Em novembro de 2025, o setor do alojamento turístico registou 2,2 milhões de hóspedes e 5,1 milhões de dormidas, o que corresponde a aumentos de 0,8% e 1,0%, respetivamente (em outubro, +3,6% e +2,2%, pela mesma ordem), segundo os dados do INE. As dormidas de residentes totalizaram 1,7 milhões, refletindo um crescimento de 1,4% (+5,8% em outubro). Com 3,4 milhões de dormidas, os mercados externos registaram um aumento de 0,8% (+1,0% em outubro).
Canadá voltou a registar o maior crescimento
Em novembro, os 10 principais mercados emissores representaram 70,0% do total de dormidas de não residentes. O mercado britânico manteve a liderança, com 13,8% do total, embora tenha mantido a trajetória de decréscimo dos últimos meses, recuando 4,1% face ao mês homólogo (-3,5% em outubro). O mercado alemão, segundo principal mercado emissor em novembro (13,0% do total), continuou a crescer, +4,5% (após +1,2% em outubro). Seguiu-se o mercado norte-americano, que ocupou a 3ª posição, com uma quota de 10,2% e um aumento de 3,7% (+2,2% em outubro). Entre os 10 principais mercados emissores em novembro, o mercado canadiano apresentou o maior aumento (+14,8%). O maior decréscimo observou-se no mercado francês (-10,5%).
Algarve registou crescimento expressivo das dormidas de residentes
Em novembro, os maiores aumentos no número das dormidas registaram-se no Alentejo (+4,9%) e no Algarve (+3,5%). Em sentido contrário, a RA Açores e o Centro apresentaram decréscimos de 5,1% e 4,6%, respetivamente.
As regiões com maior peso no total de dormidas foram a Grande Lisboa (28,5%) e o Norte (19,2%).
Os maiores aumentos das dormidas de residentes ocorreram no Algarve (+22,1%) e na Península de Setúbal (+4,1%), enquanto na RA Açores (-5,2%) e no Centro (-4,3%) se registaram os maiores decréscimos.
Relativamente às dormidas de não residentes, destacou-se novamente o Alentejo (+16,2%), seguido do Norte (+5,1%). Pelo contrário, o Centro e a RA Açores registaram os maiores decréscimos, -5,6% e -5,0%, respetivamente.
Estada média aumentou
Em novembro, a estada média nos estabelecimentos de alojamento turístico fixou-se em 2,32 noites, traduzindo um aumento de 0,2% (-1,3% em outubro). Os valores mais elevados deste indicador continuaram a observar-se na RA Madeira (4,68 noites) e no Algarve (3,49 noites). Nestas duas regiões, bem como na RA Açores (2,80 noites), a estada média ficou acima da média nacional. As estadias mais curtas ocorreram no Centro (1,62 noites) e no Oeste e Vale do Tejo (1,66 noites).
A estada média dos residentes aumentou para 1,74 noites (+0,4%) e a dos não residentes para 2,77 noites (+0,1%). O Alentejo foi a região onde este indicador apresentou o maior aumento, +8,9% para 1,90 noites, impulsionado sobretudo pelo aumento da estada média dos não residentes (+14,8% para 2,14 noites). A estada média dos residentes nesta região também aumentou (+ 6,0%, para 1,80 noites).
A RA Madeira continuou a registar as estadas médias mais prolongadas, com 5,16 noites para os não residentes e 3,05 noites para os residentes.
Taxas líquidas de ocupação-cama e quarto continuaram a decrescer
As taxas líquidas de ocupação-cama (36,9%) e de ocupação-quarto (48,2%) nos estabelecimentos de alojamento turístico diminuíram 1,0 p.p. em novembro (após, pela mesma ordem, -0,3 p.p. e -0,2 p.p. em outubro).
O Oeste e Vale do Tejo e a RA Madeira foram as únicas regiões a registar um crescimento da taxa líquida de ocupação-cama em novembro (+0,5 p.p. e +0,4 p.p., respetivamente). Os maiores decréscimos observaram-se na RA Açores (-2,3 p.p.) e na Grande Lisboa (-1,6 p.p.). A RA Madeira e a Grande Lisboa apresentaram as taxas de ocupação-cama mais elevadas (63,4% e 49,9%, respetivamente), enquanto os valores mais baixos foram registados no Alentejo (26,2%) e no Algarve (26,5%).
