O Algarve foi, este ano, o Destino Nacional Convidado da BTL 2026 e André Gomes, presidente do Turismo do Algarve, aproveitou a ocasião para apresentar alguns dados à plateia de entidades públicas e privadas que estiveram presentes no evento que marcou o segundo dia da feira. O responsável chamou a atenção para o facto de que esta distinção espelha a importância do reconhecimento internacional do destino mas também a relevância do mercado nacional.

Hoje, disse André Gomes, o Algarve é muito mais do que sol e praia, ou golfe: “é toda uma diversificação da oferta que nos tem permitido continuar a crescer de forma sustentada e sustentável, como tínhamos delineado no nosso Plano de Marketing Estratégico do Turismo do Algarve”.
Em 2025, a região destaca-se uma vez mais com um “desempenho histórico” e o presidente da entidade destaca aqui o facto de “estarmos a crescer mais em valor do que em alguns dos indicadores que colocam mais pressão nos nossos recursos e nas nossas infraestruturas, sendo este claramente o caminho que trilhámos e através do qual estamos a conseguir atingir os nossos objetivos”.
Num balanço do ano passado, que se caracterizou por recordes ao nível do valor, salienta-se o crescimento de 6,5% ao nível dos proveitos, que atingiram 1,8 mil milhões de euros. “Um número histórico que demonstra bem a capacidade da região valorizar a sua oferta e a atividade desempenhada por empresas, empresários e tantos trabalhadores do setor turístico”. André Gomes realçou ainda o facto de este crescimento ter sido muito superior ao dos hóspedes (+1,8% para 5,3 milhões), que no entanto também atingiram um número histórico. As dormidas cresceram 0,4% para 20,8 milhões, salientando aqui o crescimento do mercado nacional. “O Algarve continua a ser uma das regiões preferidas pelos portugueses para as suas férias, em particular fora da época alta”, evidenciou.
André Gomes abordou ainda o comportamento do Aeroporto de Faro, que registou um crescimento de 5,8% ao nível do número de passageiros, para os 10,4 milhões, salientando a importância da conectividade para o destino.
Estes resultados, lembrou o responsável do Turismo do Algarve, têm permitido à região fazer face a um dos seus principais desafios: a sazonalidade. “Hoje o Algarve está com a taxa de sazonalidade mais baixa da sua história”, frisou, o que significa que, cada vez mais, os três meses de verão têm um peso cada vez menor no global da atividade turística. “Longe vão os tempos em que o Algarve era uma região com atividade turística durante dois ou três meses, no máximo. Temos conseguido desenvolver este trabalho com a perspetiva de mostrar claramente que o Algarve é um destino para todo o ano, com crescimentos, inclusive, em alguns indicadores a dois dígitos em meses que vão de janeiro a abril ou de outubro a dezembro”, referiu.
Esta tem sido a estratégia do destino, no sentido de diversificar segmentos de oferta e permitir criar motivações de visita durante todo o ano, nomeadamente o turismo de natureza ou cultural, o segmento MICE com congressos e incentivos, ou os grandes eventos desportivos.
Além da diversificação da oferta, André Gomes apontou ainda a diversificação ao nível dos mercados emissores. O mercado português continuou a ser o principal ao nível de hóspedes, mas a região tem apostado na diversificação. O crescimento nos mercados tradicionais já consolidados, como o britânico, irlandês, holandês ou até alemão, tem sido acompanhado por um aumento da conectividade aérea que permite trazer novos turistas de outros países, que muitas vezes procuram o destino fora da época alta e em função de produtos menos reconhecidos. O presidente do Turismo do Algarve destaca aqui o crescimento ao nível do mercado norte-americano, canadiano ou a forte aposta em rotas do centro da Europa. No mês de novembro, o Aeroporto de Faro fechou com 10 milhões de passageiros (desde janeiro 2025), e a previsão final para 2025 é que se atinjam 10,4 milhões de passageiros, mais um “número histórico”. O responsável confirmou o interesse de novas companhias aéreas em voar para Faro e do desenvolvimento de novas rotas por parte daquelas que já operam neste aeroporto. Só para este verão 2026, espera-se um crescimento de 4% na capacidade, com mais de 600 mil lugares disponibilizados. Companhias como a Wizz Air ou a Icelandair surgem no mapa e a United Airlines reforça a aposta neste destino.
André Gomes quis ainda destacar o desempenho de alguns dos municípios do Algarve, com Albufeira a surgir como 2º grande destino nacional, depois de Lisboa, sendo responsável por quase 10% do total de dormias registadas no país. Albufeira, Loulé e Portimão, em conjunto, surgem no TOP 3 das dormidas no ranking nacional, sendo responsáveis por 63,1%. Frisou ainda que 2025 fechou com sete municípios algarvios no TOP 15 nacional.
Por Inês Gromicho

















































