Vinho “pode ser motivo para quem nos visita”, afirma ViniPortugal

Vinho “pode ser motivo para quem nos visita”, afirma ViniPortugal

Jorge Monteiro

Qualquer pretexto para visitar Portugal é bom. O destino oferece história e tradição aliada a contemporaneidade, cultura, animação e gastronomia. Mas também os vinhos portugueses têm potenciado o aumento do valor da experiência do turista no país.

“Sendo o vinho um produto do território, o mesmo vinho pode ser motivo para quem nos visita” como recurso modelar, afirma o presidente da ViniPortugal em entrevista à Ambitur.pt. “O momento que os Vinhos de Portugal atravessam ajuda a reforçar e valorizar a imagem do nosso país”, explica.

No entanto, o responsável da ViniPortugal crê que o vinho não terá influência relevante em termos de motivação para quem visita Portugal, embora considere que “dentro de alguns anos o possa ser”. Para Jorge Monteiro falta, por exemplo, oferta enoturística “devidamente estruturada, com dimensão, profissionalismo e bem comunicada”.

Embora sem adiantar números, a presidência da ViniPortugal defende que existem “perceções” que lhes permitem ter uma ideia do peso do produto em Portugal. Essas conclusões são obtidas quer através da subida do fluxo turístico nas salas de provas da associação em Lisboa e no Porto, como dos resultados positivos atuais anunciados para o setor da restauração, importante alavanca de vinhos portugueses.

Provas disso são também os pedidos de informação que a associação afirma receber de turistas estrangeiros, interessados em saber onde comprar as mesmas bebidas nos países de origem. No regresso, prossegue o responsável, o vinho “deixa uma imagem muito acima da expetativa que o visitante tinha no momento da chegada”.

Só este ano, a associação dedicada à promoção internacional dos vinhos portugueses realizou dois eventos no Brasil, no Rio de Janeiro e em São Paulo, em parceria com o Turismo de Portugal, onde divulgou simultaneamente Portugal como produtor de vinhos e destino turístico. Anualmente, a ViniPortugal convida ainda mais de 200 jornalistas de vinhos, sommeliers e compradores para visitas de promoção ao património material, imaterial erigido ou natural.