Rita Marques revela as “cinco grandes pistas” do turismo para o futuro

Rita Marques revela as “cinco grandes pistas” do turismo para o futuro

Categoria Advisor, Política

O IPDT – Turismo e Consultoria realizou ontem o primeiro dia da sua Tourism Conference 2020, que se repetirá no próximo dia 26 de novembro, pelas 15h00, em formato online. A primeira sessão de trabalhos teve como tema “Estratégia & Sustentabilidade” e a secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, deixou umas palavras ao setor na abertura do evento. 

Para Rita Marques, a Tourism Conference fala sobretudo acerca do futuro, perspetivando-o, e para isso a SET faz uma “reflexão sobre o presente” porque “os tempos atuais assim o impõem”. Atualmente vivemos uma “situação muito difícil no setor”, com a estimativa de quebras de faturação na ordem dos 7,5 mil milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, avança a SET. Os apoios para o setor, “seguramente não os suficientes”, permitiram “mobilizar mais de 2,2 mil milhões de euros”, o correspondente a 30% da perda de faturação, dos quais  “800 milhões de euros a fundo perdido”, acrescenta.

Estes apoios “terão de continuar a ser trabalhados” na medida em que “para chegarmos ao futuro temos de cuidar daqueles que estiveram connosco durante estes anos”, defende Rita Marques. A Secretaria de Estado do Turismo tem, então, procurado trabalhar “duas agendas”: o presente e o futuro porque “acreditamos que há, de facto, um futuro”, assegura. Assim, o organismo está já a trabalhar “cinco grandes pistas” para um “futuro risonho”. São elas:

Conetividade. A meta é a “reposição de todas as ligações aéreas” através de um “plano de retoma aérea a curto e médio prazo”. Mas a SET recorda que “a conetividade não se esgota no tráfego aéreo” e que é preciso “trabalhar outras vias”.

Investimento. Há que “continuar a nutrir o investimento no setor, reduzindo custos de contexto”, além de se rever a legislação para uma “regulamentação mais transparente”, assim como “aumentar a competitividade e garantir linhas de financiamento”;

Território. A aposta num “território coeso que dê resposta às novas necessidades dos turistas”, acrescentando-lhe mais valor. A ideia é também “desenhar novos produtos para as tendências atuais e vindouras”, como o Programa Revive ou o Plano Turismo + Sustentável;

Conhecimento. A SET adianta que “não se consegue gerir o que não se conhece” pelo que importa automatizar informação com recurso à IA, num trabalho conjunto com o NEST – Centro de Inovação do Turismo;

Promoção. Para sair da crise é essencial “instigar cada vez mais confiança no destino” proporcionando maiores níveis de segurança.

Rita Inácio