O Algarve é o destino do mês de novembro da Ambitur. Num roteiro de cinco dias elaborado pelo Turismo do Algarve, percorremos a região de lés a lés, passando pelos 16 concelhos deste vasto território. De Alcoutim ou Vila Real de Santo António até Vila do Bispo ou Aljezur, atravessámos o litoral e o interior, e conhecemos iniciativas e projetos turísticos que contribuem para que o Algarve continue a ser hoje um destino que merece ser visitado ao longo de todo o ano.
Vilamoura é hoje a nossa paragem neste roteiro. Um dos destinos mais conhecidos e acarinhados do Algarve, criado a partir da década de 70 e centrado na Marina, não parou no tempo. A entrada da Arrow Global, um grupo britânico de fundos de investimento, na propriedade e gestão de alguns dos principais ativos estratégicos desta região veio trazer uma nova dinâmica e uma nova ambição a Vilamoura, que pretende continuar no coração dos portugueses e estrangeiros que tão bem a conhecem, reposicionando-se com novos projetos e iniciativas.
À nossa espera, em Vilamoura, num gabinete com vista sobre a nova marina, está John Calvão, managing principal e co-head of fund na Arrow Global. Metade português, com família numa pequena aldeia de Chaves onde recorda ter passado muitos verões, e metade norte-americano, com pais que emigraram para os EUA e onde viveu, perto de Nova Iorque, praticamente toda a sua vida, dividido entre a escola americana de dia e a escola portuguesa de noite, o gestor explica o que tem sido feito neste destino e o que podemos esperar do futuro. São mais de 250 mil metros quadrados para desenvolver mas já há muitos projetos em curso.
A nível residencial, John Calvão indica que há já muito construído e vendido. É o caso de empreendimentos, alguns residenciais outros turísticos, como o Vilamoura Parque ou o The Nine, o primeiro com vendas a 100% e o segundo praticamente vendido. Em construção está o Terracota, já 60% vendido. E há mais projetos em construção, como é o caso do Springs at the Els Club, do Botanica, perto do antigo casino. O Zestia é o primeiro empreendimento turístico, e fica perto do Botanica. E John Calvão aponta ainda o Natura Village, perto da histórica Estalagem da Cegonha, o Nobilus ou o Town Gardens, também residenciais.
Por outro lado, a Arrow Global é proprietária de sete hotéis em Vilamoura e não tem tido mãos a medir com as renovações destas unidades. A começar pelos três hotéis Dom Pedro – Dom Pedro Portobelo, Dom Pedro Marina e Dom Pedro Vilamoura – todos na marina. Além disso, conta com o Hilton Vilamoura – As Cascatas Golf Resort & SPA, e o Vilamoura Garden, ambos perto do campo de golfe Pinhal. E também com o atual Victoria Golf Resort & Spa, antigo Anantara, que este ano ainda ganha uma nova marca, e passa a ser o primeiro hotel da marca Fairmont em Portugal. Por fim, o grupo irá construir um boutique hotel na antiga Estalagem da Cegonha muito ligado ao novo Centro Hípico.
O Dom Pedro Marina vai fechar portas para renovação já no próximo ano e o Dom Pedro Vilamoura reabre em breve como Hyatt Regency Vilamoura, isto depois de ter sofrido uma remodelação completa.
No segmento do golfe, a Arrow Global tem cinco campos em Vilamoura e aqui a renovação também está em curso. O Old Course, reconhecido como uma obra-prima do golfe, e o segundo mais antigo do Algarve, está já de “cara lavada”, com um novo clubhouse. John Calvão admite ter uma predileção por este campo. Em renovação está o Pinhal. E o Millennium, inaugurado em 2000, e o Laguna, também já mereceram intervenções ao nível dos campos, ficando por fazer ainda a renovação dos respetivos clubhouses. Por fim, o novo The Els Club, o antigo Victoria, foi completamente reformulado e apresenta-se como o primeiro clube de golfe privado no Algarve.
Ou seja, o destino Vilamoura, e consequentemente o Algarve, está perfeitamente preparado para receber grandes competições, como demonstra bem o anúncio recente da realização da primeira prova do PGA Tour Champions na Europa em 2026, que acontece precisamente no The Els Club.
Além do golfe, Vilamoura contará com um Centro Desportivo de excelência, capaz de atrair visitantes de todo o mundo durante todo o ano, que promete ser um dos maiores da Europa. Estamos a falar de cinco campos relvados e mais de 20 de padel e ténis, um pavilhão e uma piscina olímpica. Este centro complementa assim o renovado Centro Equestre de Vilamoura, que regressa assim às competições internacionais e que movimentará até quatro ou cinco mil cavalos por dia.
Recentemente, a nova marina já entrou em operação, um projeto que ficou concluído em cerca de um ano, e que trouxe mais 68 postos de amarração para iates de grande dimensão. Mas o objetivo é criar aqui um novo destino premium, com ligação à antiga marina, mas que se destacará por oferecer uma nova zona de comércio e restauração, elevando assim o patamar deste destino.
Todos estes projetos têm trazido um novo fôlego a Vilamoura, admite John Calvão, e contribuído, claro, para o combate à sazonalidade no Algarve, pois não só chamam à região pessoas de todo o mundo, pelas mais variadas razões, como também as atraem a escolher o destino para viverem e trabalharem. Até porque além do clima, que sempre funcionou a favor desta região, e dos serviços, que têm melhorado muito, também a questão da saúde começa a ser respondida, embora o gestor reconheça que ainda é preciso fazer mais. Mas só assim será possível, conforme ambiciona, ter em Vilamoura pessoas dos “zero aos 100 anos”.
Outra questão que faz parte das preocupações da Arrow Global é a sustentabilidade. Do ponto de vista ambiental, John Calvão sublinha: “já fizemos muito e vamos fazer muito mais”.
No The Els Club, por exemplo, houve uma redução de 40% da água utilizada no campo, com a diminuição do espaço de relva. E isso acontece também nos outros campos, com renovações que permitiram cortar no desperdício que algumas estruturas, já desatualizadas, acarretavam. Neste momento, aguardam que a Inframoura estabeleça a última ligação à ETAR para que se possa utilizar água reciclada nos campos de golfe.
Por outro lado, a nova marina é a primeira em Portugal a contar com postos de abastecimento elétricos e ainda um posto de dessalinização, que permite lavar os barcos com água do mar tratada.
Vilamoura conta já com uma comunidade solar, uma solução que permite aos residentes produzir e consumir energia solar, através da instalação de painéis solares estrategicamente colocados.
Por outro lado, John Calvão não esquece a componente da sustentabilidade social e indica que Vilamoura pretende fazer habitação a custo controlado e investir em iniciativas que apoiem a comunidade local mais desfavorecida.
Com uma visão assente na inovação, sustentabilidade e valorização do território, Vilamoura reafirma-se assim como um destino de excelência, preparado para enfrentar os desafios do futuro sem perder a sua identidade. O investimento contínuo em infraestruturas, a aposta na qualidade de vida e o compromisso com a comunidade local demonstram que o projeto liderado pela Arrow Global vai muito além do turismo — é um modelo de desenvolvimento integrado que pretende fazer de Vilamoura um exemplo de equilíbrio entre progresso, natureza e bem-estar. O Algarve, com destinos como este, prova que continua a ser um lugar onde viver, visitar e investir é sempre uma boa escolha.
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