de vida dos bens, calculado em 4 anos.

A AHP está empenhada em fazer crescer este Programa tanto por via do número de hotéis envolvidos, como das IPSS destinatárias, tendo simultaneamente a correr junto dos hotéis projetos de recolha seletiva de resíduos, como óleos; eletrodomésticos em fim de vida; ou têxtil sem aproveitamento.

Foto cedida pela AHP