Vítor Costa foi diretor convidado da Ambitur de Março

Vítor Costa foi diretor convidado da Ambitur de Março

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Vítor Costa, presidente da Entidade Regional de Turismo de Lisboa e diretor-geral do Turismo de Lisboa, foi o diretor convidado da edição 319 da Ambitur. Esta é já uma tradição da empresa há cinco anos na edição da BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa. Vítor Costa acedeu ao nosso convite e reuniu com a nossa redação para debatermos algumas temáticas que considera pertinentes para o Turismo.

Leia o editorial escrito pelo próprio em resultado desta colaboração.

 

“Com gosto aceitei o convite para Diretor efémero da Ambitur. Limitei-me a uns palpites e a equipe fez uma edição de que nos orgulhamos. Falamos da “sustentabilidade” do Turismo. Não confundimos com “excesso de turismo” nem com “pegada do turismo”.

Não culpabilizamos o turismo por males endémicos e não o usamos para desculpabilizar o défice de políticas para os enfrentar.

Não subscrevemos a ideia de desviar turistas de um destino para outro, a pretexto da “desconcentração e descentralização”, colocando o “interior” contra o “litoral”, os “pequenos” contra os “grandes”.

A “sustentabilidade” que tratamos nesta edição reconhece a importância do Turismo, mas não como panaceia universal nem como raiz de todos os males.

Mostramos que o Turismo também pode ter impactos positivos fora dos circuitos habituais. Escolhemos o tema da Arte Pública, convidando à visita ao Bairro Padre Cruz, hoje objeto do interesse de imprensa internacional. Mas não confundimos Arte Pública com atentados ao património, perante uma certa passividade.

Refletimos sobre o novo patamar a que Lisboa aspira, passando de um destino turístico de 550 mil habitantes (Cidade) para um destino de 2,8 milhões (Região), consolidando-se como cidade de duas margens. Para isso, o sistema de transportes públicos é decisivo.

Sublinhamos o erro da estratégia “Robin Hood”, de tirar a uns para dar aos outros, e propomos como alternativa a estratégia de Hub, em benefício de todos. Ou seja, reforçar a capacidade de atração dos principais ativos e marcas, criar novos conteúdos e ter boa mobilidade interna.

Demonstramos que esta estratégia também pode funcionar no conjunto nacional, nomeadamente utilizando Lisboa e Porto e, claro, garantindo o transporte aéreo.

Finalmente, desafiámos dois colunistas de gerações e posições políticas diferentes para, perante os sinais de abrandamento, nos darem a sua visão.

Colocamos, assim, em cima da mesa alguns temas sobre a “sustentabilidade” do Turismo, com a participação de parceiros públicos, associativos e empresariais.

Venha o debate!”