Rui Ventura, presidente da Turismo Centro de Portugal, inaugurou o stand da entidade na BTL afirmando que “2025 foi o melhor ano turístico da nossa história” e garantindo que a região “está a trilhar o rumo certo”.

Com quase oito milhões e meio de dormidas e 552 milhões de euros de proveitos, o Centro de Portugal cresceu pelo quinto ano consecutivo, ganhando mais mercados internacionais e maior valor acrescentado. Resultados que, frisou Rui Ventura, confirmam que “o turismo é um dos pilares estruturantes da economia nacional e da economia regional” e que “o Centro de Portugal é também um instrumento decisivo e fundamental para a coesão territorial”.
O presidente da entidade recordou, no entanto, que estes números não são um acaso mas sim resultado de uma “estratégia clara de diversificação do produto, de qualificação da oferta e, acima de tudo, de muito trabalho em rede”. E garantiu que é este o caminho da região, um caminho de cooperação.
Por outro lado, Rui Ventura não fugiu ao facto de 2025 não ter sido um ano fácil para o Centro de Portugal, com agosto a ser marcado por incêndios devastadores. E lembrou que também 2026 começou da pior maneira, com episódios severos de inundações. Porém, “o Centro de Portugal sabe reagir, já superou desafios no passado e voltará seguramente a superar este”.
Dirigindo-se ao secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado, também presente para a inauguração oficial do stand do Turismo Centro de Portugal na BTL, reforçou a necessidade de se criarem âncoras estruturantes no território, grandes eventos e marcas fortes, produtos turísticos diferenciadores e infraestruturas qualificadas, capazes de atrair visitantes e de os levarem a percorrer todo a região. Isto porque, sublinhou Rui Ventura, “o Centro de Portugal não quer ser um destino de massas, quer ser um destino de valor”, ou seja, aprofundou, “não queremos concentração, queremos distribuição, não queremos um crescimento desequilibrado, queremos desenvolvimento partilhado”.
Uma visão que está bem evidente no Plano Regional de Desenvolvimento Turístico e no Plano de Marketing da Turismo Centro de Portugal, também apresentado nesta ocasião por Carlos Costa, professor na Universidade de Aveiro.
Grandes linhas orientadoras do Plano Regional
São três as grandes linhas que sustentam o Plano Regional de Desenvolvimento Turístico e o Plano de Marketing da Turismo Centro de Portugal. Começando desde logo pela consolidação do setor empresarial do turismo e também por apoiar o desenvolvimento de um sistema organizacional e de governança para a região.
O último eixo é leva mais longe o turismo na região, através de apostas como fazer do turismo um instrumento efetivo de desenvolvimento; levando riqueza e valor às comunidades locais; promovendo a coesão territorial e social, e combatendo o despovoamento; associando o turismo ao combate dos incêndios florestais e de outras catástrofes naturais; utilizando o turismo como um elemento sustentado e regenerativo da região; promovendo o potencial de educação, formação e investigação existente; e refletindo sobre a acessibilidade na região.
Por Inês Gromicho, na BTL 2026.


















































