O ano arranca com brilho extra no Museu do Tesouro Real, que em janeiro aposta numa programação onde a história sai das vitrinas e ganha vida. Há visitas encenadas inspiradas na corte do século XVIII, oficinas para famílias e workshops que revelam técnicas tradicionais de joalharia, sempre com o passado como ponto de partida e o presente como território de experimentação.
Este diálogo entre séculos ganha uma nova dimensão com o prolongamento da exposição temporária Ecos Reais até dia 31 de janeiro. A mostra reúne peças contemporâneas criadas por artistas formados no Centro de Joalharia de Lisboa, que reinterpretam o acervo histórico do museu através de novas linguagens e materiais. Esta culmina agora em dois momentos de celebração e descoberta ao público. No dia 11 de janeiro, às 15h00, a exposição ganha uma vertente prática com a oficina Pequenos Tesouros em Família, onde cada família é desafiada a criar uma joia simbólica, inspirada no passado, mas carregada de memórias pessoais. Já dia 24 de janeiro, às 19h00, o público pode viver uma experiência noturna exclusiva onde a apresentação de entrevistas e vídeos sobre a criação das peças abre a porta ao universo dos artistas e às histórias por trás das obras, num percurso raro que termina com uma visita à coleção fora de horas. O encerramento definitivo da mostra acontece a 31 de janeiro e celebra a joalharia contemporânea como experiência viva e partilhada. Ao longo desse dia, joalheiros dão a conhecer técnicas e processos num ambiente informal e o CJLX realiza uma demonstração de filigrana durante a tarde. O programa inclui ainda uma visita especial com Cristina Nuño, que revela o seu processo criativo e antecipa pormenores da coleção desenvolvida em colaboração com o museu, num momento único de diálogo entre criação, património e futuro.
Ainda no contexto da Ecos Reais, o MTR conta com o workshop Enfiamentos e Engranzados que decorre no dia 10 de janeiro, entre as 15h00 e as 18h00. Conduzido pelo mestre joalheiro João Rodrigues, com mais de 30 anos de experiência, o workshop explora técnicas tradicionais de trabalho com pérolas e contas, recorrendo a fios metálicos e têxteis. Não exige experiência prévia e termina com a criação de peças únicas.
A agenda de janeiro reserva ainda o regresso da visita teatral Festa na Corte: Etiqueta, Luxo e Poder, dia 4, às 11h30. A experiência transporta os visitantes para o reinado de D. José I, através das personagens do Marquês Emanuel Andrade de Sá e Cunha e da Marquesa Maria de Sousa, que explicam como funcionavam as regras de etiqueta, os códigos sociais e a ostentação nas festas de gala da época. Pensada para famílias, a visita mostra como o luxo e a formalidade moldavam o quotidiano da nobreza, num registo leve e acessível.
Já no dia 10 de janeiro o foco recai sobre a quarta aula do curso Joias do Mundo, dedicada à joalharia asiática, com foco na China, no dia 10 de janeiro. A sessão é orientada por Marta Costa Reis e propõe uma viagem pelo simbolismo, materiais e estética de uma das tradições mais ricas do continente asiático.
A coleção permanente continua a ser revelada através de várias visitas orientadas. No segundo sábado do mês, dia 10, a sessão das 11h30 é gratuita mediante a compra do bilhete do museu. Há ainda visitas nos dias 2, 17, 18 e 25 de janeiro.
Se a ideia é começar o ano com programas culturais fora do óbvio, este é daqueles que junta história, criatividade e experiências para todas as idades. O Museu Tesouro Real, sob a gestão da Associação Turismo de Lisboa, mantém o funcionamento habitual todos os dias entre as 10h00 e as 18h00.





















