Proveitos abrandaram em novembro, mas acumulados superaram já totais de 2024
Os proveitos totais atingiram 393,5 milhões de euros e os de aposento ascenderam a 289,3 milhões de euros em novembro, refletindo crescimentos de 2,1% e 1,6%, respetivamente (+7,2% e +5,9% em outubro, pela mesma ordem). Refira-se ainda que os proveitos acumulados no ano até novembro (6,8 mil milhões de euros de proveitos totais e 5,2 mil milhões de euros de proveitos de aposento) já ultrapassaram os valores anuais registados em 2024 (6,7 mil milhões de euros e 5,1 mil milhões de euros, pela mesma ordem).
A Grande Lisboa foi a região que mais contribuiu para a globalidade dos proveitos de novembro (36,9% dos proveitos totais e 39,4% dos proveitos de aposento), seguida do Norte (16,8% e 17,0%, respetivamente) e da RA Madeira (15,4% e 14,6%, pela mesma ordem).
Os acréscimos mais expressivos de proveitos ocorreram no Algarve (+12,5% nos proveitos totais e +15,3% nos de aposento), na RA Madeira (+10,6% e +11,2%, pela mesma ordem) e no Alentejo (+9,3% e +12,4%, respetivamente). A Grande Lisboa apresentou os decréscimos mais acentuados (-4,3% nos proveitos totais e -5,3% nos relativos a aposento).
RevPAR e ADR registaram decréscimos
No conjunto dos estabelecimentos de alojamento turístico, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) atingiu 47,1 euros em novembro, refletindo uma diminuição de 2,2% (+3,0% em outubro). O rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 97,8 euros (-0,1%, após +3,3% em outubro). Ao longo deste ano, para além de novembro, apenas em março se registaram decréscimos nestes indicadores (-2,0% e -0,8%, respetivamente), influenciados pelo efeito de calendário associado ao período de Páscoa.
O valor de RevPAR mais elevado foi observado na Grande Lisboa (86,9 euros), seguindo-se a RA Madeira (78,1 euros), onde se registou o maior crescimento (+10,4%). Os maiores decréscimos registaram-se na Grande Lisboa (-8,8%) e na RA Açores (-5,1%).
À semelhança dos valores de RevPAR, os mais elevados de ADR registaram-se na Grande Lisboa (129,7 euros) e na RA Madeira (106,7 euros), tendo esta última apresentado também neste indicador o maior crescimento (+11,6%). A Grande Lisboa registou o maior decréscimo neste mês (-6,4%).
Portimão destacou-se com crescimento de 19,9%
O município de Lisboa concentrou 23,8% do total de dormidas em novembro, atingindo 1,2 milhões (+1,2%). As dormidas de residentes aumentaram 4,1% e as de não residentes cresceram 0,6%. Este município concentrou ainda 29,4% do total de dormidas de não residentes em novembro.
O Funchal foi o segundo município com maior número de dormidas (485,6 mil dormidas, peso de 9,6%), com um crescimento de 0,6%, suportado pelas dormidas de não residentes, que aumentaram 2,3%, enquanto as de residentes recuaram 7,7%. Este município concentrou 12,2% do total de dormidas de não residentes em novembro.
No Porto, as dormidas totalizaram 466,7 mil (9,2% do total), refletindo um aumento de 4,8%, em resultado dos crescimentos das dormidas de residentes (+5,9%) e de não residentes (+4,5%).
Entre os 10 principais municípios, assinalam-se ainda os crescimentos das dormidas registados em Portimão (2,4% do total), +19,9% (+49,9% nos residentes e +11,3% nos não residentes), e em Vila Nova de Gaia (1,7% do total), +9,3% (+2,4% nos residentes e +15,0% nos não residentes). Em sentido contrário, Cascais (1,8% do total) manteve a trajetória de decréscimo observada ao longo do último ano, registando uma diminuição de 11,8% (-3,1% nos residentes e -15,6% nos não residentes).




















































