Em janeiro de 2026, o setor do alojamento turístico registou 1,7 milhões de hóspedes e 3,7 milhões de dormidas, correspondendo a aumentos homólogos de 3,8% e 2,0%, respetivamente (em dezembro, +4,5% e +3,0%, pela mesma ordem), segundo os dados divulgados pelo INE.
As dormidas de residentes atingiram 1,3 milhões, refletindo um crescimento de 4,7%, inferior ao observado em dezembro (+6,0%). As dormidas de não residentes ascenderam a 2,4 milhões, com um aumento de 0,7%, também abaixo do registado no mês anterior (+1,2%).
Canadá e Brasil registaram os maiores crescimentos em janeiro
Em janeiro, os 10 principais mercados emissores representaram 70,6% do total de dormidas de não residentes. O mercado britânico manteve a liderança, com uma quota de 14,0% do total, embora tenha prolongado a trajetória de decréscimo dos meses anteriores (-3,6%, após -0,1% em dezembro).
O mercado alemão foi o segundo principal mercado emissor (11,2% do total), mantendo a trajetória de crescimento, com um aumento de 1,3% (+0,8% em dezembro). Seguiu-se o mercado espanhol, na 3ª posição, com uma quota de 8,5% e um crescimento de 3,3%, após a diminuição de 3,4% observada em dezembro.
Entre os 10 principais mercados emissores em janeiro, o mercado canadiano apresentou o maior aumento (+12,5%), seguindo-se o mercado brasileiro (+8,2%). maior decréscimo observou-se no mercado francês (-8,3%).
Norte foi a região com maior crescimento nas dormidas em janeiro
Em janeiro, os maiores aumentos no número das dormidas registaram-se no Norte (+8,2%) e no Centro (+5,6%). Em sentido contrário, a RA Açores e o Algarve apresentaram os decréscimos mais acentuados (-5,8% e -4,7%, respetivamente). A Grande Lisboa (30,2%) e o Norte (19,5%) concentraram a maior proporção de dormidas.
As dormidas de residentes cresceram, sobretudo, na Grande Lisboa (+9,8%) e no Centro (+7,8%). As Regiões
Autónomas da Madeira e dos Açores foram as únicas a registar decréscimos (-4,2% e -2,5%, respetivamente).
Relativamente às dormidas de não residentes, apenas no Norte (+10,8%) e na Grande Lisboa (+ 3,6%) se observaram aumentos. Os maiores decréscimos ocorreram na RA Açores (-10,3%) e na Península de Setúbal (-9,4%).
Estada média diminuiu em janeiro
Em janeiro, a estada média nos estabelecimentos de alojamento turístico fixou-se em 2,25 noites, refletindo uma diminuição de 1,7% (-1,4% em dezembro). s valores mais elevados mantiveram-se na RA Madeira (4,62 noites) e no Algarve (3,48 noites). Estas regiões, bem como a RA Açores (2,46 noites), apresentaram estadas médias superiores à média nacional. As estadias mais curtas ocorreram no Centro e no Oeste e Vale do Tejo (1,56 noites em ambas). O Alentejo destacou-se pelo maior aumento deste indicador (+2,9%), atingindo 1,85 noites.
A estada média dos residentes diminuiu para 1,68 noites (-1,1%) e a dos não residentes para 2,77 noites (-1,3%).
A RA Madeira continuou a apresentar as estadas médias mais prolongadas, com 5,14 noites para os não residentes e 2,90 noites para os residentes.
Taxas líquidas de ocupação-cama e quarto diminuíram pelo 6º mês consecutivo
Em janeiro, a taxa líquida de ocupação-cama fixou-se em 28,6%, menos 0,4 p.p. do que no mesmo mês do ano
anterior (-0,3 p.p. em dezembro). A taxa líquida de ocupação-quarto situou-se em 36,6%, registando um decréscimo de 0,8 p.p. (-0,3 p.p. em dezembro).
A RA Madeira (49,6%) e a Grande Lisboa (38,2%) apresentaram as taxas de ocupação-cama mais elevadas. Os valores mais baixos foram observados no Alentejo (18,3%) e no Oeste e Vale do Tejo (18,6%). A RA Madeira registou o maior decréscimo neste indicador (-3,8 p.p.), seguida do Algarve (-1,8 p.p.), enquanto o aumento mais expressivo ocorreu no Oeste e Vale do Tejo (+0,9 p.p.).
Proveitos registaram crescimento de 5,6%
Em janeiro, os proveitos totais atingiram 276,8 milhões de euros e os de aposento ascenderam a 199,5 milhões, refletindo crescimentos de 5,6% em ambos os casos (+6,8% e +5,7% em dezembro, pela mesma ordem).
A Grande Lisboa foi a região que mais contribuiu para os proveitos do mês (35,0% dos proveitos totais e 36,9% dos proveitos de aposento), seguida da RA Madeira (19,7% e 18,6%, pela mesma ordem) e do Norte (16,5% e 16,8%, respetivamente).
Os acréscimos mais expressivos de proveitos ocorreram na RA Madeira (+8,8% nos proveitos totais e +8,0% nos de aposento), no Centro (+8,4% e +13,8%, pela mesma ordem) e no Norte (+6,8% e +7,9%, respetivamente).
RevPar e ADR mantiveram crescimento em janeiro
Em janeiro, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) atingiu 33,8 euros, correspondendo a um
crescimento de 1,3% (+1,5% em dezembro). O rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 92,1 euros
(+3,4%, após +2,2% em dezembro).
O RevPAR mais elevado observou-se na RA Madeira (64,9 euros), seguida da Grande Lisboa (54,5 euros). Os maiores crescimentos registaram-se no Centro (+11,5%) e no Oeste e Vale do Tejo (+4,4%), enquanto o maior decréscimo ocorreu na Península de Setúbal (-4,8%).
À semelhança dos valores de RevPAR, os mais elevados de ADR foram observados na RA Madeira (112,8 euros) e na Grande Lisboa (109,6 euros). A RA Madeira registou o maior crescimento deste mês (+11,6%).
Porto e Vila Nova de Gaia destacaram-se com maiores crescimentos
Em janeiro, o município de Lisboa concentrou 25,2% do total de dormidas, atingindo 943,5 mil (+5,2%). As dormidas de residentes aumentaram 7,1% e as de não residentes cresceram 4,8%. Este município concentrou ainda 32,2% do total de dormidas de não residentes em janeiro.
O Funchal foi o segundo município com maior número de dormidas (417,7 mil dormidas, peso de 11,2%), apesar da diminuição de 3,7%, resultante da redução das dormidas, tanto de residentes (-7,0%) como de não residentes (-3,1%). Este município concentrou 14,6% do total de dormidas de não residentes em janeiro.
No Porto, as dormidas totalizaram 351,2 mil (9,4% do total), refletindo um aumento de 11,1%, sustentado pelos crescimentos das dormidas de residentes (+12,0%) e de não residentes (+10,9%).
Entre os 10 principais municípios, destacaram-se ainda os crescimentos das dormidas registados em Vila Nova de Gaia (1,6% do total), +9,2% (+4,1% nos residentes e +14,0% nos não residentes), e em Portimão (1,7% do total), +6,3% (+16,2% nos residentes e +2,1% nos não residentes). Em sentido contrário, os maiores decréscimos foram registados em Loulé (2,6% do total), -12,3% (-1,0% nos residentes e -16,0% nos não residentes), e Vila Real de Santo António (1,4% do total), -9,6% (-18,2% nos residentes e -7,9% nos não residentes).

















































