VIP Hotels: “As medidas restritivas e o início da época baixa representam uma forte ameaça à recuperação da atividade turística”

VIP Hotels: “As medidas restritivas e o início da época baixa representam uma forte ameaça à recuperação da atividade turística”

Perante a nova realidade de convivência com a Covid-19, Ambitur.pt está a falar com alguns grupos hoteleiros para perceber como estão a atuar e que previsões é possível fazer. Miguel Cymbron, diretor de Vendas e Marketing do Grupo VIP Hotels, esclarece que a fase de confinamento terminou com apenas uma unidade em operação, o VIP Executive Arts, para onde foram canalizados todos os clientes dos restantes hotéis da cadeia. Em junho, iniciou-se o processo de reabertura e, em setembro, são oito as unidades já em funcionamento. O responsável admite que, durante este período, se verificou “um crescimento lento”.

O que leva a encarar os próximos meses “com enorme preocupação”, frisa. Miguel Cymbron explica que embora o mês de setembro seja, tradicionalmente, o mais forte em Lisboa, este ano “não será positivo em termos de negócio, e já nos deparamos com novas restrições de mobilidade e reunião de pessoas, com a nova fase de contingência”. Além disso, a verdade é que os mercados-chave permanecem fechados, como é o caso do Brasil, EUA e, agora, novamente, o Reino Unido.

O que faz com que o VIP Hotels perspetive “um mês de outubro em linha com setembro e depois uma época baixa longa e penosa com níveis de negócio baixos e insatisfatórios”. Claro que, perante este cenário, as unidades que permanecem encerradas assim o continuarão, sendo que as restantes “ainda estão em fase de avaliação”. Mas o responsável não nega: “todos os cenários estão em cima da mesa”.

Miguel Cymbron não vislumbra ainda uma retoma turística até porque “as medidas restritivas que estão a ser impostas, conjugadas com o início da tradicional época baixa, representam uma forte ameaça à recuperação da atividade turística, nas duas regiões que operamos: Lisboa e Açores”.

Quanto a números de 2020, o grupo tem a certeza de que “são muito inferiores em termos de ocupação, o que se refletiu na ADR das unidades. O resultado é um RevPar muito abaixo do que seria necessário”, acrescenta.

O que leva o diretor de Vendas e Marketing do Grupo VIP Hotels a sublinhar que “o setor da hotelaria terá de ser devidamente apoiado pelas autoridades nacionais, sob pena de assistirmos a uma catástrofe entre novembro 20 e março 21”.

Inês Gromicho