#FuturoTAP: TAP e o futuro da companhia aérea nacional

#FuturoTAP: TAP e o futuro da companhia aérea nacional

Categoria Business, Transportes

Está longe o tempo de ser clarificado o futuro da transportadora aérea nacional, mas parece ser consensual para os Conselheiros Ambitur que esta é hoje um dos suportes da economia do país, sendo por isso indispensável a sua manutenção, seja qual for o custo. Jorge Rebelo de Almeida, CEO da Vila Galé e “Conselheiro Ambitur”, quando questionado sobre a atual situação da TAP afirma acreditar que “esta é vital para a atividade económica em geral e em particular para o turismo nas suas várias vertentes.”

Apesar de ser numa pequena nota que o Expresso noticia que está em marcha um “superpacote para a TAP” no âmbito de um pacote de medidas fiscais e financeiras para apoiar o setor da aviação, ainda não está definido o que este inclui. Acrescenta o Jornal Económico que “o Governo está a preparar um pacote de medidas específico para o setor da aviação, seguindo já algumas orientações de Bruxelas, e que abrange todos os agentes económicos do setor; transporte aéreo (onde se inclui a TAP e a SATA), aeroportos, navegação aérea (ANA), aviação executiva, manutenção e handling (serviços prestados em terra para apoio às aeronaves, passageiros, bagagem, carga e correio), entre outros”.

Nos últimos dias, Humberto Pedrosa, sócio da Atlantic Gateway, também apelou à união de acionistas, administradores e trabalhadores da TAP para “vencer a crise”, numa grande entrevista dada ao Jornal Económico. Nesta entrevista, o responsável diz que a empresa precisa de financiamento e só depois aumentar capital.

Recorde-se que esta é uma empresa em que o Estado tem 50% do capital da TAP, mas o acordo com o acionista Gateway, de David Neeleman e Humberto Pedrosa, prevê que a gestão seja privada. Em termos de resultados, o Grupo TAP, nos últimos dois anos, apresentou resultados negativos superiores a 223 milhões de euros e, desde que foi privatizada em 2015, só teve resultados positivos em 2017, de 21,2 milhões de euros.

Como contrabalanço, a TAP indica que “foi a empresa que mais investiu em Portugal em 2019”, nomeadamente mais de 1,5 mil milhões de euros, incluindo a compra de 30 aviões novos que permitiu a renovação de 70% da frota de longo curso”. O ano transato fica ainda marcado pela contratação de 900 colaboradores.

Mas hoje a TAP está com o seu negócio praticamente parado em resultado da suspensão temporária da prestação do trabalho para cerca de 90% dos colaboradores, devido à pandemia da COVID-19. De que forma pode a companhia ultrapassar este momento e qual será a dimensão da empresa quando voltar ao ativo parecem ser as grandes questões que afetarão a economia do país, assim como o desenvolvimento turístico. Estas são as questões que estão a ser debatidas entre os acionistas, governo português e Bruxelas. Iremos nos próximos tempos acompanhar o desenlace das mesmas.

* Durante os próximos dias iremos publicar vários artigos assim como comentários dos Conselheiros Ambitur sobre a transportadora aérea.

Pedro Chenrim