Velas: Um paraíso no meio do Atlântico

Velas: Um paraíso no meio do Atlântico

Na ilha de São Jorge, Velas é um destino de natureza marcado pelas águas azuis do Atlântico, o verde da paisagem e o negro da encosta. A gastronomia local é outro motivo para conhecer esta vila açoriana.

Localizada na Ilha de São Jorge, a Vila de Velas é o destino perfeito numa altura em que tanto se fala de segurança, permitindo que os visitantes sintam a verdadeira “Natureza Pura”. Isso mesmo garante Luís Silveira, presidente do município, que explica que “falar dos Açores é falar de um destino de contemplação da natureza, ao qual a Ilha de São Jorge, e o Concelho de Velas, em particular, não fogem à regra”. E frisa que este é “um local seguro” que permite a realização de várias atividades de mar e de terra, e para todas as idades. Aqui pode fazer passeios de barco ou experimentar desportos náuticos como o mergulho, pesca, surf, bodyboard, stand up paddle e vela. Os mais destemidos podem ainda aventurar-se no canyoning, geoturismo, jeep tours e passeios de bicicleta/BTT. A observação de aves é outra sugestão muito apreciada pelos amantes da natureza.

A Ilha de São Jorge é uma das Ilhas açorianas mais conhecidas para a prática de percursos pedestres, oferecendo-lhe trilhos que levam à descoberta das Fajãs, Reserva da Biosfera, assim classificadas pela UNESCO, e de cenários imperdíveis de uma enorme diversidade de fauna e flora.
Além disso, recorda Luís Silveira, o vasto Património Arquitetónico é ímpar, com uma construção muito à base de pedra de basalto ou da pedra de tufo, da qual são exemplos edifícios de construção barroca como os Paços do Concelho e o seu Jardim da República, ou a Igreja de Santa Bárbara, na freguesia das Manadas, classificada como Monumento Nacional.

E é tendo em conta este património existente que o município está a criar a Rota “Vivências de um Povo”, onde o visitante pode visitar inúmeros pontos que mostram o modo de vida e as tradições de um povo com mais de 500 anos de História. A rota integrará, por exemplo, a Vigia da Baleia em Rosais, os vários Núcleos Museológicos do concelho, os Moinhos de Rosais e Urzelina, as Pias Lavadeiras, a Torre da Urzelina ou a Casa Museu Cunha da Silveira, entre outros. Diz-nos o presidente da autarquia que com esta rota “o visitante terá fácil acesso à História do Concelho, factos e acontecimentos, costumes e tradições, ficando com uma clara noção de como foi e é a vivência do Jorgense, em geral, e do Velense, em particular”.

Outro ponto forte numa viagem a esta ilha açoriana, é a gastronomia. É nestas pastagens verdejantes que são criadas as vacas que dão origem ao leite para o “rei” da gastronomia local: o Queijo de São Jorge DOP. Com mais de 500 anos de História, feito à base de leite cru, esta é a “joia da coroa” da Ilha e das suas gentes. De salientar ainda as tradicionais Sopas do Espírito Santo, a carne de Identificação Geográfica Protegida e, claro, o marisco e peixe fresco, resultado da natural ligação ao mar, com as Ameijoas da Caldeira da Fajã de Santo Cristo a merecer uma nota. Também a doçaria merece ser experimentada, resultando da época dos Descobrimentos, como as “Espécies de São Jorge”.

Luís Silveira não tem pois dúvidas de que Velas é um destino a não perder, estando inserido numa Ilha onde ” o verde da paisagem é imenso, o azul do mar, num claro contraste com o negro da encosta, leva a momentos de paz e harmonia, num claro contacto com a natureza, em locais de beleza rara, como por exemplo na Poça Simão Dias, na Fajã do Ouvidor, considerada como uma das mais belas piscinas naturais do país”. O povo hospitaleiro sabe abraçar quem o visita, sublinha o autarca, que não hesita em apelidar Velas de verdadeiro “Paraíso no Meio do Atlântico”.

Este artigo foi publicado na edição 331 da Ambitur.