Seixal: “Lisboa ainda não é totalmente eficiente”

Seixal: “Lisboa ainda não é totalmente eficiente”

“Há alguns anos, seria pouco provável falarmos no Seixal como destino turístico”, refere Joaquim Santos,
presidente da Câmara do Seixal. Mas hoje são muitos os projetos em desenvolvimento e são “cada vez
mais os que nos procuram, seja para morar, visitar ou investir”.

Joaquim Santos

Com uma oferta “muito diferenciadora” para quem visita o município, o autarca destaca as “embarcações tradicionais, a bordo das quais é possível descobrir a fauna e flora da nossa Baía”. Toda a oferta do concelho
do Seixal insere-se numa “visão estratégica de desenvolvimento sustentado, assente na promoção de atividades turísticas ligadas à Baía do Seixal, às atividades náuticas e às tradições do concelho”.

Para consolidar a estratégia do município, iniciou-se o “estabelecimento de parcerias e captação de investimento”. Estão a ser desenvolvidos projetos em toda a sua extensão: “na frente ribeirinha do Seixal, na
frente ribeirinha de Amora e na restinga da Ponta dos Corvos, procurando potenciar o que de melhor temos”. Já dentro do núcleo urbano antigo da cidade, estão planeadas três unidades hoteleiras. Além disso, estão a ser preparados “estudos para o Porto de Recreio de Amora, com unidade hoteleira, associado a uma intervenção
de requalificação de toda a área e que irá ver prolongado o seu passeio ribeirinho até à envolvente do Estádio Municipal da Medideira”. Nesta intervenção, “serão aproveitados os 90 hectares da restinga da Ponta dos
Corvos” para o Eco Resort do Seixal que “possibilitará um turismo ligado à natureza e à preservação do ambiente, com construção sustentável”.

Lisboa: Um Hub Turístico?
Quando questionado sobre Lisboa ser um hub Turístico, Joaquim Santos eleva-a “sem dúvida” a esse estatuto, embora “ainda não seja totalmente eficiente”. O autarca considera a capital portuguesa como das mais “apetecíveis da Europa” e a “maior porta de entrada de Portugal”. Por isso, a plataforma de promoção e redistribuição de turistas de visita à capital “pode ser montada e Lisboa é, naturalmente o seu pivô”.

Joaquim Santos aponta ainda a vantagem de “sermos um país de pequenas dimensões”, onde os visitantes “podem ser aliciados a conhecer as regiões que fazem parte da Área Metropolitana de Lisboa e até do resto do país”.

No entanto, existe a necessidade de haver uma “promoção forte ao nível internacional nos destinos emissores”, captando a “atenção para o outro lado do rio (a sua travessia, só por si, já valeria a pena) e que ficam apenas a 15 ou 20 minutos de Lisboa”, dando o exemplo de Seixal. Esta curta distância, que pode ser atravessada por
“transporte fluvial e automóvel individual”, não oculta as dificuldades na acessibilidade à cidade de Lisboa. “A falta de meios de transporte que se intercalem entre si com rapidez, segurança e conforto” e “a supressão de carreiras, os horários não cumpridos” são problemas que o município quer ver resolvido.

Joaquim Santos ressalta o grande avanço que foi dado com “a decisão tomada pelos presidentes de câmara da Área Metropolitana de Lisboa (AML) que passa pela criação da empresa Transportes Metropolitanos de Lisboa”. A nova operadora vai “servir os 18 concelhos da AML e 2,7 milhões de pessoas” com um sistema único de bilhética e um único mapa de rede. A entrar em funcionamento no dia 1 de abril deste ano, o novo passe “terá um custo de 30 euros dentro dos municípios e de 40 euros em toda a AML”.

Cristiana (este artigo foi publicado na edição 319, no âmbito de um trabalho especial)