Em declarações ao Ambitur.pt, durante a BTL (Better Tourism Lisbon Travel Market), o grupo hoteleiro Oásis Atlântico confirmou ter registado em 2025 o melhor ano de sempre e prepara novos investimentos em Cabo Verde, ao mesmo tempo que admite a possibilidade de expandir em Portugal e no Brasil.

As declarações foram feitas por Ana Abade, Administradora Executiva e Alexandre Abade, CEO do grupo, que avançaram que o volume de vendas deverá atingir cerca de 45 milhões de euros, apesar dos resultados finais do ano passado só serem fechados no próximo mês de março.
Para 2026, o grupo espera continuar a crescer, embora a um ritmo mais moderado. Segundo Alexandre Abade, depois de dois anos de forte subida de preços, prevê-se agora uma estabilização tarifária, ainda que a procura continue a aumentar. A competitividade dos hotéis do grupo em Cabo Verde mantém-se elevada, sobretudo face a outros destinos com aumentos de preços mais acentuados.
Novo projeto reforça presença no Sal
Entre os principais projetos em desenvolvimento destaca-se um novo empreendimento turístico na ilha do Sal, que deverá entrar em funcionamento em 2028, e cuja construção deverá arrancar ainda durante 2026.
Localizado a cerca de 400 metros da praia e próximo do centro de Santa Maria, o novo projeto pretende complementar a oferta existente do grupo naquele destino. O empreendimento permitirá aumentar a capacidade total para cerca de 800 quartos.
O novo conceito “residence” será diferente dos hotéis atuais, apostando em unidades maiores e mais adequadas a famílias e grupos. Ao contrário da oferta tradicional do grupo, o projeto não funcionará em regime de tudo incluído, prevendo diferentes modalidades de alojamento.
Segundo a empresa, o investimento responde a uma necessidade identificada no mercado, nomeadamente a procura por soluções de alojamento mais flexíveis.
Os restantes hotéis na ilha serão também brevemente intervencionados para melhorias.
Mercado português continua relevante
O mercado português continua a ser considerado estratégico, apesar de representar um volume inferior quando comparado com países como França ou Alemanha. Ainda assim, a empresa destaca a forte ligação emocional e a proximidade com agentes de viagens portugueses.
O grupo hoteleiro considera que o mercado norte-americano ainda tem pouca expressão turística em Cabo Verde, mas acredita que este poderá tornar-se um mercado com potencial no futuro.
Portugal no radar para futuros investimentos
O grupo hoteleiro português que até agora não tem nenhuma unidade em território nacional admite interesse em desenvolver projetos em Portugal, embora reconheça que o elevado custo do investimento, sobretudo em Lisboa e no Porto, dificulta a construção de novos hotéis.
A empresa considera viável a exploração de unidades já existentes do que projetos construídos de raiz nas grandes cidades. Destinos com perfil de lazer, como zonas costeiras ou regiões turísticas, poderão encaixar melhor no posicionamento da marca, tradicionalmente associada a resorts e férias.
As regiões autónomas também são vistas como uma possibilidade, tendo a empresa já estudado oportunidades antes da pandemia.
O Oásis Atlântico está ainda a avaliar oportunidades de expansão no Brasil, onde já conta com um hotel, na região de Fortaleza, este que também registou resultados positivos.
Entre os hotéis do grupo, o Salinas destaca-se como a unidade com maior impacto em termos de volume de negócio.
1.ª vez com stand próprio na BTL
A participação com stand próprio pela primeira vez na BTL insere-se numa estratégia de “reforço da marca”. Até ao momento, a empresa havia dependido dos operadores turísticos, mas considera que a notoriedade da marca será cada vez mais importante num mercado turístico crescente.
A presença nesta e em outras feiras internacionais também pretende reforçar o contacto com investidores e promotores e abrir caminho a novas oportunidades de crescimento.
Por Diana Fonseca




















































