O Centro de Portugal reforçou esta quinta-feira a sua posição como a região com maior oferta estruturada de turismo náutico em Portugal, com a certificação da Estação Náutica da Região de Coimbra. Esta é a maior Estação Náutica do país, agregando 19 municípios, três polos territoriais e 132 parceiros institucionais e empresariais.
Presente na cerimónia, que decorreu na Praia Fluvial do Vimieiro, em Penacova, o presidente da Turismo Centro de Portugal, Rui Ventura, sublinhou que o Centro de Portugal é, hoje, “a região com mais Estações Náuticas do país”, resultado de um trabalho articulado entre entidades públicas e privadas e de uma aposta estratégica clara no turismo ativo e desportivo.
“Quando falamos do Centro de Portugal como um país dentro de um país, falamos também de uma região que está a afirmar-se como referência, nacional e internacional, no turismo ativo e desportivo. As Estações Náuticas são infraestruturas essenciais para esse posicionamento e para a criação de riqueza nos territórios, do litoral ao interior”, afirmou Rui Ventura.
A certificação da Estação Náutica da Região de Coimbra vem reforçar uma rede que já posiciona o Centro de Portugal na liderança nacional, com um terço das Estações Náuticas certificadas existentes no país.
No litoral da região estão já certificadas seis Estações Náuticas na área da Ria de Aveiro (Aveiro, Estarreja, Ílhavo, Murtosa, Ovar e Vagos) e a Estação Náutica do Oeste. No interior, estão certificadas as Estações Náuticas de Alto Côa/Sabugal, Carregal do Sal, Castelo do Bode, Oleiros, Pedrógão Grande, Penamacor, Proença-a-Nova e São Pedro do Sul. A estas junta-se agora a Estação Náutica da Região de Coimbra. Em processo de certificação estão as Estações Náuticas de Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Gouveia, Guarda, Marinha Grande, Santa Comba Dão e Tondela, havendo também manifestação de interesse por parte de Covilhã e Vila Velha de Ródão.
Para Rui Ventura, este crescimento é inseparável das novas tendências da procura turística. “Cada vez mais, os turistas procuram destinos com água, paisagem, tranquilidade e experiências ligadas à natureza e ao turismo ativo. O Centro de Portugal tem tudo isso e está a estruturar a oferta com visão estratégica, respondendo também aos desafios das alterações climáticas e da sustentabilidade”, acrescentou.
A náutica de recreio representa atualmente cerca de 556 milhões de euros em Portugal, correspondendo a 1,2% da indústria do turismo. “Projetos como este são aqueles que fazem verdadeiramente a diferença nos territórios. Estruturam produto, criam dinâmicas económicas locais e reforçam a identidade dos lugares”, concluiu Rui Ventura, reiterando a total disponibilidade da Turismo Centro de Portugal para continuar a trabalhar em estreita articulação com as comunidades intermunicipais, municípios e restantes parceiros.
A nova Estação Náutica da Região de Coimbra integra recursos ao nível do mar, rios, albufeiras, praias fluviais, marinas e zonas balneares. Envolve 19 municípios integrados em três polos: Costa Atlântica (municípios de Cantanhede, Figueira da Foz e Mira); Aguieira/Mondego (municípios de Coimbra, Condeixa, Mealhada, Montemor-o-Velho, Mortágua, Penacova, Soure e Tábua) e Pinhal Interior (municípios de Arganil, Góis, Lousã, Miranda do Corvo, Penela, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra e Vila Nova de Poiares).
A sessão de certificação contou ainda com as intervenções de Álvaro Coimbra, presidente da Câmara Municipal de Penacova, Jorge Brito, secretário executivo da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, Gisela Sousa e António José Correia, do Fórum Oceano, Hélder Almeida, em representação do PROVERE Náutica Centro, Helena Teodósio, presidente da CIM Região de Coimbra, e Jorge Brandão, vogal da Comissão Diretiva do Programa Regional Centro 2030, tendo sido encerrada pelo Secretário de Estado das Pescas e do Mar, Salvador Malheiro.
As Estações Náuticas são uma rede nacional de oferta turística de qualidade certificada, que promove a valorização integrada dos recursos náuticos. Cada estação reúne, além das atividades náuticas, serviços complementares, como alojamento, restauração e animação turística, oferecendo experiências completas para os visitantes e comunidades locais. A rede surgiu no âmbito do projeto Portugal Náutico, desenvolvido pela Associação Empresarial de Portugal e pelo Fórum Oceano, com o objetivo estratégico de estruturar e potenciar o turismo náutico como vetor de desenvolvimento sustentável do país.


















































