Reportagem: Lisboa – A cidade cultural, artística e cosmopolita

Reportagem: Lisboa – A cidade cultural, artística e cosmopolita

Hoje em dia, a cultura é encarada como um dos fatores de maior atração da cidade de Lisboa, para públicos de todas as idades. A EGEAC é a empresa responsável pela gestão de alguns dos principais espaços culturais da capital. Saiba o que não pode mesmo perder numa vista à capital.

Joana Gomes Cardoso

A EGEAC – Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural, é a responsável pela gestão de alguns dos principais espaços culturais da cidade de Lisboa como o Castelo de São Jorge ou o Padrão dos Descobrimentos. À Ambitur, Joana Gomes Cardoso, presidente do Conselho de Administração da EGEAC, explicou que a estratégia da empresa municipal foca-se em “saber adaptar-se às rápidas transformações da cidade”, assim como “procurar preencher eventuais lacunas relativas à oferta cultural”. É assim que, na EGEAC, toda a programação é feita “cuidadosamente a pensar na cidade como um todo”, sublinha.

Teatro Romano

A cultura é vista como um dos “fatores mais atrativos” de Lisboa, considera Joana Cardoso, destacando que, para além do “seu património e da sua história”, aquilo que se passa na esfera artística contemporânea” são alguns dos  aspetos que têm tornado a cidade muito atrativa para diferentes segmentos de público turista”, do mais jovem ao mais sénior. Segundo a responsável, “grande parte dos nossos museus são hoje visitados, principalmente, por turistas”.

Do ponto de vista artístico, Lisboa é “profundamente contemporânea”. Mas, em termos culturais, é uma “cidade antiga e muito rica do ponto de vista do património material”, reunindo “diversas culturas e comunidades, o que a torna extremamente cosmopolita”, explica a responsável.

Museu de Lisboa

A não perder …
Numa visita “cultural” a Lisboa, seja qual for altura do ano, a responsável do EGEAC considera “imperioso” uma visita aos espaços culturais (ver site), obtendo uma excelente e completa visão de Lisboa, “do mais antigo (Teatro Romano) ao mais atual (Atelier-Museu Júlio Pomar, por exemplo)”. Outras “facetas” incontornáveis da cidade são os “Museus de Santo António e o de Bordalo Pinheiro”.

Com uma programação “muito diversa”, desde jazz ao fado, passando pelo cinema e pela dança, o Festival “Lisboa na Rua” é uma das propostas a decorrer. “É uma excelente forma de conhecer a cidade através dos seus jardins e praças e de forma gratuita”, afirma a Joana Cardoso. Até ao final do ano, o EGEAC vai ter diversas exposições, como a exposição do fotógrafo Alfredo Cunha no Torreão Poente do Terreiro do Paço do Museu de Lisboa e uma programação diversa nas cinco Galerias Municipais.

Não perca também em Lisboa…
+ Casa Fernando Pessoa que foi habitada pelo escritor nos últimos 15 anos de vida e onde é possível visitar a reconstituição do seu quarto, a sala multimédia e a biblioteca especializada em poesia mundial. Localização: Bairro de Campo de Ourique.

+ Museu do Aljube, o espaço que albergou uma antiga prisão política da ditadura militar e do Estado Novo durante o regime de António de Oliveira Salazar. Localização: Rua de Augusto Rosa, 42

+ Museu de Lisboa – Núcleo Arqueológico da Casa dos Bicos é um museu polinucleado, constituído por cinco espaços distintos: Palácio Pimenta, Teatro Romano, Santo António, Casa dos Bicos e Torreão Poente. Localização: Rua dos Bacalhoeiros, 10

+ LU.CA – Teatro Luís de Camões, teatro exclusivamente dedicado à programação artística para os mais novos. Localização: Calçada da Ajuda, 80

Cristiana Macedo. Este artigo foi publicado na edição 323 da Ambitur. Fotos @José Frade