TAP: 2019 foi ano de maior investimento da companhia

TAP: 2019 foi ano de maior investimento da companhia

Categoria Business, Transportes

Em 2019, a TAP investiu de uma forma sem precedentes na história da companhia, permitindo uma transformação sem paralelo na indústria do transporte aéreo a nível mundial no ano passado, privilegiando a visão de longo prazo. A transportadora recebeu 30 novos aviões de última geração, inaugurou 11 novas rotas e contratou cerca de 900 novos trabalhadores em 2019. O Grupo TAP, no período de 2015 a 2019, criou perto de dois mil novos postos de trabalho, passando de 8.615, em 2015, para 10.617 em 2019, todos eles altamente qualificados.

O investimento no crescimento da companhia aumentou em 28% as contribuições e impostos ao Estado português, passando de 257 milhões de euros por ano para 328 milhões de euros, nos últimos quatro anos (um acrescimento de 71 milhões de euros por ano). A TAP foi a empresa que mais investiu em Portugal em 2019, tendo registado mais de 1,5 mil milhões de euros em investimento, incluindo a compra de 30 aviões novos, que permitiu a renovação de 70% da frota de Longo Curso num só ano. A TAP terminou o ano de 2019 com uma das frotas do Longo Curso mais jovens do mundo.

O processo que envolve a gestão da entrada das 30 novas aeronaves e a saída de 18 antigas teve um impacto financeiro negativo de 55 milhões de euros no resultado do ano. Contudo, a renovação da frota foi determinante, no segundo semestre, para melhorar a eficiência (custo operacional mais baixo) e a satisfação do cliente.

A frota NEO tem provado ser extremamente eficiente, com menor emissões de CO2, permitiu à companhia reduzir a emissão de CO2 em aproximadamente 170 mil toneladas. Verificando-se uma redução de 17% no indicador de CO2 por passageiro face a 2015, e significativa redução de custos operacionais.

Em 2019, a satisfação do Cliente medida pelo NPS (Net Promoter Score) melhorou aproximadamente 45%, registando subidas expressivas em todos os elementos avaliados (atendimento a bordo, bebidas, comida, embarque, conforto, etc.). O forte investimento feito pela Companhia na satisfação do Cliente melhorou a pontuação NPS que já quase duplicou, passando de 22 pontos em 2017, para 38 pontos em 2019.

A TAP investiu ainda fortemente na pontualidade, que subiu seis pontos percentuais, e na regularidade da operação, que ficou nos 99,2% em 2019, em comparação com os 98,2% registados em 2018 (o que representa cerca de menos 1400 voos cancelados face ao ano anterior). A título de exemplo, a Companhia garante agora a disponibilidade de três aviões de reserva, com um custo de centenas de milhares de euros por ano, para normalizar rapidamente qualquer irregularidade da operação. Foram ainda realizados importantes investimentos em IT, dotando a TAP dos mais avançados sistemas informáticos de suporte.

Contudo, a falta de investimento na capacidade do aeroporto de Lisboa e o congestionamento do espaço aéreo tiveram o efeito contrário e impactaram negativamente em aproximadamente nove pontos percentuais a pontualidade da operação da TAP, tendo sido penalizada com um custo por passageiro em termos de indemnizações por irregularidades de mais do dobro do benchmark ibérico. Em 2019 a TAP foi penalizada entre 30 milhões de euros a 35 milhões de euros em resultado da ineficácia da infraestrutura.

Durante o ano passado, a TAP teve a capacidade de se financiar no mercado de capitais nacional e internacional, no valor de 575 milhões de euros, mantendo uma posição muito saudável de tesouraria e alongando o prazo de maturidade da sua dívida. Esta é uma inequívoca demonstração de confiança e credibilidade, de mais de seis mil famílias portuguesas e de dezenas de grandes investidores internacionais e nacionais, nas evidências dos resultados de implementação do projeto estratégico da TAP.

Ainda durante 2019, a consolidação do turnaround implementado em 2018 na ME Brasil permitiu atingir, pela primeira vez um EBITDAR positivo, que contribui para as contas do Grupo no valor de 3,1 milhões de euros. Não houve qualquer envio de recursos da TAP SGPS para a subsidiária ME Brasil em 2019, o que compara com a transferência de 30 milhões de euros em 2018.

Forte recuperação e crescimento no segundo semestre
O segundo semestre foi um período de forte crescimento e recuperação para a TAP, tendo sido sustentado sobretudo pelo investimento realizado nos últimos 18 meses. O número de passageiros transportados cresceu 11% no segundo semestre, face a um crescimento de 5% no primeiro semestre do ano. A receita de passageiros também cresceu, aumentando 9%, em contraste com o crescimento nulo do primeiro semestre. Já o custo por CASK desceu 10% no segundo semestre, muito devido à entrada em operação dos aviões de última geração que já representam 35% das horas voadas pela TAP.

