No 3.º trimestre de 2024, as viagens dos residentes em Portugal inverteram a trajetória de decréscimo dos primeiros trimestres do ano, registando um aumento de 2,6% (-13,4% no 2ºT 2024) e totalizando 8,2 milhões, em resultado do acréscimo nas deslocações em território nacional (+1,4%; -15,4% no 2ºT 2024) e para o estrangeiro (+9,8%; -1,5% no 2ºT de 2024).
O número de viagens diminuiu em julho (-5,5%), mas aumentou em agosto e setembro (+8,4% e +2,1%, respetivamente).
No 3.º trimestre de 2024, 84,2% das deslocações dos residentes (83,7% no trimestre anterior) ocorreram em território nacional, totalizando 6,9 milhões de viagens, enquanto as restantes 1,3 milhões tiveram como destino o estrangeiro (15,8% do total; 16,3% no trimestre anterior).
O “lazer, recreio ou férias”, tal como no período homólogo, foi a principal motivação para viajar no 3.º trimestre de 2024, originando 5,6 milhões de viagens (+4,2%), que representaram 67,7% do total (+1,1 p.p. face ao 3ºT 2023). As deslocações para “visita a familiares ou amigos” também registaram um acréscimo, +4,3%, em resultado de 2,1 milhões de viagens (26,1% do total, +0,4 p.p. face ao 3ºT 2023), enquanto as viagens por motivos “profissionais ou de negócios” decresceram 18,3%, totalizando 257,6 mil deslocações (3,1% do total; -0,8 p.p. face ao 3ºT de 2023).
Já a marcação prévia de serviços foi utilizada em 47,1% das viagens dos residentes neste período (+1,1 p.p.), sendo dominante nas deslocações com destino ao estrangeiro (92,9%; +0,5 p.p.), ao contrário das viagens nacionais, em que foi utilizada apenas em 38,6% (+0,6 p.p.).
No processo de organização das viagens, o recurso à internet foi utilizado em 30,2% das deslocações (+1,7 p.p.), tendo maior representatividade na organização de viagens ao estrangeiro (67,3% do total, +3,4 p.p.) do que nas viagens território nacional, em que a utilização deste recurso representou 23,3% do total (+0,8 p.p.).
No 3.º trimestre de 2024, o “alojamento particular gratuito” manteve-se como a principal opção de alojamento (53,6% do total), tendo acolhido 24,8 milhões de dormidas nas viagens dos residentes. Este tipo de alojamento teve maior prevalência nas viagens motivadas pelo “lazer, recreio ou férias” (44,0% do total) e nas deslocações em “visita a familiares ou amigos” (95,1%).
Os “hotéis e similares” foram a segunda principal opção de alojamento, concentrando 25,2% das dormidas (11,6 milhões). Este tipo de alojamento foi a principal opção nas dormidas em viagens por “motivos profissionais ou de negócios” (42,7%), tendo sido a segunda opção nas dormidas em deslocações por “lazer, recreio ou férias” (30,1%).
Duração média das viagens ligeiramente abaixo dos níveis do trimestre homólogo
No 3.º trimestre de 2024, cada viagem teve uma duração média de 5,62 noites (5,90 no 3ºT 2023). A duração média mais longa foi registada em agosto (6,39 noites; 6,62 em agosto de 2023) e a mais baixa em setembro (3,92 noites; 4,19 em setembro de 2023).
Neste período, 39,9% dos residentes fizeram pelo menos uma deslocação turística, -0,9 p.p. face ao mesmo período do ano anterior. Numa análise mensal, e em termos homólogos, a proporção de residentes que realizou pelo menos uma viagem diminuiu em julho (-1,1 p.p.), mas aumentou em agosto e setembro (+1,2 p.p. e +0,3 p.p., respetivamente).






















































