Rita Marques: “A marca que deixo é aquela que resulta da execução de um plano”

Rita Marques: “A marca que deixo é aquela que resulta da execução de um plano”

Categoria Advisor, Política

Ambitur esteve à conversa com a atual secretária de Estado do Turismo em Madrid, durante a Fitur , que começou hoje. Relativamente ao seu mandato, Rita Marques acredita que o foco na condução do plano/estratégia delineado para o desenvolvimento do setor é uma das marcas que deixa nos últimos anos. De acordo com a responsável, “há sempre um objetivo claro ao nível dos secretários de Estado que é executar um plano, neste caso, a estratégia para o turismo que ficou bem conhecida, foi escrita a duas mãos, setor privado e público, que tem ajudado o turismo a ser um motor importantíssimo da economia desde 2017”. Sendo assim, considera que “a marca que deixo é aquela que resulta da execução de um plano que teve naturalmente bastantes vicissitudes decorrentes da pandemia; e a execução do plano implica sempre muito foco, que é garantir que a marca Portugal continua a ser reconhecida além-fronteiras como uma marca líder, tendo em conta aqui, mais uma vez, as vicissitudes que vivemos, designadamente ao nível do tecido empresarial, garantido que as nossas empresas, este tecido produtivo que foi construído ao longo dos anos, não saía beliscado”. Para Rita Marques, este “foi beliscado naturalmente, todos nós o fomos, quer individualmente, quer coletivamente, ainda assim podemos afirmar que as mossas, as cicatrizes são algumas, mas estamos cá, estamos vivos, e aqui na FITUR a mostrar que estamos vivos”.

Questionada sobre os dias que a pandemia chegou ao país e quando teve a perceção do que aí vinha, Rita Marques destaca que “Portugal está muito representado em fóruns internacionais, desde a Organização Mundial de Turismo, WTTC, entre outros. Nesses fóruns tivemos rapidamente a sensação de que esta seria uma pandemia com efeitos nefastos, eventualmente não acreditávamos que fossem tão duradouros ao longo do tempo”. Acrescenta a interlocutora que “percebemos rapidamente que o turismo, vivendo de viagens, da mobilidade, e havendo restrições a este nível, iria ser um setor fortemente impactado. O impacto foi logo estimado como sendo forte, não foi estimado como sendo tão duradouro, nunca pensávamos que em janeiro 2022 estivéssemos ainda a braços com uma pandemia”. A partir daí, “a preocupação foi sempre dupla, executar o plano da nossa estratégia para o turismo, garantindo que tínhamos uma reposta muito adequada à luz do que estava definido em 2017; por outro lado, garantir, segunda prioridade, que o nosso tecido produtivo se mantinha vivo, em alguns casos a hibernar”, indica a secretária de Estado. Para a a responsável, “sabíamos que assim que as restrições de viagens relaxassem tínhamos que estar prontos para acolher todos aqueles que nos visitavam. Assim aconteceu, tivemos nestes últimos meses números interessantes, em algumas regiões do país até acima de 2019. Evidentemente não nos podemos esquecer que de janeiro a junho de 2021 estivemos encerrados, daí que no final do ano tivéssemos ficado a cerca de 42% das receitas que tivemos em 2019, quedas ainda assim muito relevantes”.

Pedro Chenrim, na Fitur, em Madrid.