Como consequência, a companhia registou um aumento muito significativo do seu EBITDAR no segundo semestre, que foi de 372,7 milhões de euros, mais do dobro do verificado no semestre homólogo de 2018, refletindo a maior capacidade de geração de caixa da empresa e a sustentabilidade do modelo de negócios da TAP. A margem EBIDTAR cresceu 12 pontos percentuais, para 20%, no segundo semestre de 2019, um valor nunca antes alcançado na história da companhia.

O primeiro semestre de 2019 registou um impacto negativo da receita de passagens no mercado brasileiro, com menos 43,1 milhões de euros face ao período homólogo, em linha com o impacto negativo observado no último trimestre de 2018. O que explica a quebra dos resultados, operacional e líquido, no primeiro semestre de 2019, conforme divulgado.

O segundo semestre de 2019 assistiu a uma melhoria progressiva, que ganhou força e consistência ao longo do período, o que permitiu fechar o segundo semestre com registo de forte expansão de margens e resultado líquido positivo. No segundo semestre, isoladamente considerado, a TAP teve um resultado líquido positivo de 14,1 milhões de euros, face a um prejuízo de 28 milhões de euros no período homólogo de 2018.

A companhia conseguiu em 2019 reduzir as perdas anuais, fortemente impactadas pelo investimento feito ao longo do ano, tendo baixado para os 105,6 milhões de euros, que comparam com os 118 milhões de euros em 2018. De destacar os custos incorridos em 2019 com o phase-in e phase-out dos aviões no total de 55 milhões de euros.

O Resultado Operacional passou de um prejuízo de 44 milhões de euros em 2018 para um lucro de 58,6 milhões de euros em 2019, reflexo da consolidação nos custos e recuperação da receita no segundo semestre do ano, representando um aumento do lucro operacional em 102,6 milhões de euros.

O EBITDAR cresceu 2,3x face a 2018, passando de 211,4 milhões de euros para 477,3 milhões de euros em 2019. A margem EBITDAR aumentou mais de dois dígitos, passando de 6,5% para 14,3.

Em 2019, registou-se o reforço do balanço com maior posição de caixa da história da TAP, no valor de 434 milhões de euros.

América do Norte já é o terceiro maior mercado da TAP
A TAP foi a companhia europeia que mais cresceu nas rotas para a América do Norte em 2019, registando um aumento de 31% em número de passageiros transportados, um total de 1,04 milhões de passageiros, mais 247 mil que no ano anterior. De notar que a companhia cresceu em todos os mercados no que toca ao número de passageiros, contudo o destaque está na bem sucedida expansão na América do Norte.

Nos últimos quatro anos, a transportadora passou de três rotas e 16 frequências semanais em 2015, para 9 rotas e 56 frequências semanais em 2019. Com sete novas rotas no mercado norte-americano, o aumento de passageiros transportados entre 2015 e 2019 foi de 179%, acompanhando uma oferta de lugares que praticamente quadruplicou nos últimos quatro anos. Aposta neste mercado continua, em 2020 a companhia planeia operar para 11 rotas e 82 frequências semanais para a América do Norte.

O crescimento neste mercado muito competitivo foi bem planeado e executado e hoje cinco das sete rotas do Longo Curso mais rentáveis da TAP estão na América do Norte. Entre 2015 e 2019, o mercado norte-americano mais do que duplicou o seu peso relativo no total das receitas de passagens da TAP, correspondendo atualmente a 14% do total de receitas de passagens da companhia, e subiu de nono maior mercado gerador de receita, em 2015, para a terceira posição em 2019.

O mercado norte-americano permite compensar a volatilidade do mercado brasileiro, que tem dado sinais de recuperação nos últimos meses. A TAP operava em 2015 um total de 77 frequências para o Brasil, subindo para 85 em 2019. A TAP continua a ser a companhia aérea líder no transporte aéreo de passageiros entre o Brasil e a Europa, indica em comunicado.

No total da sua rede de destinos, a capacidade total disponibilizada pela TAP medida em ASK aumentou 12%, enquanto as concorrentes em rotas homólogas aumentaram 5%.

A TAP transportou mais de 17 milhões de clientes em 2019, um incremento de 8% face ao ano anterior, consolidando a sua trajetória de crescimento.

Prémios nacionais e internacionais reforçam confiança e preferência dos clientes, analistas de mercado e investidores na TAP
A TAP foi distinguida pela sua atividade em 2019 com importantes prémios nacionais e internacionais, dos quais se destacam o prémio “Issuer of the year” dos Euronext Lisbon Awards, o European Debt Deal of the Year” pela Airline Economics e a distinção como “Melhor Classe Económica” entre as companhias europeias e a sexta melhor a nível mundial, na opinião dos leitores do USA Today. Estes prémios são o reconhecimento inequívoco do trabalho que tem sido feito por toda a equipa TAP e atestam a sustentabilidade da transformação em curso, traduzindo a credibilidade alcançada pela Companhia no mercado financeiro nacional e internacional e a preferência e confiança dos nossos clientes na TAP e no seu futuro.