Um Fator/Palavra-Chave para o Negócio Turístico nos próximos anos: “Design e conceção de espaços”

by Inês Gromicho | 5 Dezembro 2019 15:42

Design e conceção de espaços: novos desafios para a hotelaria moderna

Francisco Moser, Managing Director Discovery Hotel Management (DHM)

A indústria hoteleira continua a evoluir a uma velocidade supersónica! Todos os dias, em todas as geografias, surgem diferentes conceitos de alojamento e diferentes tipos de hotéis, como resposta a um mercado cada vez mais dinâmico, competitivo e exigente.

Os sinais das novas gerações de turistas são claros: proximidade, flexibilidade, simplicidade, autenticidade e sustentabilidade são algumas das suas palavras de ordem, para as quais a hotelaria moderna terá de se preparar ou adaptar.

É neste contexto que, entre os principais eixos estratégicos que identifico para a próxima década, elejo o design e a conceção dos espaços como sendo um dos principais fatores, senão o principal, que responde a este conjunto de exigências. Desengane-se quem pensa que o design se limita ao lado estético. O design deve promover o aumento de receitas, servindo sobretudo os aspetos práticos e funcionais do negócio hoteleiro, quer na perspetiva do hóspede quer na perspetiva do staff. Toca a todos quantos visitam, trabalham ou interajam com o hotel.

Na prática, o que significa isto exatamente? Em traços muito gerais, consiste numa redefinição de todas as áreas públicas, incluindo outlets de F&B, que garanta que cada metro quadrado seja um profit center. Espaços abertos e multifuncionais, eliminação de barreiras físicas entre clientes e staff, zonas de coworking, serviço de bar e de restauração ininterruptos, cozinha aberta e utilização de mobiliário confortável, funcional e amigo do ambiente.

Os grandes grupos hoteleiros já o perceberam e os novos empreendedores do setor também. Graças a eles o mercado oferece hoje soluções inovadoras, desde as mais simples operações de alojamento local até a grandes resorts turísticos. É interessante observar grupos “tradicionais” como a Accor, Hilton, IHC ou Marriott, saírem da sua zona de conforto e reinventarem uma nova hotelaria, lançando para o mercado marcas criativas alinhadas com estas novas tendências.

(Indicado por Rodrigo Machaz[1])

*No 29º Aniversário da Ambitur retomámos um desafio já lançado por nós há três anos e, uma vez mais, o setor correspondeu. O “Passa a Palavra” colocou o primeiro repto a Gonçalo Rebelo de Almeida, da Vila Galé; Nuno Mateus, da Solférias; Frederico Costa, das Pousadas de Portugal e Manuel Proença, da Hoti Hotéis. Estes quatro profissionais explicaram quais os desafios que se colocam ao Turismo nos próximos tempos e ficaram também incubidos de nos indicar a quem poderíamos lançar o mesmo repto. Ao longo dos próximos dias iremos publicar aqui os 29 comentários que resultaram deste “Passa a Palavra”, acrescentando também quem foi indicado por cada um dos comentadores.

Endnotes:
  1. Rodrigo Machaz: https://www.ambitur.pt/um-fator-palavra-chave-para-o-negocio-turistico-nos-proximos-anos-sustentabilidade

Source URL: https://www.ambitur.pt/um-fator-palavra-chave-para-o-negocio-turistico-nos-proximos-anos-design-e-concecao-de-espacos/