Turismo de Lisboa confortável com actual modelo de promoção externa

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Em entrevista à Ambitur, Vítor Costa, director-geral do Turismo de Lisboa, considera que o modelo de promoção externa do país está a trazer resultados, deixando no ar a questão sobre se valerá a pena ali introduzir variantes de fundo. O responsável adianta que está “confortável com o modelo actual” e indica que a “ATL não fez nenhuma proposta para mudar o sistema actual”, quando questionado sobre a hipotética criação de uma Agência de Promoção cujo modelo estaria a ser traçado sob a égide da Confederação do Turismo Português (CTP) para apresentação à Secretaria de Estado do Turismo. Em vésperas de começar a concretizar da promoção externa de Lisboa para o próximo ano, o responsável indica ainda que tem havido melhorias na actuação do Turismo de Portugal ao nível do diálogo com as Agências Regionais.&Relativamente à Agência Nacional que leitura tem deste dossier?O processo ainda não está completamente encerrado tanto quanto sei. Agora, este processo foi inquinado de alguma forma, não houve, durante este período, suficiente tranquilidade de espírito para se poder discutir sem tabus esta situação. A verdade é que o que existiu foi uma ideia apenas, a ideia de procurar encontrar uma solução institucional de parceria pública/privada para se encarregar da promoção turística.É preciso deixar que as pessoas repousem, que haja tranquilidade, e não sei se é preciso ou não essa Agência. Temos que reconhecer o seguinte, as coisas estão a correr bem, se está a correr bem, porque é que vamos aqui mexer? É importante discutir com o Turismo de Portugal algumas opções, alguma atitudes, algumas formas de actuar do Turismo de Portugal, aliás tem havido uma evolução positiva nessa matéria, também em relação às Agencias Regionais, mas o sistema existe, está a funcionar. Daqui a pouco estamos com outro ano à porta, é preciso dizer como vai ser para o ano de 2015. Um dos problemas com consequências negativas, é que estamos em transição há quatro anos, ou porque vai haver eleições, ou porque houve eleições, ou porque vai mudar o sistema, ou porque estamos a discutir e ninguém consegue preparar as coisas com mais tempo, é tudo ano a ano. Estamos outra vez na iminência de um ano, agora pode sempre haver melhorias e acho que se houver tranquilidade tem que haver melhorias. Mas sem a participação privada não se consegue desenvolver o turismo. Esta é uma realidade concreta e por outro lado sem a parte pública, e sem o respeito pela parte pública também não, portanto é preciso encontrar aqui formas de trabalhar em conjunto.&Ainda acredita num modelo de promoção externa para o próximo ano?Estou confortável com o modelo actual. Aqui a ATL não fez nenhuma proposta para mudar o sistema actual. No nosso caso estamos confortável com ele e estaremos também empenhados em qualquer solução que seja para melhorar o modelo ou para ter outro que seja melhor, agora claro que a certa altura o tempo começa a pressionar, e já estamos em meados de Maio e a partir de Julho vamos ter que começar a fazer as inscrições nas feiras internacionais. Alguém tem de fazer isso, se são os actuais protagonistas, ou até lá, existem outros, não sei. Mas como eu disse, temos uma situação vantajosa, não estamos pressionados. Quanto ao processo da Agência Nacional teve um problema derivado de uma movimentação, também muito localizada, de agendas pessoais e se calhar partidárias e regionais, que não irão inquinar nada do essencial no que diz respeito à promoção.&Por Pedro Chenrim (este excerto faz parte da entrevista de Vítor Costa, publicada na edição 270 da Ambitur)