Com 22 hotéis e 3.150 quartos em portfólio, a Hoti Hotéis mantém-se numa trajetória positiva, voltando, em 2025, a bater recorde de receitas e resultados. Isto garantiu o fundador do grupo, Manuel Proença, referindo que o último ano representou receitas de 121 milhões de euros e que ficou marcado pela abertura de novas unidades, como é o caso do mais recente Meliá São João da Madeira.
Considerando ainda que o “clima empresarial continua a ser convidativo em Portugal”, o fundador frisou também que o grupo não tem dívida e que por isso está “disponível para fazer investimento” e “continuar a crescer pelas próximas gerações”.
O CEO da Hoti Hotéis, Miguel Proença, confirmou que o “ano fechou sólido” e que a Madeira continua a ser o destino com maior expressão, “importante nas receitas globais do grupo”, seguindo-se Braga, que se marca por ser um destino bem procurado e equilibrado.
Todavia, esta expressão não se dá em todos os destinos, admitiu o CEO, referindo que Leiria, Porto, Peniche e agora Lisboa são mais “complicados”. O primeiro destino “frágil e com cada vez mais oferta”, o Porto também pela forte concorrência hoteleira, o terceiro muito demarcado pela sazonalidade e Lisboa que tem a âncora “aeroporto”.
Mesmo assim, o crescimento foi de +7% face a 2024, com a taxa de ocupação a decrescer 0,5 p.p. e o preço médio a subir 5%, tendo ficado nos 106 euros no último ano. Em relação a mercados, o nacional continua a ser o principal, mas com destaque para o crescimento norte-americano e a resiliência do mercado espanhol.
130M€ em próximos investimentos
Como já mencionado, a expansão do grupo em território nacional continua a bons passos, estando previstos cerca de 130 milhões de euros em próximos investimento – um grande projeto em Aveiro, junto à Ria, com parte hoteleira e residencial, que representa cerca de 80 milhões de euros, e um hotel Residence no Porto, perto dos 60 milhões de euros.
Ainda em 2026, a Hoti Hotéis espera arranca a construção do novo Meliá na Boavista, no Porto, que terá 222 quartos. Só esta unidade poderá representar um investimento de 85 milhões de euros, com expectativa de abrir ao público em 2028.
Estão também previstos 12 a 14 milhões de euros em remodelações de outras unidades, como o Meliá Ria, em Aveiro, e o TRYP Montijo Parque Hotel, sendo que as requalificações passam pela melhoria da oferta e pelo upgrade de serviço, assegurou Ricardo Gonçalves, board member do grupo. O próprio ainda recordou que está em curso a construção de um hotel INNSiDE no Porto, que espera inaugurar no próximo ano.
Sendo que a Hoti Hotéis se tem focado no investimento de raiz nos últimos anos, o responsável afirmou que o montante investido pode ser sempre variável, pois os custos de construção estão a aumentar 7% ao ano.
Em relação a expansão internacional, os representantes do grupo continuam a piscar o olho ao país vizinho (Espanha), sem idealização de nenhuma região, e em Portugal mantêm-se fora do Alentejo, Açores e Algarve, mas garantem estar atentos ao mercado, apesar do “desafio dos processos de licenciamento e dos processos de justiça”.
Sobre o investimento em Monte Gordo, Ricardo Gonçalves afirmou que “fomos enganados” e que não há desenvolvimentos, estando o caso em tribunal. “Pagámos o terrenos, IMT e imposto de selo e continuamos a pagar IMI, não tendo uma janela para a resolução do problema”, declarou.

Por Diana Fonseca



















































