Pullmantur quer tornar-se a “primeira opção para o público português”

“Não faz sentido que um produto que é feito à medida dos portugueses não seja a sua primeira opção. Queremos ser a primeira opção para o público português”, afirmou, esta manhã, numa conferência de imprensa a bordo do renovado Monarch, que elegeu a cidade de Lisboa para se estrear na Europa , Jorge Vilches, presidente & CEO do grupo Pullmantur. Aos jornalistas, o responsável afirmou que o objetivo da companhia de cruzeiros é fazer com que “os portugueses sintam que a Pullmantur é a sua companhia de cruzeiros”, uma vez que nos seus navios “encontram a sua comida e a sua língua”. Por esta razão, a Pullmantur está a aumentar o investimento em marketing no mercado português, passando dos 50 mil euros, no ano passado, para 500 mil, em 2016.

Em 2015, a Pullmantur transportou cerca de 2500 passageiros portugueses, um número que, este ano, deverá quase triplicar. “Até à data já temos três vezes mais reservas de portugueses do que o ano passado”, deu conta o responsável, acrescentando que a perspetiva é atingir os dez mil este ano. Segundo o presidente da companhia, este significativo crescimento pode ser explicado pelo aumento da promoção da companhia junto do mercado e pelos “acordos mais profundos que a companhia tem vindo a fechar com as agências de promoção do destino”.

Em 2017, é objetivo da companhia atingir os quinze mil passageiros portugueses transportados. “Os agentes de viagens a quem temos apresentado o novo itinerário para o verão de 2017 que inclui as ilhas gregas e o adriático até Veneza dizem que este será um produto bem recebido pelo mercado”, afirmou o responsável, acrescentando que se pretende que a companhia disponibiliza “cada vez mais um produto ao gosto dos passageiros portugueses e espanhóis, que é muito semelhante”.

Renovado em 2013, o Monarch é o maior dos quatro navios que compõem a frota da Pullmantur e elegeu Lisboa para iniciar a sua nova rota pela Europa. Jorge Vilches destacou o impacto positivo que esta escala tem na capital portuguesa, uma vez que se estima que “um cruzeirista faça, diariamente, em escala, um gasto de 62 euros, um valor que aumenta para 81 euros quando os clientes passam a noite na cidade”, como é o caso de Lisboa, onde o Monarch deverá regressar no dia 19 de setembro.

Questionado sobre se está nos planos da companhia voltar a ter um navio baseado em Portugal, Jorge Vilches afirmou que não é uma opção “que está fora de questão”. “Estamos continuamente a avaliar”, afirmou o responsável, acrescentando que poderá ser uma questão a estudar com a chegada dos novos navios, previstos para 2018. “Por enquanto, para 2016 e 2017 já temos os itinerários fechados”.

Na mesma ocasião, Lídia Sequeira, presidente do Porto de Lisboa, lembrou que “é totalmente diferente ter um navio que faz escala em Lisboa ou um navio que inicia ou termina a sua rota em Lisboa. Estamos muito satisfeitos que a Pullmantur integre esta segunda realidade”. Frisando o investimento (de mais de 25,5 milhões de euros) que está a ser feito nas infra-estruturas do Porto de Lisboa, a responsável afirmou que estão já em desenvolvimento com os stakeholders de setor processos que ajudem à “simplificação e melhor agilização dos procedimentos” nesta atividade.

Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal, lembrou a importância que tem a industria dos cruzeiros em Portugal, dando conta que existem já “8100 portugueses” a trabalhar nesta área e que, cada vez mais, “é uma industria que está a despertar curiosidade entre os estudantes”.

Miguel Gonzaga, brand manager do Turismo de Lisboa, deu conta que, sendo “os cruzeiros um dos produtos mais importantes para a cidade,  o Turismo de Lisboa tem feito uma aproximação às companhias de cruzeiros para a promoção do destino”. Neste contexto, explicou o responsável, “já decorre, há umas semanas, uma parceria de promoção com a Pullmantur para a promoção internacional” que consiste no desenvolvimento de atividades de marketing direta e indireta dos visitantes que estão dentro dos navios.

Raquel Pedrosa Loureiro