#Realidadedasempresas: “Vamos privilegiar o mercado nacional”

#Realidadedasempresas: “Vamos privilegiar o mercado nacional”

Categoria Alojamento, Business

Numa altura em que muitas empresas, hotéis e restaurantes começam a reabrir ou preparar a reabertura e retoma da atividade, Ambitur.pt quis saber quais os planos que têm para esta “nova normalidade” e quais as maiores dificuldades que terão de enfrentar. Miguel Perestrello, vogal da direção da Movijovem, responsável pelas Pousadas de Juventude, estima que a rede poderá retomar a sua atividade a partir do mês de julho, até porque 30 das unidades estiveram ao serviço da comunidade no âmbito da crise sanitária provocada pela Covid-19. “A nossa expectativa é que o setor do turismo recuperará do atraso causado pela Covid-19, sendo que a boa resposta que o país deu durante este período, demonstrando organização e rigor, poderá constituir uma oportunidade para Portugal se reafirmar como um destino seguro também em matéria de saúde pública”, sublinha.

Contudo, admite um ambiente de “grande indefinição” no setor o que leva a que não consiga prever o timing expectável para recuperar o volume de negócios ambicionado. “Até por virmos de um percurso absolutamente extraordinário, com resultados históricos nos últimos dois anos, e que estava a ser consolidado nos primeiros meses de 2020, com um crescimento de ocupação na ordem dos 30%”, acrescenta.

A gestão foi, naturalmente, dificultada neste contexto, com necessidade de readaptar métodos de trabalho e recorrer a ferramentas tecnológicas para manter a Movijovem em funcionamento, sobretudo numa perspetiva de preprar o regresso da operação a um cenário de “nova normalidade”.

A atividade tem estado focada no estabelecimento de um diálogo constante com os clientes, no sentido de salvaguardar “uma boa memória das experiências de cada um dos utilizadores das pousadas de juventude e que garanta que, assim que possível, possam voltar, mantendo a confiança numa estadia segura”, frisa Miguel Perestrello.

Neste momento, uma coisa é certa: “vamos privilegiar o mercado nacional” mas, claro, sem descurar os mercados internacionais de referência. “O setor do turismo terá forçosamente de se adaptar em função das regras definidas pelas autoridades de saúde, algo a que nós não seremos alheios. Estamos neste momento a readaptar a nossa operação em função disso”, garante o gestor.